Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS
O GLOBO – Governo Trump revoga visto da embaixadora do Brasil
FOLHA DE S.PAULO – Governo Trump revoga visto da embaixadora do Brasil nos EUA
Valor Econômico – Governo Trump revoga visto da embaixadora do Brasil nos EUA
Correio Braziliense – Celina avança na corrida pelo GDF. Leila lidera no Senado
O ESTADO DE S.PAULO – Repasse de lobista a ex-chefe de gabinete amplia desgaste de Lula em meio à campanha
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
ATROPELO de Trump – O governo brasileiro repudiou a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, e classificou como “falsas” as alegações do Departamento de Estado norte-americano para tomar a medida. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também acusou a administração Donald Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras, nas quais o chefe do Planalto tentará a recondução. “A decisão de hoje (ontem) não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, enfatizou a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A embaixada americana em Brasília vem sendo chefiada por um encarregado de negócios, de forma interina, desde janeiro de 2025, quando Elizabeth Bagley, colaboradora de Joe Biden, encerrou sua missão.
MULHERES lideram – A segunda rodada da pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política sobre as eleições no Distrito Federal traz a governadora Celina Leão se distanciando do segundo colocado, José Roberto Arruda (PSD), no índice de intenção de votos da consulta estimulada. A chefe do Buriti tem 32,4% contra 24% do ex-senador e ex-governador. Na primeira pesquisa, publicada em 17 de junho, Celina apresentava 27,8% e Arruda, 23,5%. Num eventual segundo turno, Celina aparece com 43,6%, e Arruda, 40,1%, tecnicamente empatados na margem de erro, que é de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos. Outra novidade é a senadora Leila do Vôlei (PDT) em primeiro lugar na briga por uma das duas vagas ao Senado. Em segundo, vem Michelle Bolsonaro (PL). O levantamento foi realizado entre 30 de julho e 1o de agosto, com 1.109 eleitores em 31 regiões. (Registro TSE DF-04077/2026)
ERA empréstimo. Já foi pago – As investigações da Polícia Federal sobre a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), ampliaram o desgaste da campanha à reeleição do presidente Lula. A PF apura se um empréstimo de Roberta ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), estaria ligado a tráfico de influência, hipótese negada por ele, que afirma ter quitado a dívida. Lula pediu explicações ao ex-auxiliar, enquanto a oposição intensificou as críticas. Marcola afirma que o empréstimo foi pago e nega irregularidades, enquanto a defesa de Lulinha atribui o caso a vazamentos seletivos de investigações para prejudicar o presidente.
DISPUTA de fôlego por duas vagas – Na busca pelas duas vagas no Senado, a atual senadora Leila do Vôlei (PDT) é a primeira colocada na pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política, com 46,9%. Em segundo lugar está a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que postergou o anúncio da candidatura, o que só aconteceu no domingo passado. Ela atingiu 42%. Houve consulta em dois cenários. No segundo levantamento, foi incluído o empresário Paulo Octávio, presidente do PSD — o ex-senador ainda não confirmou se disputará o pleito, mas marcou 15,9%. Nos dois casos, Leila e Michelle lideram, com as deputadas federais Érika Kokay (PT-DF) e Bia Kicis (PL-DF), em terceiro (32,3) e quarto (22,6) lugares, respectivamente. Sebastião Coelho tem 12,4%.
PF: R$ 11 milhões à mulher de Weverton – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou operações de busca e apreensão e o afastamento do sigilo de dados telefônicos contra uma rede suspeita de lavagem de capitais, em mais uma fase da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de lavagem de recursos desviados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O foco das investigações é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), aponta do como suposto beneficiário final, e o advogado Willer Tomaz de Souza, descrito pela Polícia Federal como um “verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico” a serviço do parlamentar. A decisão abrange 11 pessoas físicas e jurídicas, incluindo familiares do senador e escritórios de advocacia. As movimentações financeiras descritas na decisão revelam cifras milionárias que circulavam entre os parentes do parlamentar e empresas do advogado. A mulher do senador, Samya Rocha, teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas a Willer no perío do investigado. Em um episódio específico de 2024, conversas interceptadas in dicam que o senador cobrou um repasse de R$ 500 mil, valor que a operadora financeira Fayla Zulmira Menezes confirmou ter sido depositado diretamente na conta de Samya, após consulta a Willer. Além disso, a filha do senador, Anna Catarina, é apontada como gestora de postos de combustíveis que, apesar de declararem crise financeira, movimentaram repasses de R$ 5 milhões para empresas do grupo e organizaram a logística para o depósito de quantias em dinheiro vivo. Em nota, Weverton afirmou que não foi alvo direto das buscas e disse que já esperava sofrer ataques por conta da atuação política e da candidatura ao Senado. O parlamentar declarou, no entanto, ter ficado surpreso com o envolvimento de seus familiares e apoiadores na investigação. Ressaltou, ainda, que o próprio Ministério Público Federal havia se posicionado contra a realização das buscas contra seus parentes e aliados políticos.
GIRÃO é o vice de Zema – O senador Eduardo Girão (CE) será o vice da chapa do Novo à Presidência, encabeçada por Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais. É mais uma candidatura pelo espectro da direita a disputar com uma chapa “puro-sangue” — a outra é a do PSD, que tem o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao lado de Gilberto Kassab. Para ocupar a função, Girão desiste da candidatura ao governo do Ceará. Segundo a pesquisa Quaest divulgada em 30 de julho, o senador estava em terceiro lugar e contava apenas com 3% das intenções de voto, perdendo para Elmano de Freitas (PT), com 33%, e para Ciro Gomes (PSDB), que lidera as pesquisas com 43% dos votos do estado. Ciro conta com o apoio do PL no estado, enquanto Girão contava com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). “Após tratativas internas, Zema e o presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, concluíram que Girão é a melhor opção para caminhar em busca de um Brasil melhor”, afirmou o Novo em nota.
SER ou não ser – Depois de anunciar na segunda–feira, emocionado, que não disputaria o governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) voltou atrás. Ontem, ele mudou o discurso na convenção nacional do partido, ao afirmar que não pretende abrir mão da disputa e pedir que o comando da legenda mantenha seu nome. “Que o presidente me dê essa vaga, porque não vou decepcionar o povo mineiro. Vou ter coragem e vou pedir ao Espírito Santo para me fortalecer. Tenho certeza de que, com a força do Espírito Santo, vou conseguir fazer essa campanha. Com meu pai e meu irmão lá em cima, eles vão me ajudar. E o povo de Minas vai me carregar, porque 40% do povo me quer, e não vou decepcionar esse povo”, garantiu, diante de dirigentes da legenda. Apesar da tentativa de reverter o cenário, Marcos Pereira considera o assunto encerrado. Após a convenção nacional, o presidente do Republicanos defendeu a decisão da executiva nacional. “Não podemos submeter o povo de Minas a uma situação de insegurança e instabilidade. Então, a decisão está tomada. O que disse, está dito. E não tenho mais nada para falar sobre o assunto. Para mim, esse tema é página virada”, avisou.
DIFERENÇAS e desgastes para Lula e Flávio – Nesse “esquenta” da campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a semana com desgastes por causa dos inquéritos envolvendo seu filho Fabio Luís, o Lulinha, e o empréstimo da lobista Roberta Luchsinger, amiga dele, a um dos principais assessores do gabinete presidencial, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Porém, no Planalto, a avaliação é de que nada disso envolve diretamente o presidente. No caso do filho, Lula tem o discurso de que está sob investigação e o ministro que indicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, é tão independente que abre inquérito contra o primogênito do presidente. Em relação ao assessor, caberá a ele se explicar o mais rápido possível. A ordem é evitar que isso se prologue por mais dias. Afinal, a partir de 16 de agosto, quando a campanha começa de fato, com o ato em São Paulo, o presidente quer poder cuidar de mostrar os feitos de seu governo. E não ficar respondendo sobre suposto envolvimento, nem do filho, nem do assessor. Cada um que cuide de si.
E O senador, hein? – A visão no Planalto é a de que Flávio Bolsonaro, ao contrário de Lula, tem explicações a dar, uma vez que foi pessoalmente pedir que Daniel Vorcaro contribuísse para o filme Dark Horse chamando o enrolado ex-banqueiro de “meu irmão”. Até aqui, o contrato não foi apresentado pelo pré-candidato. No calor da campanha, será Flávio — e os demais — acusando Lula, enquanto Lula — e os demais — acusarão Flávio. E o eleitor que durma com um barulho desses.
MARIA Luíza pagou a conta – Não há diplomata brasileiro que não esteja surpreso com o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luíza Viotti, por causa do que os norte-americanos consideram demora do governo brasileiro em conceder o “agrément” a Daniel Perez como futuro embaixador dos EUA no Brasil. Primeiro, porque o “agrément” é algo sigiloso e só divulgado quando o país que receberá o embaixador concorda com a indicação — e não há prazo para que isso ocorra.
INVERSÃO dos fatores – Embaixadores comentam que seria preciso que o governo brasileiro aceitasse a indicação para, em seguida, o nome fosse enviado ao Senado norte-americano para deliberação. O envio ocorreu sem o “agrément” do Brasil. Algo tão inusitado quanto o cancelamento do visto.
A FORÇA de Vigilante – A pesquisa Correio/Opinião publicada hoje indica que se Chico Vigilante abraçar algum candidato do PT à Câmara dos Deputados, as chances de ajudar o escolhido a chegar lá cresce. Ele é o petista mais citado na hora do entrevistado elencar em quem votará para deputado federal. Bem abaixo vem o deputado distrital Ricardo Vale (PT).
CHAMA o Lula! – Os petistas estão confiantes na candidatura de Leandro Grass, o nome da esquerda que aparece melhor na pesquisa de hoje. A aposta de alguns palacianos é de que se Lula entrar na campanha, as chances de chegar ao segundo turno crescem, ainda que o Distrito Federal tenha um eleitorado mais conservador. Dos cenários apresentados para o segundo turno, apenas José Roberto Arruda aparece bem no mano a mano contra a governadora Celina Leão.
TEM para todos – O escritório de advocacia Aragão & Tomaz, com uma máquina de contar dinheiro, é mais um ponto que deixa o PT constrangido. Afinal, Eugênio Aragão, sócio de Willer Tomaz no escritório, foi o último ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff. E Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro.
SANDUÍCHE de pão com pão – A exceção de Lula que tem o PSB de Geraldo Alckmin como seu parceiro de chapa, todos os demais candidatos ao Planalto caminham sem um outro partido disposto a apresentar um nome à Vice- Presidência. Romeu Zema (Novo) optou pelo senador Eduardo Girão (CE). Nas hostes de Flávio Bolsonaro (PL), as deputadas do partido ganham força para uma composição. A única que está fora de cogitação é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os dois com o mesmo sobrenome não dá.
PEDE para sair – Após mais uma fase da Operação Sem Desconto, desta vez contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA), as apostas por lá são de que a candidatura à reeleição tornou se inviável e puxa para baixo a chapa do candidato ao governo Orleans Brandão (MDB). Mesmo com a péssima repercussão das investigações, a decisão de sair do pleito terá de ser do senador.
CNJ afasta juíza da Lava-Jato – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) formou maioria, ontem, para afastar por dois anos a juíza federal Gabriela Hardt de suas funções. A magistrada ficou conhecida por substituir, em 2018, o então juiz Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava-Jato. À época, Moro desistira da magistratura para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O julgamento do CNJ para afastar Gabriela das funções ocorreu com a análise de um processo administrativo disciplinar (PAD) que apurou a participação da magistrada na criação de um esquema para criar uma fundação privada com o dinheiro recuperado pela Lava-Jato. Ao todo, esse fundo arrecadaria cerca de R$ 2 bilhões. No julgamento, por 10 votos a quatro, prevaleceu o entendimento de que Gabriela ficará afastada por dois anos da função. Ela, no entanto, receberá vencimentos proporcionais, mas estará impedida de exercer outras funções, como advocacia ou algum emprego público.
FIM da pena de aposentadoria compulsória – Por unanimidade, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pôs fim ontem à aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados sob suspeita de infrações disciplinares graves. A medida atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou incompatível com a Reforma da Previdência a manutenção da aposentadoria remunerada como sanção administrativa para autoridades envolvidas em casos como venda de sentenças e abusos, inclusive sexuais. Na gestão de Fachin, foram aplicadas 11 aposentadorias obrigatórias. Agora, a pena passa a ser a perda do cargo.
PCDF frustra plano de ataque – Um grupo extremista suspeito de arquitetar ataques contra Brasília durante as eleições de 2026 foi alvo, ontem, de uma operação liderada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Foram cumpri dos mandados de busca e apreensão contra oito homens, entre 19 e 31 anos, em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. As investigações identificaram dois grupos abertos na plataforma de mensagens Telegram, nos quais usuários compartilhavam informações sobre o planejamento dos crimes. Entre os materiais analisados estavam discussões sobre invasão de prédios públicos, definição de possíveis alvos, treinamento tático, recrutamento de integrantes em diferentes estados, além do compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na Região Central da capital federal. Também foram encontrados manuais com instruções para a fabricação de artefatos explosivos.
NOME sujo – Autoridades da área econômica do governo Lula afirmam que o déficit nas contas da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) tem travado o aval para contratações de empréstimos de quase R$ 3,5 bilhões junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e ao Banco Mundial. Em 2025, o município teve resultado patrimonial consolidado deficitário de R$ 21,7 bilhões, ante um superávit de R$ 5,2 bilhões em 2024. Para 2026, a previsão é de novo déficit. Fontes da área econômica dizem que o endividamento da Prefeitura de São Paulo ameaça a meta de déficit primário zero dos municípios, e que as demais prefeituras tiveram superávit de R$ 3 bilhões em 2025. Assim, o déficit da gestão paulistana prejudicaria outras cidades. O governo Lula também contesta a acusação de inércia, apontada por Nunes. Uma autoridade diz que desde 2023, início do governo Lula, foram autorizadas junto a bancos locais contratações de empréstimos de quase R$ 7 bilhões para a capital paulista. Já entre 2019 e 2022, no governo Jair Bolsonaro (PL), foram R$ 500 milhões.
AÉCIO decide não se candidatar – Presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves (MG) decidiu não disputar nenhum cargo nesta eleição, interrompendo uma sequência de 40 anos de mandatos eletivos. “Fiz uma opção por seguir no comando do PSDB e organizar uma alternativa verdadeiramente de centro no país”, disse ao Painel. “Quero também ajudar o partido a fazer uma bancada de ao menos 30 deputados federais”, acrescentou.
PROPAGANDA velada – O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, determinou que a Presidência da República remova, em até 24 horas, publicações que configurem publicidade institucional velada e que destaquem a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As publicações devem ser removidas de perfis oficiais “Canal Gov” no Instagram e no X (ex-Twitter). A ação foi apresentada pelo PL, para quem a gestão petista tem usado a máquina pública para promover a imagem pessoal do presidente e pré-candidato à reeleição durante o período de “defeso eleitoral”, iniciado em julho. A decisão do ministro é de 31 de julho, data em que o Judiciário ainda estava em recesso e os processos eram encaminhados à Presidência. O ministro André Mendonça será o relator do caso, e a ação está sob sigilo.
O DEDO de Eduardo – Eduardo Bolsonaro esteve com autoridades do governo Donald Trump na semana passada, poucos dias antes dos Estados Unidos revogarem o visto da atual embaixadora do Brasil, Maria Luiza Ribeiro Viotti. O ex-deputado federal, que mora no Texas, foi a Washington para participar de conversas com representantes do governo Trump. A coluna apurou que o ex-apresentador da Jovem Pan e braço-direito de Eduardo Bolsonaro nos EUA, Paulo Figueiredo, não estava presente nas conversas, mas já havia sido comunicado sobre o cancelamento do visto da embaixadora.
NÍVEL de relação rebaixado – O governo brasileiro decidiu rebaixar o nível das relações diplomáticas com a Argentina após novos ataques do presidente Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão, o embaixador Julio Bitelli não voltará para Buenos Aires. A representação diplomática do Brasil no país passará a ser comandada por um encarregado de negócios. A informação foi revelada pelo jornal argentino Clarín e confirmada pelo GLOBO com um integrante do governo brasileiro.
VENDA de terreno puxou salto 630% nos bens de Wagner – A venda de imóveis, a compra de carros de luxo e os investimentos em renda fixa puxaram o salto de R$ 3,3 milhões para R$ 24 milhões declarados pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) entre 2018 e este ano. A evolução patrimonial corresponde a um crescimento de 630% e ocorre no momento em que o parlamentar é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de que ele tenha recebido vantagens indevidas de empresários ligados ao Banco Master. Wagner nega irregularidades e afirma que provará sua inocência. Segundo dados declarados pelo senador ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o maior ganho do senador corresponde a um crédito de R$ 13,8 milhões decorrente da venda de uma área de 51 mil metros quadrados para o Esporte Clube Bahia e a Lagoons Empreendimentos SPE Ltda. O terreno fica localizado às margens da Via Metropolitana, rodovia planejada para conectar a região metropolitana de Salvador e cuja construção foi contratada durante a gestão de Wagner no comando do estado. Como mostrou o GLOBO, a transferência da área para o clube de futebol chegou a ser barrada no mês passado por decisão do ministro André Mendonça. À época, a defesa do parlamentar negou irregularidades e argumentou que a negociação foi iniciada em 2024, antes da operação.
MENDONÇA libera – O ministro André Mendonça, do TSE, negou pedido para remover um vídeo de Flávio Bolsonaro, gerado por IA, que imita ‘Top Gun’. A Federação Brasil da Esperança alegou que o vídeo difama o PT ao associá-lo a facções criminosas. Mendonça afirmou que a crítica política faz parte do debate democrático e que o vídeo não imputa crime ao PT. A decisão destacou que a Justiça Eleitoral deve evitar interferir no debate público, a menos que haja divulgação de fatos inverídicos.


Na minha agenda
Às 08h10, entrevista para a Rádio Progresso de Ijuí
Às 09h30, entrevista para a Rádio Independente de Cruz Alta
Às 19h30, em Porto Alegre, participo da celebração dos 67 anos do SETCERGS ( Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística do RS )
Ontem
Pela manhã participei de Painel, no Sindienergia

À noite, em Presidente Lucena, participei de reunião com lideranças do Vale dos Sinos

Germano Rigotto escolhe dois ex-vice-governadores para suplência no Rio Grande do Sul

Germano Rigotto no Instagram: https://www.instagram.com/reel/DbmOesJxHLG/?igsh=MWFpajF3a2VhZG1pMA==
