Caso Gabriel Fonseca: “Ele disse que achou que tinha atropelado um animal”

Suspeito teve a sua prisão preventiva pedida pela Polícia Civil, mas negada pelo Judiciário

O caso que comoveu a fronteira segue sendo investigado. Segundo a Delegada Regional da 12ª Delegacia da Polícia Civil, Ana Tarouco, as informações não param de chegar e a busca pela elucidação deste caso continua. Para a delegada são muitos os elementos que ainda precisam ser averiguados mas que no decorrer do inquérito deverão ser investigados. “Não existe um dia em que a gente não trabalhe neste caso. A Polícia Civil está fazendo o seu máximo colhendo provas e ouvindo muitas pessoas. É um caso que mexe muito com a gente dadas as suas circunstâncias. Há alguns dias o suspeito se apresentou e deu a sua versão do fato. E agora a sua versão está sendo confrontada com as informações que nós já tínhamos colhido e que seguimos colhendo. Ainda precisamos receber alguns laudos do IGP para que a gente possa com esse laudo concluir todas as análises e encerrar essa etapa da investigação” disse.

“Ele disse que achou que tinha atropelado um animal”

A delegada disse que após a primeira fase encerrada, as informações serão reunidas e encaminhadas ao judiciário. “Durante o seu depoimento, ele disse que não visualizou a vítima. E que quando houve a batida ele achou que tinha batido em algum animal. Ele alega que não parou, vindo posteriormente parar só em sua residência quando ele percebeu o tamanho do estrago e os danos que o veículo tinha sofrido. Essa é a versão dele. Se é verdadeira ou não, os fatos que serão apurados durante a investigação irão dizer”.
A prisão preventiva do suspeito foi pedida pela delegada, mas o juiz entendeu que neste primeiro momento não seria necessário. “Eu postulei a prisão porque tenho entendimento sobre o caso, mas, o judiciário entendeu que não era o momento e decretou outras cautelares, uma delas é a suspensão da sua carteira de motorista. Onde ele entregou e neste momento não está habilitado a dirigir dentre outras medidas que lhe foram imputadas. E agora, ao longo das investigações, o judiciário, se assim entender, pode rever ou não, e aí decretar novas medidas”.

Mais respeito no trânsito

“Nós esperamos que esse caso, que não é o único e nem o último, infelizmente, que leve as pessoas a refletir sobre essa questão do comportamento na direção, da alta velocidade, da embriaguez ao volante e todas essas questões que envolvem essa problemática. Em Sant’Ana do Livramento, o trânsito tem sido uma coisa caótica. Nós registramos acidentes, praticamente, todos os dias e isso é grave. Além de mostrar a nossa falta de educação no trânsito, porque somos imprudentes, bebemos, não fomos atentos e estamos no celular e pelas mais diversas penalidades administrativas que acabam gerando fatos como estes como é caso do Gabriel”, concluiu a delegada.

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