Mercado do boi gordo supera R$ 400 na projeção para dezembro e registra valorização no Rio Grande do Sul

O texto abaixo está em
Demanda aquecida e oferta restrita de animais para abate sustentaram as cotações na última semana de outubro, conforme análise apresentada por Roberto Grecellé no Panorama Agropecuário.

O mercado pecuário brasileiro registrou um movimento histórico na última semana de outubro, com a projeção do preço do boi gordo para dezembro ultrapassando a marca de R$ 400 por arroba na Bolsa Brasileira (B3). O cenário de valorização foi destacado pelo comentarista Roberto Grecellé durante sua participação no programa Panorama Agropecuário, da Rádio RCC FM 95.3, no sábado, 31 de outubro.

Segundo Grecellé, o movimento é resultado da combinação entre demanda firme e oferta reduzida de animais para abate, tanto no mercado nacional quanto no cenário internacional. Essa relação tem contribuído para manter os preços sustentados e ampliar as cotações da pecuária.

Na B3, o contrato futuro do boi gordo com vencimento em dezembro chegou a R$ 402,80 por arroba. Já em São Paulo, a cotação média do boi gordo encerrou a última semana de outubro em R$ 389,00 por arroba, frente aos R$ 382,42 registrados na semana anterior. Na categoria boi China, a referência chegou a R$ 391,00.

Valorização também no Rio Grande do Sul

No mercado gaúcho, a tendência de alta também foi observada. Conforme os dados apresentados por Grecellé, o macho destinado ao abate encerrou a semana cotado a R$ 13,00 por quilo de peso vivo, enquanto a fêmea alcançou R$ 10,85.

Na comparação com a semana anterior, o macho apresentou valorização de R$ 0,10 por quilo, enquanto a fêmea registrou aumento de R$ 0,15.

Outro fator que contribuiu para a sustentação das cotações no Rio Grande do Sul foi a dificuldade enfrentada pela indústria frigorífica para encontrar animais disponíveis. Conforme a análise, os frigoríficos encontravam obstáculos para manter escalas de abate superiores a cinco dias, reflexo da oferta restrita de bovinos.

Clima favorece o desenvolvimento das pastagens

Além do cenário de mercado, Grecellé também comentou as condições climáticas registradas na última semana de outubro. Os dias ensolarados e as temperaturas mais elevadas favoreceram a brotação das pastagens e o desenvolvimento das espécies nativas, importantes para a preparação dos campos para o verão.

O comentarista destacou que a alternância entre períodos de sol e chuva é fundamental para o equilíbrio da natureza e para o desenvolvimento das pastagens, que representam a base alimentar da pecuária gaúcha.

Ao finalizar sua participação, Grecellé reforçou a importância de acompanhar a evolução das cotações e valorizar cada avanço nos preços recebidos pelos produtores, destacando que a valorização gradual também representa um resultado positivo para a atividade pecuária.

NO AR
Rádio RCC