Um novo golpe acende o alerta para pessoas que recebem ligações telefônicas de supostas delegacias. Na abordagem, criminosos se passam por servidores públicos e afirmam que a vítima estaria envolvida em uma investigação, utilizando informações pessoais para dar credibilidade à história e pressionar a pessoa a seguir as orientações.
Durante a ligação, os golpistas informam que a pessoa deve comparecer com urgência a uma delegacia distante. A abordagem costuma ser incisiva e busca provocar medo, fazendo com que a vítima acredite que a ausência poderá resultar em consequências legais.
Na sequência, os criminosos oferecem uma suposta alternativa para resolver a situação: a realização de uma videochamada. É nesse momento que a vítima pode ser induzida a mostrar o rosto e falar diante da câmera, fornecendo imagens e registros de voz que podem ser utilizados indevidamente.
Como funciona o golpe
O material capturado durante a chamada pode ser explorado em tentativas de fraude envolvendo identidade digital, inclusive para tentar burlar sistemas de reconhecimento facial, acessar aplicativos ou realizar operações em nome da vítima.
Outro ponto de atenção é que o número exibido na tela do telefone pode apresentar o nome de uma delegacia ou de um órgão público. Essa identificação, por si só, não garante que a ligação seja legítima, pois existem técnicas que permitem falsificar o identificador de chamadas.
Como se proteger
Diante de uma ligação suspeita, a orientação é não realizar videochamadas, não compartilhar imagens do rosto, documentos, senhas ou códigos de verificação e não seguir instruções sob pressão.
Caso receba uma ligação desse tipo, a pessoa deve encerrar o contato e procurar os canais oficiais da Polícia Civil ou da delegacia mencionada, utilizando números obtidos diretamente em fontes oficiais para verificar a veracidade da informação.
Também é importante lembrar que conhecer dados pessoais da vítima não comprova que o interlocutor seja um agente público. Se houver suspeita de tentativa de golpe, a situação pode ser comunicada à polícia.
A principal recomendação é manter a cautela diante de ameaças, convocações inesperadas e pedidos de videochamada. Antes de fornecer qualquer informação ou imagem, é fundamental confirmar a identidade de quem está do outro lado da linha.
