Mais de mil mulheres lotam ato em Porto Alegre e declaram apoio a Pimenta para o Senado

Encontro reuniu lideranças, candidatas e coletivos femininos de todo o Rio Grande do Sul e debateu combate à violência, trabalho, cuidados, crise climática e maior participação das mulheres nos espaços de poder

Crédito: Rafa Stédile
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Mais de mil mulheres de diferentes regiões do Rio Grande do Sul lotaram, na tarde de sábado (22), uma casa de shows no bairro Floresta, em Porto Alegre, durante o ato Mulheres por Pimenta Senador. Coletivos, movimentos sociais, lideranças e militantes viajaram de diversas cidades até a Capital para manifestar apoio à candidatura do deputado federal e líder do Governo Lula na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), ao Senado.

Pimenta chegou ao encontro acompanhado da esposa, Cláudia Dutra, e da filha Paula. Também participaram sua candidata a suplente, Tamyres Filgueira, a candidata ao Senado Manuela d’Ávila (PSOL), a ex-senadora Emília Fernandes, o candidato a vice-governador Edegar Pretto (PT), além de deputadas estaduais e federais e candidatas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

O ato teve início com a leitura de poemas de Lila Ripoll, declamados por mulheres como a professora Juçara Dutra Vieira, primeira mulher a presidir a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a ex-vereadora e ex-deputada estadual Jussara Cony e a jornalista e ativista Telia Negrão Tonhozi. Na sequência, a mãe de santo e psicóloga Iya Sandrali Bueno abordou a violência contra as mulheres negras e o racismo religioso. O público também acompanhou depoimentos em vídeo de apoio a Pimenta gravados por Gleisi Hoffmann, Jandira Feghali, Benedita da Silva, Marina Silva e pela primeira-dama Janja Lula da Silva.

Pimenta defende rigor contra violência e criminalização da misoginia

Um dos momentos centrais do encontro foi uma sabatina conduzida pelas militantes Luiza Bassegio e Luiza Maffei. Pimenta respondeu a perguntas sobre violência contra as mulheres, jornada de trabalho e cuidados, crise climática e participação feminina na política.

Ao tratar da violência, afirmou que o feminicídio é o estágio extremo de um processo que começa muito antes, com o preconceito e a naturalização do machismo. “A violência não começa no feminicídio. Ela começa com preconceito, com a piada machista, anulando a participação das mulheres”, afirmou. Pimenta defendeu legislação mais rigorosa contra agressores e destacou projetos que apresentou no Congresso para restringir a concessão de fiança em casos de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas.

O deputado também anunciou que, como líder do Governo na Câmara, trabalhará para colocar em votação o projeto que criminaliza a misoginia. “Nós vamos fazer um grande esforço para colocar na pauta o projeto sobre a misoginia, que estabelece que o ódio às mulheres é crime”, disse.

Sobre trabalho e autonomia, Pimenta defendeu o fim da escala 6×1 e ressaltou que as mulheres estão entre as principais atingidas pelo atual modelo, especialmente no comércio, nos serviços gerais, nas atividades terceirizadas e no trabalho doméstico. Também apontou a necessidade de ampliar creches, escolas em tempo integral e políticas de atendimento às pessoas idosas, além de garantir igualdade salarial e fortalecer a Política Nacional de Cuidados.

Mulheres na linha de frente da reconstrução

Ao recordar sua experiência como ministro da Reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024, Pimenta destacou o protagonismo feminino na resposta à maior tragédia climática da história do Estado. “O que eu mais encontrei na linha de frente foram as mulheres”, afirmou, citando a presença delas nos abrigos, cozinhas comunitárias e solidárias e nas redes de acolhimento às famílias atingidas.

“Mulheres que perderam quase tudo e dividiam o pouco que sobrou com quem não tinha mais nada. Mulheres que abrigaram nas suas casas pessoas que não tinham casas”, lembrou. Pimenta ressaltou ainda que, no programa Compra Assistida, os imóveis destinados às famílias atingidas ficam em nome das mulheres, seguindo uma política já adotada pelo governo Lula no Minha Casa, Minha Vida.

Na discussão sobre representação política, Pimenta afirmou que não existe democracia plena sem ampliar a presença feminina nos espaços de decisão. “As mulheres são a maioria da população e ainda ocupam um espaço muito pequeno nos parlamentos”, disse. Ele destacou a presença de Juliana Brizola na disputa pelo Governo do Estado, de Manuela d’Ávila para o Senado e de Tamyres Filgueira em sua chapa.

Tamyres, Manuela, Emília e Edegar reforçam mobilização

Tamyres Filgueira emocionou o público ao lembrar a trajetória de sua mãe, mulher negra que criou quatro filhos enfrentando dificuldades econômicas, e relacionou essa história à necessidade de maior representação das mulheres negras. “Eu estarei ao lado de Paulo Pimenta para levar as pautas das mulheres junto com a Manuela, para defender os interesses das mulheres lá no Senado”, afirmou.

Manuela d’Ávila destacou a importância de eleger representantes comprometidos com o enfrentamento à violência e à misoginia. “Nós precisamos eleger o Pimenta porque precisamos de um parceiro nosso, de alguém que olhe para os homens e diga: ‘Não. Violência não, protagonismo sim’”, afirmou. Ao final, puxou com o público uma versão do canto tradicional das mobilizações feministas: “Eu sozinha ando bem e com Pimenta ando melhor”.

Primeira mulher eleita senadora pelo Rio Grande do Sul, Emília Fernandes ressaltou a trajetória de Pimenta e a composição feminina da chapa. “Parabéns, Pimenta, nosso senador! Nosso senador, companheiro, amigo de tantas horas e de tantas lutas”, declarou, saudando também Tamyres e Manuela.

Edegar Pretto destacou a dimensão estadual da mobilização. “Dos quatro cantos do Rio Grande vocês vieram aqui para dizer pro nosso próximo senador Pimenta: as mulheres também estão contigo”, afirmou. Ele também defendeu um governo estadual com uma Secretaria das Mulheres dotada de orçamento e protagonismo e ressaltou que os homens precisam atuar diretamente no enfrentamento ao machismo e à violência.

Durante o encontro, também foi lido o Manifesto das Mulheres em Apoio à Candidatura de Paulo Pimenta ao Senado, elaborado a partir de 16 plenárias realizadas pelo PT gaúcho e incorporando contribuições da juventude feminista, do movimento de mulheres negras, do movimento em defesa do SUS, de doulas e do Conselho das Mulheres. A leitura terminou com uma performance da atriz Jussara Gaspar.

Campanha conjunta para conquista das duas vagas ao Senado

No encerramento, Pimenta agradeceu a mobilização das mulheres e reafirmou a parceria com Tamyres Filgueira e Manuela d’Ávila. O candidato destacou que a eleição para o Senado terá dois votos e defendeu uma campanha conjunta para conquistar as duas vagas do Rio Grande do Sul.

“Eu tenho certeza, Manuela, que nós vamos fazer história juntos. No ano que vem, nós vamos estar juntos lá no Senado”, afirmou. Sobre Tamyres, Pimenta disse ter defendido desde o início a presença de uma mulher negra em sua chapa como expressão da diversidade do projeto político que representa.

Diante das mais de mil mulheres reunidas, Pimenta encerrou convocando a militância para ocupar as ruas na reta final da campanha. “Nós temos a oportunidade de fazer história e não vamos deixar essa oportunidade escapar”, afirmou. “Tenho a certeza de que estamos no caminho certo e que vamos buscar essa vaga do Senado junto com a Manuela”, disse.

 

O material apresentado nesta matéria foi encaminhado pela assessoria do candidato por meio do grupo de WhatsApp criado pelo Jornal A Plateia para comunicação com as assessorias dos candidatos. Todos os partidos e candidaturas foram comunicados e têm o mesmo espaço e possibilidade de encaminhamento de materiais para publicação, conforme os critérios editoriais do jornal.

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