Juliana Brizola e Edegar Pretto disputarão o Governo do Estado, e Paulo Pimenta e Manuela d’Ávila concorrerão às duas vagas ao Senado nas eleições de outubro_
A Coligação Com o Povo oficializou, neste sábado (25), durante convenção realizada na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, os nomes de Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) como candidatos a governadora e vice-governador do Rio Grande do Sul. Também foram homologadas as candidaturas de Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL) ao Senado Federal, consolidando a aliança para a disputa das eleições de outubro.
O ato reuniu lideranças políticas como os ex-governadores Olívio Dutra (PT) e Tarso Genro (PT), o senador Paulo Paim (PT), os presidentes nacionais do PDT, Carlos Lupi, e do PCdoB, Luciana Santos, a deputada federal Marília Arraes (PDT-PE), além de prefeitos, vereadores, parlamentares, representantes de movimentos sociais e militantes dos oito partidos que integram a coligação. A convenção marcou o início oficial da campanha e apresentou o projeto político que pretende conduzir o Rio Grande do Sul a um novo ciclo de desenvolvimento econômico, reconstrução, fortalecimento dos serviços públicos e geração de oportunidades.
Retomada do projeto de desenvolvimento do RS
Paulo Pimenta, que tem como suplentes Vieira da Cunha (PDT) e Tamyres Filgueira (PT), afirmou que a convenção marca um momento histórico de unidade das forças progressistas no Rio Grande do Sul e disse que a aliança entre PT e PDT representa a retomada de um projeto de desenvolvimento para o estado. “Depois de muitos anos, nós construímos uma grande unidade e essa unidade vai levar o povo gaúcho de volta ao Palácio Piratini com a neta do Brizola e o filho do Adão Pretto”, declarou. O deputado também destacou o reconhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à trajetória de Leonel Brizola. “O presidente Lula disse à Juliana que não pôde agradecer ao Brizola por tudo o que ele fez pela democracia, pela soberania e por ele. Agora quer ajudar o Rio Grande do Sul a eleger a neta de Brizola governadora”, relatou.
Ao defender a soberania nacional e a importância da disputa eleitoral de 2026, Pimenta afirmou que o Brasil não aceitará qualquer tipo de interferência externa. “Aqui é Brasil. Aqui ninguém vai entrar para dizer o que pode e o que não pode ser feito”, enfatizou. Candidato ao Senado, disse que pretende representar os gaúchos em Brasília, junto com Manuela d’Ávila, e impedir o avanço da extrema direita. “Nós vamos levar a força do povo gaúcho para o Senado” e “não vamos permitir que nenhum fascista da extrema direita ocupe a vaga do Rio Grande do Sul no Senado”, afirmou, encerrando sua fala com um chamado à militância: “Vamos sair daqui com mais determinação para eleger Lula, Juliana, Edegar e reconstruir o Rio Grande do Sul”.
Legado do avô Leonel Brizola
Juliana Brizola destacou a emoção de oficializar sua candidatura ao governo do Rio Grande do Sul e afirmou que carrega o legado de seu avô, Leonel Brizola, na defesa da democracia, da educação pública, do SUS, da ciência e dos direitos das mulheres. “É dessa escola que eu venho, da escola que aprendi que a política só tem sentido quando ela serve às pessoas e não aos interesses de poucos”, declarou. A candidata ressaltou que sua chapa representa uma nova forma de fazer política, com protagonismo feminino e compromisso com as mães trabalhadoras, afirmando que o Estado precisa de políticas públicas voltadas para as mulheres e para quem mais precisa.
Ao defender um governo próximo da população, Juliana afirmou que sua prioridade será enfrentar problemas históricos do Rio Grande do Sul, como as filas na saúde e a crise da educação pública. “Esses números têm nomes: são avós, são tios, são mães, pais, filhos que podem estar perdendo a vida nessas filas”, disse. Ela também destacou a importância da união da frente ampla formada por sete partidos e defendeu uma relação de diálogo com Brasília para buscar investimentos e soluções para o estado. “Nós podemos nos dar as mãos. O povo gaúcho não precisa andar sozinho”, afirmou, convocando a militância para construir uma campanha baseada no diálogo, no amor e no compromisso de “fazer o Rio Grande do Sul voltar a ser grande”.
Dignidade e capacidade de liderança
Edegar Pretto afirmou que a união da frente formada por oito partidos representa mais do que uma aliança eleitoral: é a reconstrução de um projeto político comprometido em recuperar a dignidade e a capacidade de liderança do Rio Grande do Sul. Ao destacar a parceria com Juliana Brizola, ressaltou o legado de Leonel Brizola e afirmou que ela representa a ética, a defesa do povo e a transformação pela política. “A Juliana herdou um sobrenome que se confunde com a história do Rio Grande do Sul, mas herdou também a ética na política e a disposição de defender o nosso povo”, declarou.
O candidato a vice-governador também destacou a importância da chapa ao Senado com Paulo Pimenta e Manuela d’Ávila, defendeu a reeleição do presidente Lula e afirmou que o futuro governo buscará reconstruir o estado com desenvolvimento sustentável, ciência, justiça social e participação popular. Edegar prometeu enfrentar desafios como as crises na saúde, educação e as consequências das mudanças climáticas, além de combater a violência contra as mulheres. “O cidadão tem que ser sujeito da política”, afirmou, ao defender a retomada de um modelo de governo participativo e conclamar a militância para construir a vitória da frente nas eleições.
Aliança pela defesa da soberania
Manuela d’Ávila afirmou que a convenção simboliza a unidade de oito partidos em torno de um projeto para reconstruir o Rio Grande do Sul e defender a democracia, classificando a disputa de 2026 como “a eleição mais importante das nossas vidas”. Segundo ela, a aliança é movida pela defesa da soberania nacional, pela reeleição do presidente Lula e pelo compromisso de devolver o Palácio Piratini ao campo democrático. Ao elogiar Juliana Brizola e Edegar Pretto, destacou que a candidata ao governo representa “uma de nós”, com um olhar voltado às mulheres trabalhadoras, aos professores, aos profissionais da saúde e às famílias gaúchas.
A ex-deputada também defendeu a eleição de uma bancada progressista ao Senado, ao lado de Paulo Pimenta, para representar o Rio Grande do Sul em pautas como a educação pública, o enfrentamento à emergência climática e os direitos das mulheres. “Deste Estado não sairá um fascista para o Senado da República”, afirmou, conclamando a militância a atuar de forma unificada. Em seu encerramento, pediu que os apoiadores transformem a campanha em uma grande mobilização popular para eleger Lula, Juliana Brizola, Edegar Pretto e os candidatos da coligação ao Senado, construindo, segundo ela, “uma vitória épica” para o campo democrático.
- fotos Rafa Stédile/Divulgação




