MUNDO IDEAL X MUNDO REAL

Crédito: Reprodução/Redes sociais
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Por: Gilberto Jasper
Jornalista/gilbertojasper@gmail.com
Ao longo da infância e adolescência de meus filhos usei muito a expressão “uma coisa é o mundo ideal, a outra, é o mundo real, são coisas muito diferentes”. Com isso, procurei mostrar aos descendentes que é preciso bom senso, equilíbrio e maturidade para sobreviver às frustrações, sem abrir mão dos sonhos.
Todos os dias somos assombrados por episódios do noticiário que, à primeira vista, parecem inverossímeis. “Não pode ser verdade”, ‘Impossível!”, “Bem capaz” são algumas expressões corriqueiras diante de tanta barbaridade que se vê e ouve ao longo do dia.
Nestes 66 anos de vida, aprendi uma coisa indiscutível: a importância da educação. Isto inclui obrigatoriamente o conteúdo das disciplinas lecionadas, com ênfase para o Ensino Fundamental, o meu antigo Primário. Se tivéssemos conteúdos mais realistas teríamos menos gastos com educação, saúde, emprego e segurança.
Preconizada em todas as eleições como prioridade, a educação carece de conteúdos realistas para fomentar o bem-estar, especialmente da população em vulnerabilidade social, ou seja, os mais pobres. Educação financeira, criticada por políticos de esquerda, seria uma ferramenta importante para mostrar a importância de poupar, gastar com critério e comparar preços.
Noções sobre regras de trânsito seriam úteis não apenas para motoristas, ciclistas e motociclistas, mas também para pedestres que muitas vezes desconhecem as noções básicas de mobilidade. Conteúdos de alimentação saudável e nutrição em geral seriam fundamentais para garantir melhores índices de saúde.
Conceitos mais amplos e objetivos sobre cidadania, não como conceito geral, mas com exemplos práticos, iriam assegurar contribuintes mais responsáveis. Seriam importantes para evitar depredações e vandalismos, hábitos “comuns” em nosso país que consomem bilhões a cada ano. São recursos que poderiam ser usados na geração de emprego e investimentos em segurança pública, uma das principais reivindicações de quem paga imposto e segue desolado diante do retorno pífios dos órgãos públicos.
Lamento que os debates, de políticos e especialistas em educação, não tenham a devida relevância para gerar mudanças concretas. Enquanto isso, vamos “enxugar gelo”, sem eficiência.
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