Livramento registra mais de mil focos do mosquito Aedes Aegypti

Terrenos baldios e pátios sem manutenção adequada estão entre os principais motivos de proliferação do mosquito

O clima é de atenção. A dengue está a uma distância muito curta de chegar à Sant’Ana do Livramento. A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente com a dengue em mais de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa.

O Rio Grande do Sul tem 99 cidades onde a infestação do mosquito Aedes aegypti é considerada como situação de alerta ou de alto risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o número representa os municípios em que mais de 1% dos imóveis vistoriados por agentes de endemias apresentaram larvas do inseto. No ano passado, mais de 1,3 mil casos dessas três doenças foram confirmados no Estado.

Em Livramento, são 1.076 focos do mosquito Aedes aegypti. Os mosquitos já estão presentes no município, porém não são vetores, ou seja, não têm o vírus da dengue ou qualquer outro tipo de doença causado pelo mosquito. Mas falta apenas um detalhe e tudo isso pode mudar. Se um mosquito vetor depositar seus ovos e esses ovos chocarem, a dengue começará a ser motivo de manchetes.
A temporada de verão é a de maior atenção, já que a proliferação do mosquito aumenta em virtude das temperaturas mais altas. O principal cuidado deve ser em relação a locais com água parada, que é onde o Aedes deposita seus ovos.

Oito casos foram considerados suspeitos em Livramento, porém todos foram descartados. O principal método para evitar uma possível epidemia é a prevenção, para isso destacamos algumas dicas que auxiliam no combate ao mosquito, confira:

Evite o acúmulo de água: O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas.
Coloque tela nas janelas. Colocar telas em portas e janelas ajuda a proteger sua família contra o mosquito da dengue.

Coloque areia nos vasos de plantas. O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. Seja consciente com seu lixo. Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes.

Limpe as calhas. Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de dengue, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também.
Piscinas e aquários. Piscinas pode se tornar foco de dengue por isso, a atenção deve ser redobrada com a limpeza em épocas de surto. Já no caso dos aquários, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos.

Uso de inseticidas e larvicidas. Os larvicidas servem para matar as larvas do mosquito da dengue. São aqueles produtos em pó, ou granulado, que o agente de combate a dengue coloca nos ralos, caixas d’água, entre outros. Já os inseticidas são líquidos espalhados pelas máquinas de nebulização, que matam os insetos adultos enquanto estão voando, pela manhã e à tarde, porque o mosquito tem hábitos diurnos.
Uso de repelente. O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método importante para se proteger contra a dengue. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados.

João Victor Montoli | Joao@jornalaplateia.com

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