A força da mulher na arbitragem santanense

Brenda do Espírito Santo de Andrade tem seus primeiros contatos com a profissão de assistente

Com a chegada da Copa do Mundo de Futebol Feminino, milhões de telespectadores vão às telas acompanhar os jogos, e pela primeira vez na história da Rede Globo de Televisão ela irá transmitir este campeonato. Neste ano acontecerá a oitava edição do campeonato e terá como país anfitrião a França. Neste domingo a seleção feminina brasileira estreia na competição enfrentando a Jamaica.
Em solo santanense, temos muitos clubes do futebol feminino, inclusive na questão de arbitragem, como é o caso de Brenda do Espírito Santo de Andrade, de 22 anos, cursa educação física e conta um pouco sobre sua experiência com a arbitragem: “Desde pequena sempre gostei de esporte, qualquer tipo, nos jogos escolares (JERGS). Sempre gostei de handebol, jogo até hoje e meu primeiro contato com a arbitragem começou à alguns anos, fui destacada para ser arbitra de handebol nos jogos escolares, por ter conhecimento nas regras e me saía super bem. Agora recentemente estava fazendo súmulas para a liga santanense de futsal e recebi um convite dos meus padrinhos Ciro Ronaldo, Valter Vidarte e Anderson Echevarria, além dos outros árbitros como Dakimalo Garra, Danilo da Fontoura e Wagner Silveira”, disse.
Brenda conta que recém iniciou as atividades como bandeirinha, mas é possível notar olhares diferentes e alguns problemas por ser mulher: “Estou nos meus primeiros jogos e já sinto ainda não diretamente, mas consigo notar alguns olhares por conta de ser um local em quase tua totalidade masculino, também ouço dezenas de xingamentos, sei que isso é no calor do jogo, quando termina a partida alguns jogadores me pedem desculpas. Não entrei no meio do futebol para quebrar tabu, vim para ter experiência, quero estar próximo de todos os esportes, mas sei que eu posso ter representado várias meninas que tem essa vontade de participar, do ambiente e não teve oportunidade”, contou.

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