Cerco fechado contra o abigeato

Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Uruguaia realizam mais uma operação em conjunto para coibir o crime de furto de animais em propriedades da fronteira

Depois de uma série de ataques de abigeatários a propriedades rurais localizadas nas regiões do Espinilho e Coxilha Negra, as forças de segurança da fronteira fecharam o cerco contra os criminosos e realizaram uma grande ofensiva com mais de 30 homens em campo, guardando as estradas da região, realizando barreiras e visitas aos produtores. Os pecuaristas da região sofrem há anos com este tipo de ação das quadrilhas especialistas no furto de gado que utilizam aquela região na divisa do Brasil e do Uruguai, para esconder os animais furtados em meio às matas da reflorestação.
É praticamente o mesmo “modus operandi” sempre, os animais são levados de alguma propriedade da região do Espinilho (lado brasileiro) e depois tropeados até os campos na linha divisória do lado uruguaio. Assim os animais ficam escondidos dentro do mato, embretados em mangueiras construídas pelos criminosos, até a “poeira baixar”, o que leva de 15 a 20 dias, e logo após os abigeatários realizam a venda desses animais furtados.
Segundo o comandante do 2º RPMon, Tenente Coronel Otero, durante a operação os policiais estiveram realizando patrulhamento e policiamento ostensivo, além de barreiras em pontos estratégicos da fronteira como forma de coibir as ações criminosas. “Nós agradecemos o trabalho dos nossos policiais e a parceria com a Polícia Civil, através da delegada Giovana e com o comissário Gomez, de Rivera, que após uma troca de informações resultou nessa ação que foi bastante positiva até agora. Nós conseguimos, nestes dias, zerar os furtos abigeatos naquela região. Com ações fortes e as nossas equipes nas ruas e com a colaboração dos produtores nós conseguimos este resultado positivo.

Tecnologia empregada no combate aos crimes rurais

Segundo o comandante Otero, este tipo de operação consegue obter bons resultados por meio de uma atuação cirúrgica com os dados fornecidos pelo sistema Avante, da Brigada Militar, que fornece números e estatísticas dos registros de ocorrência das delegacias da região e aponta qual o crime que está sendo mais praticado naquela aérea. Por este motivo é que o registro de ocorrência por parte das vítimas é fundamental aponta ele. “Através da ferramenta Avante, nós conseguimos identificar que aquela região estava sofrendo ataques quase que diariamente. Foram 6 dias seguidos de ataques promovidos por essa quadrilha que age na Coxilha Negra, onde eles realizaram furtos de ovinos e também de bovinos. Isso nos preocupou bastante e a partir daí nós fizemos uma grande reunião aqui no 2º RPMon com todos os nossos oficiais, a presença dos produtores, com a USR (Unidad de Servicio Rural) de Rivera e com a delegada Giovana, da Polícia Civil, e seus policiais e a partir daí desencadeamos uma grande operação em toda a área do Espinilho e Coxilha Negra com barreiras em pontos estratégicos.
Ao todo foram 5 intervenções com mais de 20 homens da Brigada Militar e mais os policiais civis e uruguaios. Cabe salientar que nós temos que agradecer à Delgada Giovana Muller, ao Comissário Gomez e ao Jefe de Policia, Ricardo Perera, que autorizou essa atuação em conjunto fortalecendo os dois lados da fronteira. Posso afirmar que essa operação teve 100% de êxito porque, neste período, nós conseguimos zerar as ocorrências de abigeato naquela região. Essa operação foi lançada em sigilo para que nós pudéssemos fazer a apreensão desses criminosos que frente à presença policial acabaram recuando. Mas, nós por meio do setor de inteligência já sabemos quem eles são e onde eles moram, estamos monitoramento eles e é só uma questão de tempo para eles irem para trás das grades

Matias Moura
contatomatiasmoura@hotmail.com

Grupo Aplateia

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