Por: Miguel de Souza
A pesquisa e a produção científica estiveram em destaque na fronteira entre Brasil e Uruguai com a realização da 8ª edição da Feira Binacional de Tecnologia (FEBITEC). Promovido entre os dias 20 e 22 de outubro, o evento reuniu representantes de 17 cidades brasileiras e uruguaias e contabilizou 255 trabalhos desenvolvidos por estudantes de diferentes níveis de ensino, da educação básica à graduação.
A iniciativa envolveu o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL), a Universidade Tecnológica do Uruguai (UTEC) e a Universidade do Trabalho do Uruguai (UTU), com atividades distribuídas entre instituições de ensino de Sant’Ana do Livramento e Rivera. A proposta da feira é estimular a troca de conhecimentos entre estudantes e professores de instituições públicas e privadas, proporcionando um espaço para a apresentação de projetos e o compartilhamento de experiências em diferentes áreas.
Conforme o professor Jônatas Silva, um dos coordenadores da feira pelo campus Livramento do IFSUL, a diversidade de participantes foi um dos aspectos marcantes desta edição. Os trabalhos envolveram estudantes do ensino fundamental, da educação primária uruguaia, do ensino médio, do ensino técnico e da graduação, demonstrando a participação de diferentes etapas da formação educacional na produção de conhecimento.
A programação teve início na noite de terça-feira (20), com a apresentação dos trabalhos de graduação na UTEC, no Uruguai. Na quarta-feira (21), à tarde, as atividades voltadas aos estudantes do ensino fundamental e médio ocorreram na Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Já na quinta-feira (22), pela manhã, o campus Santana do Livramento do IFSUL recebeu as apresentações que marcaram a etapa final da feira.
Durante entrevista ao Jornal A Plateia, Jônatas destacou o envolvimento dos estudantes na elaboração dos projetos. Segundo ele, os trabalhos apresentados pelo ensino médio demonstraram fundamentação e dedicação, enquanto os alunos mais jovens também tiveram a oportunidade de desenvolver pesquisas com o acompanhamento de professores orientadores.
Para o coordenador, a experiência proporcionada pela FEBITEC contribui para aproximar os estudantes da pesquisa desde os primeiros anos escolares. Além de apresentar os resultados de seus estudos, os participantes podem conhecer projetos de outras instituições, trocar ideias e ampliar suas experiências acadêmicas.
A realização da FEBITEC também contou com o trabalho de professores, coordenadores e estudantes voluntários, que atuaram como monitores durante as atividades. Eles auxiliaram os expositores e os avaliadores, colaborando para o funcionamento da programação e para o acolhimento dos participantes.
Jônatas ressaltou a importância desse envolvimento coletivo, que reúne diferentes equipes das instituições parceiras em torno de um objetivo comum. A atuação dos monitores, somada ao trabalho dos professores e coordenadores, contribuiu para a realização do evento e para o fortalecimento da integração entre as comunidades acadêmicas brasileiras e uruguaias.
A feira também está relacionada aos pilares do ensino, da pesquisa e da extensão, ao incentivar a produção científica, valorizar o trabalho desenvolvido em sala de aula e ampliar o contato dos estudantes com diferentes áreas do conhecimento.
Ao reunir 255 trabalhos de 17 cidades, a oitava edição da FEBITEC reforçou a importância da cooperação educacional na fronteira. A iniciativa criou oportunidades para que estudantes de diferentes idades apresentassem suas pesquisas e compartilhassem experiências, aproximando instituições e incentivando a continuidade de projetos científicos. Ao final da programação, os trabalhos passaram pelas avaliações, seguidas pela cerimônia de premiação.

