O futuro da agricultura passa pela inovação e pela cooperação internacional

Crédito: Divulgação/Redes sociais
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O futuro do agronegócio não será definido apenas pela capacidade de produzir mais, mas pela inteligência com que conseguiremos produzir melhor, agregar valor e transformar conhecimento em competitividade.

É com essa visão que participaremos, no próximo dia 29 de outubro, nos Estados Unidos, de um importante encontro internacional promovido pela Bayer, em seu centro de pesquisa e desenvolvimento em Chesterfield, no Missouri. O evento, denominado Reimaginando a Inovação Agrícola – Colaborando para um Futuro Resiliente, reunirá lideranças, pesquisadores, empresas de tecnologia e instituições internacionais para discutir os caminhos da agricultura nas próximas décadas.

O debate ocorre em um momento decisivo. As mudanças climáticas, as transformações geopolíticas, a necessidade de segurança alimentar e a busca por maior eficiência produtiva estão exigindo respostas cada vez mais rápidas da ciência, das empresas e dos governos.

Entre os temas centrais estará a inovação no uso do nitrogênio, elemento fundamental para a produtividade agrícola. Novas tecnologias de melhoramento genético, engenharia biológica e manejo de nutrientes poderão representar avanços importantes na redução de custos, na eficiência dos fertilizantes e na sustentabilidade da produção.

Outro aspecto relevante será a presença de instituições como o Banco Mundial, demonstrando que a inovação precisa estar acompanhada de mecanismos de financiamento capazes de transformar descobertas científicas em soluções acessíveis aos produtores.

Para o Brasil, esse debate tem significado estratégico. Somos uma potência na produção de alimentos, fibras e energia renovável. Entretanto, precisamos avançar na integração entre pesquisa, indústria, produtores e empresas cerealistas, que exercem papel fundamental na originação, armazenagem, comercialização e abastecimento das cadeias produtivas.

Defendo que o cerealista seja reconhecido não apenas como um agente comercial, mas como um elo estratégico de transformação tecnológica e agregação de valor no agronegócio brasileiro.

A participação da ACEBRA nesse ambiente internacional representa a oportunidade de acompanhar tendências, construir relações e trazer ao Brasil experiências que contribuam para uma agricultura mais eficiente, competitiva e sustentável.

A inovação não pode permanecer restrita aos laboratórios. Ela precisa chegar ao campo, gerar renda, reduzir riscos e fortalecer toda a cadeia produtiva.

É esse o compromisso que levaremos aos Estados Unidos: contribuir para que o Brasil continue sendo protagonista na produção mundial de alimentos e energia, não apenas pelo volume que produz, mas pela capacidade de inovar e liderar transformações.

O futuro do agro será construído por quem compreender que conhecimento, cooperação e competitividade precisam caminhar juntos.

Por: Jerônimo Goergen
Presidente ACEBRA – Associação das Empresas Cerealistas do Brasil

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