E assim sobrevivemos a mais uma disputa eleitoral.
Para muitos, foi um processo marcado por inúmeras surpre-sas. O chamado “tsunami da direita” incluiu, entre outros fenômenos, centenas de figuras grotescas da política nacional sendo varridas do espectro eleitoral.
Apesar das novidades não imaginadas antes do pleito, bastaria um pouco de experiência na peleia eleitoral ou ser um observa-dor atento para constatar que existe um clima de grande insatisfação no território nacional. Isso inclui os últimos 12 meses da cena nacional, incluindo não apenas os políticos.
Emblematicamente cito a família Calheiros, onde o patriarca e cacique Renan foi defenestrado do Senado, onde reinava absoluto desde 1995. Já o filho, Renan Filho, que foi ministro de Lula – são 39 ministérios! – e candidato a governador de Alagoas, terá que buscar um emprego porque foi derrotado.
O sobrenome Calheiros resume o que de mais abjeto a política pode produzir, com episódios de usurpação do poder, arrogân-cia, episódios sombrios por décadas e manutenção de mandatos graças à falta de memória do dito “jornalismo investigativo”.
A ocorrência de segundo turno em nível nacional custará mui-to caro para nós, pagadores de imposto, trabalhadores e empreen-dedores que geram emprego e tributo. Foram torrados bilhões, apenas com o reajuste do bolsa-família – fato que não acontecia há quatro anos -, enquanto as aposentadorias – este “prêmio” de quem efetivamente trabalhou a vida inteira – continuam estagnadas.
Medidas sem lógica também foram adotadas a toque de caixa diante da queda nas pesquisas. A taxa das blusinhas foi criada por Lula e, diante da repercussão negativa, ele mesmo a revogou. O mesmo ocorreu com as BETs, sancionadas por ele, mas vetadas por medida provisórias diante das consequências junto a milhões de famílias.
A eleição também foi marcada por episódios grotescos, como a suspensão do tradicional debate de tevê da Rede Globo. O Judiciário reverteu as regras previamente combinadas com os candidatos. A politização dos magistrados do Supremo Tribunal Federal, é mais um capítulo triste, esdrúxulo, caricato e lamentável do Poder Judiciário brasileiros. Resta o segundo turno. Para refletir, comparar e votar.
ELEIÇÃO E SUAS LIÇÕES
Gilberto Jasper
_*Jornalista/gilbertojasper@gmail.com*
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