Por: Abdon Barretto Filho – Economista e Mestre em Comunicação Social
Com o desenvolvimento da inteligência artificial, algumas pessoas esquecem que o diferencial é o ser humano. O atendimento humano é fundamental para esclarecer eventuais dúvidas sobre equipamentos e serviços, relacionamentos comerciais, mercadológicas e de utilidade pública. Os seres humanos são animais sociais. A sociologia, a antropologia, a psicologia, a economia comportamental, entre outras ciências, reconhecem a necessidade do convívio entre humanos. Convém salientar, que existe um amplo mercado com pessoas de gerações diferentes, hábitos e rendas disponíveis procurando e consumindo opções físicas e digitais nos seus relacionamentos pessoais e profissionais. São gerações que compram e vendem, incluindo viagens e experiências. Os prestadores de serviços turísticos e de hospitalidade reconhecem as comunicações e distribuições “ figitais “ ( físicas e digitais) de acordo com seus clientes, colaboradores, sócios, fornecedores, comunidades e governos. A recente decisão governamental sobre as novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor ( SAC) instituídas pelo Decreto número 13.135/2026,de 02/11/2026,determinando obrigatoriedade importantes para empresas de setores regulados e financeiros. A regra atinge principalmente empresas dos setores como telecomunicações, planos de saúde, energia elétrica e aviação e instituições financeiras, principalmente bancos, fintechs e serviços de pagamentos supervisionados pelo Banco Central do Brasil.Com atendimento humano obrigatório, as empresas devem oferecer a opção de falar com um atendente humano das 8h às 20h, em todos os dias da semana (incluindo sábados, domingos e feriados). A exigência vale tanto para chamadas telefônicas quanto para canais digitais ( como chats e aplicativos de mensagens).O tema tem uma grande relevância na valorização do ser humano como profissional de atendimento, exigindo novos posicionamentos, valorizando e completando os serviços turísticos que sabem o diferencial do atendimento humano em cada etapa das suas operações. Mesmo com os avanços tecnológicos, a “hora da verdade” acontece no atendimento humano que pode gerar a boa experiência ou não, a depender do profissional que realiza o atendimento. O tema será analisado por mim e os participantes na Mentoria Mercadológica Turística, a ser realizada no Espaço Revista Festuris, em Gramado, 14 de novembro, 16h30. A inteligência artificial jamais vai substituir o talento humano. A competência profissional busca a satisfação do cliente, ética, responsabilidade, comprometimento social, cultural e comunitário. A busca do relacionamento “ganha-ganha” é uma meta organizacional. Será ? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.
