Zucco lança plano de governo com foco na retomada do crescimento econômico do Rio Grande do Sul

Programa propõe Estado mais eficiente, próximo das pessoas e preparado para crescer, com investimentos em infraestrutura, saúde, educação, segurança e desenvolvimento

Crédito: Mateus Raugust
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Fazer o Rio Grande do Sul voltar a crescer, gerar oportunidades e transformar o crescimento econômico em melhores serviços e qualidade de vida para a população. Esse é o ponto central do plano de governo lançado nesta sexta-feira (14/8) por Luciano Zucco (PL) e Silvana Covatti (Progressistas), construído após meses de estudos e de escuta de diferentes regiões e setores da sociedade.

O ato ocorreu no Nau Live Spaces, no bairro São Geraldo, em Porto Alegre, reunindo, além das lideranças da aliança de centro-direita, diversos especialistas que ajudaram na construção do documento. Alguns deles também se manifestaram na solenidade, entre eles a esposa de Zucco, a advogada Joyce, que coordena o movimento Gaúchas pelo Rio Grande, o economista Bruno Lanzer, a especialista em Inovação e Desenvolvimento Econômico, Susana Kakuta e a engenheira civil Sandra Stehling.

O programa parte do diagnóstico de que o Estado perdeu protagonismo nas últimas décadas em diversas áreas e precisa recuperar sua capacidade de investir, atrair empresas, gerar empregos e oferecer perspectivas para que os jovens possam construir seu futuro no Rio Grande do Sul. A proposta é conciliar responsabilidade fiscal com uma agenda mais ambiciosa de desenvolvimento, sem aumento de impostos, reduzindo burocracias e melhorando o ambiente para quem produz, trabalha e empreende.

“Crescer: essa será a nossa grande prioridade. Queremos desburocratizar, facilitar e apoiar o empreendedor, melhorar o ambiente de negócios, garantir segurança jurídica e fazer um governo comprometido e eficiente”, afirma Zucco.

A estratégia está organizada a partir de uma visão integrada de Estado: proteger, garantindo segurança às famílias, aos trabalhadores e ao patrimônio; cuidar, fazendo os serviços públicos funcionarem melhor e mais perto das pessoas; e crescer, criando condições para mais investimentos, empregos e renda.

A esses pilares se somam um Estado conectado, com infraestrutura capaz de sustentar o desenvolvimento; uma gestão eficiente, formada por pessoas qualificadas e orientada por resultados, com redução de secretarias e responsabilidade fiscal; e liderança e força política para defender os interesses do Rio Grande do Sul e articular soluções com municípios, governo federal, Congresso e demais instituições.

Para Zucco, essa capacidade de articulação será decisiva para enfrentar problemas que o Estado não consegue resolver sozinho, da dívida com a União aos grandes investimentos em infraestrutura. “Queremos construir uma nova relação com o governo federal, com a bancada gaúcha e com o Congresso Nacional, com mais articulação e força política para defender o Rio Grande do Sul. Vamos governar com os melhores, escolhendo uma equipe preparada para o tamanho do desafio que vem pela frente”, afirma.

O coordenador do plano de governo, Leonardo Pascoal, destaca que o documento foi elaborado para servir como estratégia de gestão, e não apenas como relação de propostas. “Um programa de governo precisa ser mais do que uma lista de promessas. Precisa apresentar um diagnóstico consistente da realidade, estabelecer prioridades, organizar as ações de forma coerente e indicar um caminho capaz de transformar objetivos em resultados”, afirma.

Clique aqui para acessar o Plano de Governo completo e o resumo das propostas nas principais áreas: https://zuccopelors.com.br/plano

 

RESUMO DE ALGUMAS DAS PRINCIPAIS ÁREAS DO PLANO ZUCCO/SILVANA

Saúde mais perto das pessoas

Na saúde, a prioridade será reduzir as filas e aproximar o atendimento da população. O plano prevê uma política permanente para ampliar consultas, exames, cirurgias e tratamentos especializados, fortalecer a atenção básica, regionalizar serviços e integrar melhor postos de saúde, hospitais e demais estruturas. A proposta inclui ainda saúde digital e telessaúde, buscando resolver mais problemas perto de onde as pessoas vivem e reduzir deslocamentos desnecessários.

Educação conectada ao futuro profissional

Na educação, além de melhorar a aprendizagem e recuperar defasagens, o programa busca aproximar a escola das oportunidades do mundo do trabalho. Uma das prioridades é fortalecer a Educação Profissional e Tecnológica integrada ao Ensino Médio, ampliando cursos de acordo com as vocações de cada região e aproximando escolas, institutos federais, Sistema S, universidades e empresas. A qualificação profissional também será conectada às demandas dos novos investimentos e setores estratégicos da economia.

Segurança e enfrentamento às facções

O combate ao crime organizado será tratado como política permanente de Estado. A estratégia prevê integrar inteligência, investigação e policiamento, atingir a estrutura financeira das facções, capturar lideranças e interromper as redes de armas, drogas, lavagem de dinheiro e receptação. O plano também propõe ampliar o cercamento eletrônico e fortalecer efetivos, equipamentos, perícia e segurança nas fronteiras. Prevê ainda a proteção da propriedade rural, com resposta rápida das forças de segurança a invasões e ocupações ilegais, responsabilização dos autores e cumprimento célere das reintegrações de posse, protegendo as famílias e a atividade produtiva no campo.

Proteção às mulheres

O enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente aos feminicídios, terá foco na prevenção e na resposta rápida. A proposta é integrar segurança, saúde, assistência social e Justiça, ampliar a monitoração de agressores, tornar as medidas protetivas mais efetivas e regionalizar o atendimento especializado, identificando situações de risco antes que a violência chegue ao seu estágio mais grave.

Infraestrutura para o crescimento

O plano prevê um novo ciclo de investimentos para melhorar a logística gaúcha, com rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos planejados de forma integrada. A estratégia inclui obras estruturantes, melhoria dos corredores produtivos, retomada do transporte ferroviário, fortalecimento do sistema portuário, avanço de projetos aeroportuários e ampliação da infraestrutura energética e da conectividade, inclusive nas áreas rurais.

Desenvolvimento e menos burocracia

A meta é transformar o Rio Grande do Sul em um dos melhores estados do país para empreender e investir. Para isso, o programa prevê simplificação de processos, redução de exigências desnecessárias, licenciamento mais ágil e proporcional ao risco, segurança jurídica e previsibilidade tributária. O compromisso é buscar equilíbrio fiscal pelo crescimento e pela eficiência do gasto, sem criação de novos impostos ou aumento de alíquotas.

Defesa Civil e resiliência climática

Depois das enchentes e estiagens que atingiram o Estado, a proposta é substituir uma lógica predominantemente reativa por uma política permanente de prevenção. O programa prevê fortalecer e profissionalizar a Defesa Civil, concluir a rede de monitoramento, aperfeiçoar alertas, atualizar mapas de risco, apoiar os municípios, manter e ampliar estruturas de proteção contra cheias, além de incorporar critérios de resiliência às obras públicas.

Agropecuária e irrigação

Para o campo, uma das prioridades será criar uma política permanente de segurança hídrica, com reservação de água e ampliação da irrigação eficiente, reduzindo a vulnerabilidade da produção às estiagens. O plano também contempla seguro rural, crédito, assistência técnica, armazenagem, tecnologia, fortalecimento das cooperativas e agroindustrialização para agregar mais valor à produção gaúcha.

Bem-estar animal

O programa prevê uma política estadual de proteção e bem-estar animal, abrangendo tanto os animais de produção quanto os domésticos. Entre as ações estão o fortalecimento do fundo estadual da área e parcerias com municípios para castração, identificação, atendimento veterinário, adoção responsável e prevenção ao abandono e aos maus-tratos.

Família, Desenvolvimento Social e Oportunidades

Na área social, a proposta é proteger quem mais precisa e, ao mesmo tempo, criar caminhos para a autonomia das famílias. O plano prevê fortalecer a assistência social e integrar proteção, qualificação profissional, vínculos familiares, inclusão produtiva e geração de oportunidades, além de ampliar políticas para idosos, pessoas com deficiência, cuidadores e jovens em situação de vulnerabilidade.

Esporte, cultura e turismo como desenvolvimento

Esporte, cultura e turismo também serão tratados como instrumentos de qualidade de vida e desenvolvimento. No esporte, o programa prevê ampliar a prática esportiva, recuperar estruturas existentes e apoiar a formação de atletas. Na cultura, busca ampliar a circulação de atividades pelo interior e valorizar o patrimônio e a diversidade cultural gaúcha. Já o turismo será incorporado de forma permanente à estratégia econômica, estruturando destinos e promovendo o Rio Grande do Sul no Brasil e no exterior, com atenção especial ao Mercosul.

Inovação para uma nova economia

O Estado pretende aproximar universidades, centros de pesquisa, empresas e poder público para transformar conhecimento em crescimento econômico. Semicondutores, tecnologias para a saúde, agro, software, inteligência artificial, energia e tecnologias climáticas estão entre os setores considerados estratégicos, com estímulo à pesquisa aplicada, startups e ecossistemas regionais de inovação.

Transporte metropolitano integrado

Na Região Metropolitana, o objetivo é reorganizar o transporte coletivo e integrar os diferentes modais. O programa propõe planejamento conjunto entre Estado e municípios, integração tarifária e operacional entre ônibus e trem, modernização da frota e dos corredores e um sistema mais eficiente, acessível e resiliente.

Governo municipalista e desenvolvimento regional

O municipalismo será um princípio da gestão. A proposta é tratar as prefeituras como parceiras, simplificar convênios, apoiar municípios na elaboração de projetos e captação de recursos, fortalecer consórcios e descentralizar políticas sempre que isso significar serviços melhores. Os investimentos também deverão considerar as vocações e necessidades de cada região para reduzir desigualdades dentro do Estado.

Projetos estratégicos para preparar o futuro

Além das políticas de cada área, o plano reúne projetos considerados estruturantes e que terão acompanhamento direto do centro do governo. Entre eles estão iniciativas para proteção contra cheias, segurança hídrica, integração do corredor logístico do Cone Sul, energia e bioeconomia na Metade Sul, microeletrônica, tecnologias em saúde, agregação de valor à produção gaúcha, conectividade em todo o Estado e formação de profissionais para os empregos do futuro.

Diálogo permanente

Construído a partir do projeto Força Gaúcha, que percorreu diferentes regiões ouvindo lideranças, especialistas, entidades e setores produtivos, e das contribuições do movimento Gaúchas pelo Rio Grande, o programa pretende permanecer aberto ao diálogo durante a campanha e, posteriormente, na gestão.

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