Advogado tributarista e empresário da construção civil, Marciano Perondi (PL), 43 anos, chega à Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027 para exercer seu primeiro mandato com duas prioridades: combater o aumento de impostos e contribuir para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, especialmente da Metade Sul. Eleito com 73.974 votos, sendo 51.700 em Pelotas, integra uma nova geração da direita gaúcha que ganha espaço ao lado do governador eleito Luciano Zucco.
Sua trajetória nas urnas começou em 2024, quando disputou a prefeitura de Pelotas e ficou apenas 1.263 votos atrás de Fernando Marroni (PT), no segundo turno. Agora, leva a Brasília a experiência de quem atua no direito tributário e conhece, na atividade empresarial, os efeitos dos impostos, da burocracia e da insegurança jurídica sobre o investimento e a geração de empregos.
Essa combinação deve orientar sua participação nos debates sobre a implementação da reforma tributária. Perondi pretende acompanhar os reflexos das novas regras sobre os setores produtivos, incluindo a construção civil, com atenção ao risco de aumento da carga, aos custos de adaptação e aos impactos sobre empresas e consumidores.
“A reforma precisa simplificar a vida de quem trabalha e produz. Vamos fiscalizar sua implementação para que a promessa de simplificação não se transforme em mais impostos, mais burocracia e encarecimento da moradia. Quem empreende precisa de segurança para investir, contratar e gerar renda”, afirma Perondi.
O enfrentamento a novas elevações de tributos também estará no centro de sua atuação. Levantamento da imprensa contabilizou 36 medidas efetivas de criação ou aumento de tributos desde o início do terceiro mandato de Lula. Para Perondi, esse histórico exige vigilância redobrada do Congresso diante de novas tentativas de ampliar a arrecadação no quarto mandato.
“O governo precisa controlar despesas e cortar desperdícios, em vez de recorrer sempre ao bolso do cidadão. Se o terceiro mandato foi marcado por aumentos de impostos, nossa responsabilidade será redobrar a fiscalização e enfrentar novas tentativas de transferir essa conta para a sociedade”, sustenta.
Na agenda regional, Perondi pretende atuar em articulação com Zucco e os municípios para melhorar as condições de infraestrutura, atrair investimentos e ampliar as oportunidades de trabalho. A proposta é dar mais força às demandas da Metade Sul em Brasília, conectando a defesa da região a uma atuação nacional por menos impostos, mais liberdade econômica e segurança jurídica.
“A Metade Sul tem potencial e precisa de condições para crescer. Quero contribuir com um debate técnico, mas conectado à realidade de quem abre uma empresa, constrói, produz e procura emprego. Nosso trabalho será transformar esse potencial em oportunidades para a região e para todo o Rio Grande do Sul”, afirma.
