Votar pra quê?
Bom, se uma parte da classe política, ainda não majoritária, vem dominando o noticiário, se os demais poderes estão corroídos, se o sistema que dá razão aquilo que chamamos Pátria está combalido, se o sentimento de brasilidade não tem mais importância,
Votar pra quê?
Bom, não sou só eu, é visível que a poucos dias da eleição que se aproxima, estejamos todos sem rumo. Não temos certeza se o novo governador, até pode ser o mesmo, vai manter o que está funcionando e tem projetos convincentes pra um cobertor curto, o dinheiro público, que fundamentalmente é nosso. Não é diferente pro próximo Presidente da República, como disse acima, até pode ser o mesmo. Vai manter e melhorar?
Votar pra quê?
Não bastasse isso, vamos escolher deputados federais e estaduais.
Muitos, mas ainda uma minoria que grita mais que a maioria, nos prometendo entregar o céu com a presença garantida da Santíssima Trindade. Resolverão todos os problemas, menos garantir representatividade efetiva no Congresso. Aliado a isso, em cada Estado vamos escolher 2 Senadores que garantem mudar leis como quem vai na esquina, impixar a todos que nos desagradam, invadir plenário, inviabilizar diálogos, em nome do bem comum deles mesmos.
Votar pra quê?
Pra usar a única arma que temos, o voto. Podemos apertar o dedo e tratar a urna como lixeira.
Aí votar pra quê?
Temos outro caminho. Podemos deixar de lado a captura, a lei de Gerson, ” levar vantagem em tudo”, uma promessa de emprego político, não aceitarmos ser massa de manobra, interesses pessoais, exercermos o nosso direito de livre escolha, um governante pra governar, parlamentares pro Parlamento e Senadores pro Senado Federal. No caso destes, serão 54 no país, dois terços da representação. O suficiente pra levantar e mudar a República pro bem ou pro mal.
Votar pra isso.
Sobre a mesa estão bons e maus candidatos. Não queremos mais o que está posto, brigas, verdades únicas, ausência de caráter, ética e bem comum.
A questão posta não se resume ao lado esquerdo ou direito, mas em escolhermos homens públicos na acepção da palavra. Que vejam o Brasil com harmonia, com convergência em meio a tantas divergências. Ao apertarmos o dedo na urna, não haverá desculpa, mal entendido, desconhecimento, engano, …, cabe a nós o destino que queremos dar ao País que vivemos, que vivem nossos filhos e nossos netos.
Vamos votar SIM.
Eduardo Battaglia Krause
Advogado e escritor
