Livro aborda a temática do Bioma Pampa

“O Pampa é o único bioma restrito a somente um Estado brasileiro, o Rio Grande do Sul. Com cerca de 700 mil km2, o Pampa é um dos grandes biomas do planeta. Inicia-se na Argentina estando presente em todo o Uruguai e na metade sul do Rio Grande do Sul. É uma das maiores regiões de campos temperados do mundo. Caracteriza-se por grandes áreas cobertas por campos, associados às matas ciliares e banhados.

A obra ressalta os aspectos naturais, onde são destacados os aspectos da diversidade biológica, vegetação como a importância dos campos naturais, as paisagens, os cerros e coxilhas, a flora e a fauna.

Na história é ressaltado a fundação da Colônia de Sacramento em frente de Buenos Aires, no atual Uruguai e a implantação pelos jesuítas dos Sete Povos das Missões. No século XVIII, o destaque foi o acordo entre portugueses e espanhóis, originando o Tratado de Madri (1750) em que a Colônia do Sacramento foi entregue aos espanhóis em troca dos Sete Povos das Missões. Como os índios não concordaram com esse tratado, ocorreu a chamada Guerra Guaranítica, em que portugueses e espanhóis destruiram as missões. Destaque também para a Revolução Farroupilha e auge das charqueadas e a consolidação das fronteiras, com a incorporação definitiva em 1801 dos Sete Povos das Missões ao império português na América, dando ao Rio Grande do Sul o atual território. Finalmente o século XX foi destacado o surgimento dos frigoríficos e conseqüente decadência das charqueadas.

Nos aspectos cultural são enfatizadas diversos aspectos como o chimarrão- simbolo maior do Rio Grande do Sul –, o cavalo, cuja doma teve influência indígena, a chama crioula – expressão do orgulho e ideal dos gaúchos -, o galpão gaúcho, os Piquetes e os CTGs-Centros de Tradição Gaúcha, locais de integração social. Também é destaque nas manifestações culturais, as competições campeiras como o tiro ao laço, além das lendas, a tosquia ou tosa da lã das ovelhas, a música e as danças.

A obra aborda as principais iniciativas de conservação dos ecossistemas como o mapeamento da cobertura vegetal do Bioma Pampa e definição de Áreas Prioritárias para Conservação, Uso Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade no Bioma Pampa, além da criação de unidades de conservação como o Reserva Biológica Estadual de São Donato, o Parque Estadual do Espinilho, o Parque Estadual de Podocarpus e a única unidade de conservação de uso sustentável federal no bioma, a Área de Proteção Ambiental – APA de Ibirapuitã.”

Sobre autor

Miguel von Behr é mineiro, ambientalista, arquiteto formado pela Universidade Católica de Santos e Mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade de Brasília. Foi funcionário do Ibama entre 1982-2007. Atuou na criação e implantação de Unidades de Conservação, Reservas Extrativistas e Corredores Ecológicos, além de diversos projetos em temas como planejamento urbano e meio ambiente e populações tradicionais.

Fonte : Miguel von Behr.

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