Os 20 anos de criação da Lei Maria da Penha estão sendo marcados por uma caminhada reflexiva sobre os direitos da mulher em Sant’Ana do Livramento. A ação ocorre durante a manhã desta sexta-feira (07), e vai do Parque Internacional até o Centro de Referência da Mulher, na Rua dos Andradas.
A mobilização reúne representantes da rede de proteção à mulher, autoridades municipais, integrantes das polícias Civil, Militar e Penal, além de secretários e membros do Poder Judiciário, em um ato de conscientização e fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência de gênero.
A coordenadora do Centro de Referência da Mulher, Melina Lemos, destacou que a data representa uma conquista histórica para as mulheres brasileiras.
“É um momento de comemoração para nós, porque foi a partir da Lei Maria da Penha que os nossos direitos passaram a ser efetivamente garantidos”, afirmou.
Segundo Melina, a caminhada busca reforçar uma mensagem clara de repúdio à violência contra a mulher.
“Não poderíamos deixar essa data passar em branco. Hoje estamos aqui para dizer que somos contra a violência. Mesmo sendo um assunto amplamente debatido, não podemos ignorar essa realidade. Precisamos continuar reforçando esse movimento.”
A coordenadora ressaltou ainda a importância da rede de proteção existente no município, formada por diferentes instituições que atuam de forma integrada no acolhimento e na proteção das vítimas.
“Hoje temos uma rede de apoio muito eficiente. Contamos com o apoio do Judiciário, além dos grupos de reflexão que acompanham as mulheres e diversos serviços que trabalham diariamente para garantir atendimento e proteção”, destacou.
Ela pontuou ainda a agilidade com que os casos vêm sendo tratados pela Justiça.
“Hoje, se um homem agride uma mulher, rapidamente ele já responde pelos seus atos. Em pouco tempo estará sendo intimado e com audiência marcada. Isso demonstra que a lei está sendo efetivamente aplicada.”
A caminhada segue em curso pelo centro da cidade. No encerramento, autoridades farão pronunciamentos e será servido um café de confraternização, marcando os 20 anos da legislação que tornou-se um dos principais instrumentos de proteção às mulheres vítimas de violência no Brasil.
