Bastidores – Por Edis Elgarte – 11/01/2020

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De olho no preço do carrinho

O custo da cesta básica de produtos alimentícios do mês de dezembro teve um aumento de 2,77% em relação ao custo registrado em novembro. Dos R$ 427,59 pagos pelos produtos colocados no carrinho do supermercado no penúltimo mês de 2019, o preço total passou para R$ 439,46 no mês de dezembro. É que mostra o levantamento divulgado no “Informativo do Índice do Custo da Cesta Básica de Sant’Ana do Livramento”, projeto de Extensão produzido pelos acadêmicos Andressa Perez Chaves, Carlos Leonardo Esteves Vilagram, Clovis Pereira Lemos Neto, Lucimara Oliveira Santos, Matheus Iracet Dias e Thamyris Gomez Mocellin, do Curso de Economia da Unipampa, sob a coordenação do professor Carlos Hernán Rodas Céspedes.
O projeto começou no segundo semestre do ano passado e vem mostrando o comportamento dos preços mês a mês, nos produtos da cesta básica. Apesar do crescimento, o aumento registrado em dezembro foi menor que a variação verificada no mês anterior, quando a cesta teve o seu custo incrementado em 6,3%, repercutindo o expressivo aumento de 19,07% no preço da carne. Em dezembro, a carne também sofreu aumento, mas o incremento foi de 4,4%, cerca de quatro vezes menor que a elevação registrada no mês de novembro. No último mês do ano, a maior pressão sobre o custo da cesta foi provocada pelo preço do tomate, que teve um aumento de 9,4%. Outros alimentos que incidiram na elevação do custo da cesta foram o açúcar (alta de 4,8%) e o arroz (alta de 2,65%).
Três produtos apresentaram diminuição no seus preços em dezembro: a batata, (-1,41%), o café (-1,17%) e a farinha (-0,76%). No entanto, as quedas nos preços desses alimentos, por não terem a mesma ponderação no índice que a carne e o tomate, não foram suficientes como para compensar os aumentos ocorridos nesses dois produtos.

Proporção

Considerando-se o salário mínimo nacional de R$ 998,00, até dezembro, o trabalhador precisou disponibilizar 96h52min, das 220 horas mensais de trabalho, para comprar a cesta básica de alimentos. No Rio Grande do Sul, onde as faixas do Mínimo variam entre R$ 1.237,15 e R$ 1.567,81, a proporção flutuou entre 35,52% e 28,03%, respetivamente, ficando abaixo da média nacional, que ficou em 44,03% em dezembro. Os acadêmicos agradecem o apoio dos proprietários e responsáveis pelos comércios, que permitiram que a coleta dos preços pudesse ser realizada.

Atenção na área de estacionamento

A área do projeto piloto de estacionamento rotativo gratuito, no centro da cidade, deverá ganhar nos próximos dias novas placas regulamentares, com algumas alterações em relação às atuais, para facilitar a visibilidade e a adaptação dos motoristas a esse novo modelo de ordenamento no trânsito. O projeto piloto foi implantado ainda na gestão do prefeito afastado Ico Charopen com o objetivo proporcionar aos motoristas acostumarem-se a esse sistema, que deverá ser oficialmente implantado em breve no município, na modalidade paga.
A continuidade do projeto piloto foi discutida pelo vereador Germano Camacho, proponente dessa modalidade, com presidente da Câmara de Vereadores, Romário Paz, que ocupou interinamente a Chefia do Executivo na última quinta. O novo secretário de Trânsito, Jansen Nogueira, conversou detalhadamente com o ex-titular da pasta, Alencastro Feippe Martins, que retornou para a assessoria de Germano Camacho na Câmara de Vereadores.

Equipe enxuta

N inguém fez as contas, aparentemente, mas certamente a Prefeitura vai conseguir uma boa economia com a redução do número de secretarias na estrutura com a qual a prefeita Mari Machado pretende trabalhar. Serão pelo menos cinco pastas a menos (Serviços Urbanos integrada às Obras, Cultura e Turismo virando departamentos, Geral de Governo e Desenvolvimento avocadas pela Chefe do Executivo), com economia de salários de secretários e adjuntos.
Até o momento foram nomeados secretários para as seguintes pastas: Assistência e Inclusão Social (Rafael de Castro), Trânsito, Transportes e Mobilidade Urbana (Jansen Nogueira), Desenvolvimento Urbano (Jair Pires da Silva), Planejamento (Miguel Pereira), Saúde (Sérgio Aragon), Fazenda (Jeferson Rolim -Dedé), Administração (João Carrets) e Agricultura (Pedro Nunes), além da Educação (mantida Rosemery Dias).
São apenas nove secretarias, o que representa menos cargos para facilitar eventuais composições políticas. Ainda assim, o novo Governo parece estar conseguindo alcançar um ambiente favorável de governabilidad, conversando mais com os partidos e menos de forma isolada com um ou outro político.

Independência

Engana-se quem interpretou como perda de espaço do vereador Marco Monteiro a saída de Viviane Simões Pires da Secretaria de Serviços Urbanos. Inicialmente, de fato, indicada pelo Vereador, para cargo adjunto na Secretaria da Educação, Viviane já havia conquistado seu próprio espaço dentro do Governo de Ico Charopen, o que rendeu-lhe a nomeação para a Secretaria independente de indicação de Monteiro.

Liderança Progressista

A nova composição da base do Governo na Câmara de Vereadores – composta a princípio pelo PSB, MDB e PP – levou a Prefeita interina a convidar o vereador progressista Carlos Nilo Pintos a assumir a função de Líder do Governo, antes exercida pela vereadora Maria Helena Duarte, do PDT. O PSB, o partido da Prefeita, tem apenas uma vereadora, a ativista social Márcia da Rosa, que já exerce o cargo de 2ª Secretária da Casa, da mesma forma que o MDB, cujo representante, vereador Romário Paz, é o atual presidente. Além de Nilo, o Progressistas tem ainda o vereador Danúbio Barcellos, mas seu conhecido alinhamento com o prefeito afastado certamente impediria sua escolha pela Prefeita. Além da experiência de dois mandatos e da sobriedade com que exerce a vereança, a postura firme e coerente mantida por Nilo na relação com o Governo anterior tornou fácil a decisão de Mari Machado.

Legalidade

Em nota, o novo presidente da Câmara, Romário Paz, avisa que só vai colocar em pauta pedido de impeachment de Ico Charopen no início de fevereiro, após o encerramento do período de recesso. Vai cumprir o rito.

A amante

Por: Fernando Albrecht Anos 1970. Presidente de uma entidade empresarial nomeada agendou reunião com um senador da República. Saiu do aeroporto e foi direto para

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