RESUMO DE QUARTA-FEIRA – 19/08/2026

Crédito: Divulgação/Redes sociais
O texto abaixo está em

Edição de Chico Bruno

 

MANCHETES DOS JORNAIS

 

O GLOBO – Amiga de Lulinha enviou contrato de minuta na Saúde a ex-assessor de Lula

 

FOLHA DE S.PAULO – Número de empresas em recuperação judicial aumenta 66% em 3 anos

 

Valor Econômico – Aumentam os casos de conversão de recuperação extrajudicial em judicial

 

O ESTADO DE S.PAULO – ‘Eu sou o Fábio’, disse lobista sobre Lulinha, segundo a PF

 

Correio Braziliense – “Drogômetro” é a nova arma da Lei Seca em blitz

 

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia.

 

EM tempo de guerra, urubu é galinha – Uma mensagem de WhatsApp encontrada pela Polícia Federal mostra que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, com dispensa de licitação. O documento foi enviado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Naquela época, ela tentava fazer negócio com a pasta, o que não ocorreu, em meio à eclosão do escândalo dos descontos indevidos no INSS. Marcola confirmou a interlocutores que recebeu o material, mas disse que não o encaminhou. A defesa da empresária afirmou que o processo está sob sigilo e não vai se manifestar.

 

RECUPERAÇÃO judicial – O número de empresas em recuperação judicial, mecanismo que é de longe o mais usado, saltou 65,8% entre o segundo trimestre de 2023 e o segundo trimestre deste ano, segundo dados da consultoria RGF, especializada em reestruturação empresarial. O número, que foi de 3.823 para 6.341 nesse intervalo, foi puxado pelo agronegócio, transporte e logística e varejo. No domingo, o Grupo Casas Bahia entrou com pedido na Justiça de São Paulo, declarando dívida de R$ 17,3 bilhões. O número de pessoas jurídicas em RJ no agro saltou 66% nos últimos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2026, a 1.265 empresas, segundo o monitor RGF-BIZDOC. Hoje, 26 a cada 1.000 empresas do setor fazem uso do instrumento, segundo a consultoria. Em segundo e terceiro lugares nas maiores altas nessa comparação, aparecem transporte e logística (aumento de 24%) e comércio (alta de 22%). “Um dos principais fatores que explicam o número elevado de recuperações judiciais é a permanência dos juros em patamares elevados por um período prolongado”, afirma Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian. “Isso encarece o custo de capital e torna muito mais difícil a rolagem das dívidas [ou seja, pegar novos empréstimos para pagar dívidas antigas].”

 

CONVERSÃO na ordem do dia – A recuperação extrajudicial ganhou terreno no Brasil como uma opção mais rápida e menos onerosa para a renegociação de dívidas, mas tem aumentado o número de casos em que o alívio com a medida não é suficiente para garantir a continuidade da operação. Casas Bahia, InterCement, Unigel e St. Marche estão entre as empresas que recorreram depois à recuperação judicial em busca de uma reestruturação mais ampla. Para especialistas, a expectativa é de que haja mais casos semelhantes, num cenário de juro alto por tempo prolongado.

A medida extrajudicial pode alongar dívidas e reduzir o custo financeiro, mas nem sempre consegue prover o capital novo e as mudanças operacionais necessárias para assegurar à continuidade da empresa. Quando o acordo se limita ao passivo financeiro, o risco pode ser de só adiar uma crise alimentada pelo consumo de caixa. Levantamento do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre) identificou 35 casos de empresas que passaram da recuperação extrajudicial para a judicial desde 2005, mas com o número de casos crescendo recentemente. Em seis, houve a conversão do próprio processo.

 

INQUÉRITO, mas vazado que queijo suíço – Em relatório produzido no novo inquérito sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a Polícia Federal afirma que a lobista Roberta Luchsinger demonstrava em seus diálogos ter “autorização” para agir em nome do filho mais velho do presidente Lula. As conversas embasaram três novos inquéritos sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo negócios com o governo federal. Os casos envolvem o Ministério da Saúde, a Dataprev e outra área do governo, e foram encaminhados ao STF. A defesa de Lulinha afirmou que ele não pode ser responsabilizado pelas declarações de Roberta e disse que as mensagens ainda não têm autenticidade comprovada. Já a defesa de Roberta criticou a divulgação das informações e afirmou que os supostos vazamentos não ajudam na investigação. Os advogados também pediram que o Ministério da Justiça apure a origem desses vazamentos.

 

NOVO armamento – Nova regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para a Lei Seca prevê, a partir desta semana, o uso de equipamentos eletrônicos capazes de detectar drogas e medicamentos com substâncias psicoativas. Apelidado de “drogômetro”, o instrumento será usado simultaneamente com o “bafômetro” — para medir se os motoristas consumiram álcool — nas blitzen. O Contran também estabeleceu novas regras de fiscalização, como uma fase de triagem. Nesta etapa, poderá ser aplicado o pré-teste ou teste passivo de alcoolemia, mas o resultado será exclusivamente orientativo. A nova fase pode detectar produtos que possam deixar resíduos temporários na boca, como enxaguantes e bombons com licor, por exemplo.

 

JANJA na campanha – A primeira-dama Janja Lula da Silva tem ampliado sua participação na organiza ção da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de não ocupar formalmente um cargo na estrutura eleitoral. Integrada a discussões estratégicas, ela frequenta reuniões na sede nacional do partido, em Brasília, e mantém interlocução com o presidente da legenda, Edinho Silva, e com o marqueteiro Raul Rabelo. O papel de Janja foi detalhado por Edinho, ontem, em conversa com jornalistas. Segundo o dirigente, a participação da primeira-dama será permanente durante a campanha e deverá incluir uma agenda própria nos estados. “Ela participa, claro que ela tem a agenda dela. Já viajou por diversos estados, tem feito diversas reuniões, organizando as mulheres”, explicou.

 

COMBATE ao feminicídio – A primeira-dama Janja da Silva participou, ontem, de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sobre o Pacto Brasil Contra o Feminicídio. O encontro teve o objetivo de discutir políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres. Participaram, ainda, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes; o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, José Guimarães; o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva; e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT).

 

FLÁVIO usará imagem do pai. O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que vai usar a imagem do pai na campanha dentro dos limites impostos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “O jurídico ainda vai me dar o limite. Vou usar o limite do que a legislação permitir”, enfatizou, em Belo Horizonte, durante entrevista à Rádio Itatiaia. Durante a convenção que oficializou a candidatura do senador, no início do mês, foi exibido vídeo do ex-presidente feito com inteligência artificial (IA). Na ocasião, o personagem criado por algoritmos declarou apoio ao filho presidenciável.

 

REUNIÃO “produtiva” – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificou como “produtivo” o encontro entre o ministro Nunes Marques, presidente da Corte, e os demais magistrados sobre o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral. A reunião ocorreu de portas fechadas, e o conteúdo discutido não foi divulgado. Também ontem, Nunes Marques recebeu representantes da União Europeia. No encontro, destacou a segurança, a transparência do processo eleitoral e o combate à desinformação.

 

MORAES propõe volta do diploma para jornalista – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um duro discurso contra abusos no direito à liberdade de imprensa e defendeu o retorno da obrigatoriedade do diploma de ensino superior para exercício da profissão de jornalista. O magistrado afirmou que as prerrogativas da imprensa não podem ser usadas para “praticar crimes ou para ofender”. O comentário ocorreu em meio a um julgamento de um caso específico sobre pedido de direito de resposta. A discussão em torno do assunto, na sessão da Primeira Turma da Corte, na tarde de ontem, começou com o ministro Flávio Dino. Ele defendeu que a Corte revise decisão tomada em 2009, que derrubou a exigência do diploma de jornalista e do registro profissional para o exercício da profissão. De acordo com o magistrado, “a extensão automática desse regime de garantias (da imprensa) a qualquer blogueiro pode levar a que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho façam um concurso para selecionar blogueiros”. Moraes concordou. “Qualquer pessoa acorda e pensa: a partir de hoje, vou ser jornalista. Começa no seu blog a atacar pessoas e a se escorar na liberdade de imprensa. Claramente não podemos normalizar isso e tratar essas pessoas como imprensa séria. Tal vez seja o momento de refletirmos com uma regra de transição para quem já exerce seriamente a profissão”, destacou.

 

TURMA torna deputado réu por ofender Lula – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) réu por injúria contra Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tirada também na sessão de ontem. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o parlamentar por ter desejado a morte do presidente na sessão na Comissão de Segurança Pública da Câmara, em abril do ano passado. “Quero mais é que o Lula morra. Eu quero que ele vá para o ‘quinto dos inferno’ (sic). É um direito meu. Nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer… Tomara que tenha um ‘ataque cardia’ (sic). E eu quero mais é que ele morra mesmo”, disse Gilvan à época. O colegiado entendeu que há indícios do crime de injúria porque a imunidade parlamentar não incide sobre falas sem relação com o exercício do mandato.

 

JUSTIÇA tem nada a esconder – O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ontem que o Poder Judiciário “não tem a esconder” e que é necessário separar o “joio do trigo”. O magistrado citou a parábola bíblica para dizer que o tema da remuneração de juízes não pode ser visto de maneira simplificada e argumentou que críticas e problemas sobre o Judiciário não devem ocorrer por meio de generalizações, que podem atacar a instituição como um todo. A afirmação foi na sessão de ontem no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no lançamento da cartilha Remuneração de Magistrados e Magistradas: Perguntas Frequentes — que responde àquilo que os juízes tem direito a receber. Fachin também criticou o que chamou de populismo que pode resultar na “erosão” das instituições.

 

CADA um com a sua campanha – Embora o PL esteja disposto a distribuir todo o material replicando a campanha de Flávio Bolsonaro país afora, muitos de seus potenciais aliados em vários estados vão trabalhar em carreira solo. É o caso, por exemplo, de Alagoas. Ainda que o deputado Alfredo Gaspar (PL) seja candidato a vice-presidente, a maioria dos candidatos fará a própria campanha, inclusive o ex-prefeito de Maceió candidato ao governo estadual, João Henrique Caldas (PSDB). JHC começa a campanha cuidando apenas da sua caminhada pelo estado, uma vez que o principal adversário, senador Renan Filho (MDB-AL), tem a maioria dos prefeitos do interior. E nessas andanças, ele só levará o nome de Flávio dependendo do que seus aliados chamam de “dinâmica da campanha”.

 

E no PT, hein? – Até aqui, a ideia em muitos estados é deixar que os candidatos a presidente cuidem cada um de si mesmos. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Nordeste muita gente vai “colar” a campanha por causa da preferência que ele tem por lá. Porém, em estados onde o PT não tem candidato a governador, a tendência é a campanha presidencial ficar em segundo plano. Se o nome de Lula ajudar, o interessado empunhará a bandeira do presidente-candidato. Se atrapalhar, os coordenadores da campanha nacional que se virem para fazer propaganda do presidenciável.

 

QUEM faz as contas – Renan Santos promete anunciar, na próxima semana, quem será seu ministro da Fazenda, caso vença a eleição em outubro. Até aqui, um dos colaboradores da área econômica que tem acompanhado o candidato do Missão à Presidência nas conversas é Paulo Bijos, ex-secretário de Orçamento do Ministério do Planejamento. Bijos, que faz parte do quadro de consultores da Câmara dos Deputados, deixou a pasta em 2024, depois de apresentar uma projeção de colapso das contas públicas em 2027.

 

POR falar em Renan… – O setor de comércio e serviços gostou do que ouviu do candidato do Missão ao Planalto, esta semana. Ele deixou uma imagem de “jovem, carismático e autêntico”. A impressão é de que talvez seja hora de arriscar algo novo e sair da “mesmice”. Renan trouxe para o segmento um sentimento de possível renovação.

 

DINHEIRO pouco… O PSD de Gilberto Kassab é um dos partidos que ainda não definiu como distribuirá seu fundo eleitoral (R$ 421 milhões). O partido deseja aumentar a bancada na Câmara (hoje são 48 deputados) e quer manter a bancada de, pelo menos, 13 senadores, dos quais apenas três têm mandato até 2031. O partido tem 15 candidatos ao Senado, seis à reeleição e outros nove concorrendo pela primeira vez.

 

… E difíceis decisões – Mas, dentro do partido, fala-se na chance de eleger oito governadores. Esse cenário tem feito Kassab pensar com muita calma em como direcionar os valores para cada candidato. O partido tem 1.125 candidaturas, sendo 13 aos governos estaduais, 15 ao Senado e 436 para a Câmara dos Deputados.

 

Dr. Caiado pela vacinação – Durante a apresentação do plano de governo para a área da saúde, Ronaldo Caiado (PSD) foi enfático ao defender as vacinas e culpou o movimento antivax pelo surto de sarampo em São Paulo. “Farei questão de estar à frente, em toda a campanha, para poder orientar as mães. Poder mostrar que aquilo (vacina) é fundamental para as crianças”, afirmou.

 

QUEM foi, foi – Os candidatos estão com dificuldades em colocar suas campanhas nos templos evangélicos. Quem tem um trabalho há anos nas comunidades é sempre bem vindo. Porém, quem chega agora para tentar obter votos, recebe quase um “passa fora”.

 

FICOU assim – Candidato à reeleição para deputado federal, Alberto Fraga recebeu do PL a promessa de repasse do teto de recursos para a sua campanha — ou seja, R$ 3,1 milhões. “Quem está começando, ou seja, em sua primeira campanha, não terá tudo isso”, avisa. Fraga está no quinto mandato de deputado federal.

 

NOVELAS perto do fim – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), assinou ontem à noite o despacho para a proposta de fim da escala 6 x 1. A informação foi passada pela assessoria do parlamentar. Dessa forma, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deve ir para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Já aprovada na Câmara dos Deputados, a matéria estava parada no Senado desde 28 de maio. Nos bastidores, parlamentares governistas e da oposição atribuíam a dificuldade em fazer tramitar a PEC da escala 6 x 1 à falta de diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre. Segundo a assessoria de Alcolumbre, ele também assinou despacho para a PEC da Segurança Pública, proposta do governo para ampliar os poderes da União, e para a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Lula, aliás, publicou vídeo em defesa da aprovação no Congresso da medida provisória que retira a chamada taxa das blusinhas — imposto de 20% sobre produtos importados até US$ 50.

 

FOI ou não? – Servidores do INSS relataram ao Painel terem sido alvos de hackeamento após uma invasão ao sistema do órgão no último mês. Os relatos de ao menos seis servidores são de que o ataque ocorreu no dia 29 de julho, quando o invasor conseguiu entrar no sistema de suporte técnico do INSS. Ele teria se passado por funcionário da área técnica para configurar e corrigir problemas nos computadores dos servidores. O INSS nega o relato e diz que não identificou invasões ao sistema.

 

CANDIDATOS de facções – Candidatos suspeitos de ligação com o crime organizado registraram seus nomes para disputar as eleições de 2026, apesar de pressão contrária do Ministério Público para que partidos criem regras contra a infiltração de grupos como PCC, Comando Vermelho e milícias na política.

Levantamento da Folha identificou ao menos nove candidatos a deputado federal ou estadual que são ou foram investigados sob suspeita de ligação com organizações criminosas. Desses, sete já são alvo de ação de questionamento na Justiça Eleitoral. Os nomes foram apresentados oficialmente pelos partidos e já aparecem como candidatos na plataforma do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Justiça Eleitoral, no entanto, ainda precisa analisar os registros e, se constatar irregularidades, pode impedi-los de concorrer.

 

INELEGIBILIDADE de Marçal é flagrante – O registro de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República tende a ser rejeitado pelos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que veem no pedido do influenciador uma tentativa de tumultuar o processo eleitoral. Segundo dois magistrados da corte e interlocutores de outros dois, a inelegibilidade de Marçal é flagrante e o impede de disputar o pleito. O julgamento em plenário deve ocorrer apenas no início de setembro, devido aos prazos legais do TSE. O registro de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República tende a ser rejeitado pelos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que veem no pedido do influenciador uma tentativa de tumultuar o processo eleitoral.

Segundo dois magistrados da corte e interlocutores de outros dois, a inelegibilidade de Marçal é flagrante e o impede de disputar o pleito. O julgamento em plenário deve ocorrer apenas no início de setembro, devido aos prazos legais do TSE.

 

FLÁVIO tem o maior patrimônio declarado do clã Bolsonaro – Flávio Bolsonaro (PL) declarou ter R$ 8,18 milhões em bens. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve aumento de 211% em relação à última eleição em que concorreu, em 2018, quando listou R$ 2,63 milhões em bens, em valores já corrigidos pela inflação. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que vai disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal em sua primeira eleição, declarou um patrimônio total de R$ 4,5 milhões. Carlos Bolsonaro (PL), que concorre ao Senado por Santa Catarina, declarou patrimônio de R$ 2,78 milhões. O valor é 28% a mais que os R$ 2,17 milhões declarados nas eleições de 2024, em valores também corrigidos pela inflação. O vereador Jair Renan (PL), filho mais novo do ex-presidente, que disputa o cargo de deputado federal por Santa Catarina, tem o menor patrimônio entre os irmãos. Ele informou ter o total de R$ 187 mil em contas bancárias e em um carro. O aumento em relação aos R$ 46 mil declarados nas eleições de 2024 foi de 305%, também em valores corrigidos.

 

MANSÃO suspeita – Alvo de investigações da Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a lobista Roberta Luchsinger utilizavam uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília, durante suas visitas à capital federal. O imóvel era alugado por Luchsinger, que costumava realizar reuniões discretas no local. As reuniões foram relatadas ao GLOBO por três pessoas que trabalharam no imóvel durante o período em que ele era utilizado pelos dois. Uma delas é a empregada doméstica Zildeni Souza, que acompanhou a rotina na casa durante sete meses, entre 2024 e 2025.

 

SUPERMERCADO vira arma da direita – Num cenário em que a maioria da população avalia que os preços dos alimentos estão em alta e que a economia piorou, segundo pesquisas recentes, a direita tem intensificado o discurso sobre o impacto dos gastos das famílias brasileiras com o supermercado, tema recorrente nas eleições. Ao criticar o governo Lula em seu primeiro dia de campanha, no domingo, na Praia de Copacabana, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) explorou o tema, assim como fez nas redes sociais outros candidatos da direita, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Embora o discurso da oposição associe a alta dos preços às decisões do governo Lula, especialistas ressaltam que a inflação também é influenciada por fatores externos, como cotações internacionais, condições climáticas e quebras de safra. O IPCA, índice oficial de inflação, avançou 0,07% em julho, ante 0,16% em junho. A desaceleração, porém, não significa que os produtos tenham retornado a valores anteriores.

 

MPF processa Renan Santos – O Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça Federal contra o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) por declarações classificadas como “discriminatórias” contra indígenas do Baixo Tapajós. O MPF pede o pagamento de uma indenização de R$ 500 mil por danos morais e afirma que o candidato incorreu em discurso de ódio contra 14 etnias. O Movimento Renovação Liberal, responsável pelo Movimento Brasil Livre (MBL), entidade da qual Renan Santos foi um dos fundadores, também é alvo da ação. Segundo o MPF, as declarações foram compartilhadas nas redes de Renan Santos e do MBL durante protestos e a ocupação do terminal da Cargill em Santarém. Na época, indígenas protestavam contra um decreto do governo federal que incluia trechos de de rios amazônicos no Programa Nacional de Desestatização. Nos vídeos, o então pré-candidato chama indígenas de “vagabundos”, “picaretas” e “malandros”.

Na minha agenda

Em Flores da Cunha

Ao meio-dia, participo de reunião almoço com lideranças da comunidade

Às 13h, entrevista na Rádio Solaris

Às 14h, visita ao Jornal “O Florense”

Às 20h, em Porto Alegre, jantar com lideranças empresariais

Na segunda-feira
Em Sapiranga participei de uma sabatina, com os demais candidatos ao Senado, promovida pelo Jornal Repercussão

Ontem,
Na Sede da Organização das Cooperativas do RS ( OCERGS ), participei de reunião com a Diretoria tendo à frente o Presidente Darci Hartmann

Minuto Touro de Ouro com Pablo Spyer

Depois de 11 perdas, mercado olha exterior estável, ata do Fomc e política

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