Livramento e Dom Pedrito em emergência após o dilúvio

Com madrugada de intenso temporal e ventos com mais de 100km/h, casas ficaram destelhadas, postes caídos e pontos alagados

Sant’Ana do Livramento e Dom Pedrito decretaram estado de emergência após as fortes chuvas da semana. Só em Livramento, houve o registro de quase 200mm de chuva no acumulado desde domingo (27), segundo os dados da estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Foram 44.6mm (dia 27), 3.6mm (dia 28), 54.2mm (dia 29) e 87.0mm (nesta quarta-feira, 30, até às 9h).
Nas madrugadas de terça e quarta houve registro de chuva de granizo na região conhecida como Coxilha Negra. Os ventos foram mais um agravante do temporal que assolou o Município. Na madrugada de quarta-feira chegaram à 91.8km/h. Resultado dos ventos resultou com postes caídos no bairro Parque São José, no Armour, e na lateral da BR-158. No interior, na estrada que leva ao Sarandi, dezenas de postes também foram levados pelo vento.

Foto: Daniel Badra

No centro da cidade, os resultados foram ruas alagadas, nos bairros, destruição. No São Paulo, por exemplo, ruas que estão há meses sem ponte, as crateras são ainda maiores. A situação preocupa moradores que vivem à beira da sanga que corta o bairro. O arroio Carolina subiu seu nível e com ele trazendo galhos de árvores e lixo, que ficam presos nas pilastras da ponte do bairro São Paulo. No KM 5, a casa humilde de Vaneci foi completamente destruída com a força dos ventos, ela aguarda a finalização de sua nova moradia para se mudar, então teve de ir morar, momentaneamente, com sua vizinha.
A Defesa Civil segue o trabalho de auxílio às pessoas que tiveram prejuízos na periferia do Município. Segundo dados registrados pela estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Livramento teve rajadas de vento de 111,6 km/h.

Dom Pedrito

Considerada a cidade mais atingida de todo o Rio Grande do Sul, em Dom Pedrito, o cenário é de calamidade pública, conforme relatou o prefeito Mário Augusto Gonçalves, que também decretou situação de emergência no Município.
O Jornal A Plateia conferiu de perto o trabalho do progressista que prestou pessoalmente o serviço de Defesa Civil aos pedritenses. A cidade se preparava para comemorar os 147 anos de fundação.
Nessa sexta-feira (1°), a situação se complicou um pouco mais. O rio Santa Maria, que corta a cidade, seguiu subindo e os números de famílias desabrigadas também aumentou. Aproximadamente 50 pessoas estão no abrigo municipal, em função das enchentes. Além disso segue o cadastramento de famílias junto à Assistência Social para receber o material de primeiro apoio: lonas, alimentos e roupas. “Nós estamos abastecendo o sistema da Defesa Civil e se der tudo certo, na segunda-feira à tarde, com os laudos todos prontos, eu estarei no gabinete do Governador Estado para tratar sobre os próximos passos da ajuda da reconstrução da cidade”, confirmou o prefeito Mário Augusto.

Grupo Aplateia

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