“O que significa ser médico em 2026?” – Por Gerson Junqueira Jr.

A publicação integra o espaço de artigos do Jornal do Comércio e traz uma reflexão sobre o exercício da Medicina na atualidade.

Crédito: Redes sociais
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O artigo “O que significa ser médico em 2026?”, assinado pelo presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr. (@gersonjunqueirajunior), foi publicado na edição de segunda-feira, 19 de outubro de 2026, do Jornal do Comércio, que celebra 93 anos de história.


Confira o texto na íntegra:

DESTAQUE NA MÍDIA
Jornal do Comércio — 93 anos
O jornal de economia e negócios do RS
Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
O que significa ser médico em 2026?
Gerson Junqueira Jr.
Nunca houve tanta tecnologia disponível para a Medicina. E talvez nunca tenha sido tão necessário lembrar que nenhuma máquina é capaz de substituir. Em meio à inteligência artificial, à robótica, a novos métodos diagnósticos e à crescente pressão assistencial, exercer a profissão em 2026 exige preparo para avançar sem perder o que sustenta a prática médica: ética, conhecimento, responsabilidade e presença humana.
Essas ferramentas ampliam possibilidades e ajudam na tomada de decisão, mas não ocupam o lugar da escuta, do julgamento clínico e do vínculo com o paciente. A Medicina evolui e o médico precisa evoluir com ela. Isso torna a atualização permanente ainda mais necessária. O conhecimento se renova em ritmo acelerado, exigindo disposição para estudar, rever condutas e incorporar evidências à prática. Ser médico hoje é compreender que a formação não termina com o diploma.
Por isso, a qualidade do ensino médico precisa estar no centro desse debate. O crescimento do número de cursos de Medicina no Brasil amplia o acesso, mas também impõe uma responsabilidade maior. Não basta abrir vagas. É indispensável garantir estrutura adequada, professores qualificados, campos de prática e experiências capazes de preparar o futuro profissional para cuidar de pessoas com segurança.
Avaliação consistente, Residência Médica de qualidade e educação continuada fazem parte desse caminho. É nesse contexto que iniciativas como a Prova AMB/AMRIGS, com 55 anos de história, ganham relevância, ao aferir conhecimentos, apoiar processos seletivos e estimular uma cultura de qualificação. Mais do que uma preocupação da categoria, a boa formação é uma questão de segurança para toda a sociedade.
A Medicina é, antes de tudo, uma paixão. Uma profissão que seguirá mudando, incorporando novas tecnologias, aperfeiçoando tratamentos e impondo novos desafios, mas que continuará fascinante justamente pela possibilidade de fazer diferença na vida das pessoas. Cada geração terá a responsabilidade de acompanhar essa evolução sem perder os valores que sustentam a prática médica. E espero que todos aqueles que assumirem esse compromisso estejam preparados para exercer a Medicina com dedicação, ética, sensibilidade e, principalmente, com a mesma vocação que nos trouxe até aqui.
“Exercer a profissão exige preparo para avançar sem perder o que sustenta a prática médica.”
Presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS)

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