Paixão pelos cavalos – família santanense mantém tradição no turfe há cinco gerações

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Uma semana após mais uma vitória nas pistas, a criadora Laís Simões Pires, conversou com a reportagem do Jornal A Plateia destacando sua paixão por cavalos

A tradição da família Simões Pires no turfe ocupou muitas décadas, no passado, com muitos reprodutores e ventres de qualidade, rendeu inúmeros produtos clássicos ao turfe rio-grandense. Entre eles, o tão lembrado ZAGO (Don Jose x Abadite), vencedor do primeiro GP Bento Gonçalves da família, em 1960; o LIGHT ROMU, campeão do GP Bento Gonçalves 1969, depois partindo para a Gávea e ganhando outros clássicos por lá, logo após foi bem vendido para os USA; SALMON, ganhador de um GP Bento Gonçalves, um vitorioso nas pistas, e tantos outros craques que honraram o sobrenome naquela época. Pedro Simões Pires, um apaixonado por cavalos da raça PSI (Puro Sangue Inglês), acordava de madrugada e ia para a estância acompanhar a evolução dos potros, foi um dos primeiros a começar a criação de PSI na família, logo após, seu filho Joaquim Sabino Simões Pires, e seu neto Matheus Simões Pires, e assim foi passando de geração para geração e, hoje, quem vem conservando a tradição da família é seu bisneto George Simões Pires e a sua trineta Laís Simões Pires.

“Hoje eu sou a 5º geração a criar cavalos PSI, junto com o meu pai, dois apaixonados por corridas de cavalos, me considero uma privilegiada por poder viver esse mundo tão maravilhoso do turfe, em que convivemos com muitas pessoas, fazemos vários amigos por todos lugares onde passamos, e não visamos o lucro, nosso objetivo é criar grandes craques e confraternizar as vitórias junto aos amigos, não tem coisa melhor no mundo para nós do que ver um produto de nossa criação ganhar uma competição, e sermos reconhecidos por tantas pessoas que nos acompanham e vibram as vitórias junto conosco”, disse ela.
A jovem de 21 anos conta que sempre teve paixão pelos cavalos por ter sido criada entre eles, acompanhando as corridas de perto.

“Sempre fui uma apaixonada por cavalos de todas as raças, mas minha paixão mesmo é a raça PSI, são diferentes, maravilhosos e a maioria de um temperamento incrível e confesso que a parte mais difícil do turfe são as perdas, mas elas fazem parte e são nelas que aprendemos a valorizar ainda mais as vitórias. Além do meu pai, outro que foi meu incentivador do esporte, foi o meu avô materno, e também muito amigo da minha família paterna, Octávio Silveira, também era um apaixonado por cavalos e criador, então costumo dizer que a paixão vem no sangue e, no meu caso, pelos dois lados da família, me considero muito feliz, por ter convivido com meu avô por 15 anos, e nesse tempo me interessado pelo esporte, hoje em dia dividir esse amor, seguir criando e tentando melhorar a genética a cada ano e vibrar a cada vitória ao lado de meu pai George. O abraço da vitória, não tem preço! Costumo dizer que o turfe é sonho, sonhamos desde a cruza da égua certa com o garanhão certo, esperamos sonhando por 11 meses com o potrilho do ano, e quando nasce, nos surpreendemos sempre” destaca.
Esse amor pelos cavalos, foi coroado em mais uma vitória, desta vez em uma das pistas mais importantes do país, quando o cavalo Pedro Pampa brilhou no pódio do Hipódromo da Gávea, no Rio de Janeiro, vencendo em sua estreia.

Matias Moura
contatomatiasmoura@hotmail.com

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