Mercado ovino mantém valorização do cordeiro no Rio Grande do Sul

FOTO - ESTÃNCIA ARTIGAS - MATIAS MOURA/AP
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O mercado ovino do Rio Grande do Sul segue demonstrando firmeza na comercialização dos animais para abate. A pesquisa semanal de preços divulgada pelo NESPro/UFRGS, referente ao dia 13 de julho de 2026, aponta que o cordeiro continua sendo a categoria mais valorizada, enquanto a ovelha para descarte apresentou a maior oscilação de preços entre as negociações realizadas no Estado. Já o borrego registrou a faixa mais estreita de valores, indicando um mercado mais estável.

O levantamento considera os valores pagos por quilo de peso vivo (PV) e mostra que o cordeiro alcançou preço médio de R$ 14,70/kg, mantendo-se como a principal referência de valor entre as categorias avaliadas. As negociações variaram entre R$ 13,38/kg e R$ 16,02/kg, refletindo a forte demanda por animais jovens destinados ao abate.

Na categoria borrego, o preço médio foi de R$ 13,28/kg, com valores entre R$ 12,55/kg e R$ 14,01/kg. Apesar de apresentar uma leve alta na comparação semanal, o principal destaque está na menor amplitude entre os preços mínimo e máximo, característica que demonstra maior uniformidade nas negociações e estabilidade do mercado.

Já a ovelha para descarte registrou média de R$ 13,10/kg, com cotações oscilando entre R$ 12,07/kg e R$ 14,13/kg. Foi a categoria que apresentou a maior diferença entre o menor e o maior preço pago, evidenciando um mercado mais heterogêneo, influenciado principalmente pela condição corporal dos animais, idade, qualidade dos lotes e demanda regional.

Cordeiro segue liderando a valorização

A preferência da indústria frigorífica e do consumidor pela carne de cordeiro continua sustentando os melhores preços do mercado. A oferta relativamente controlada de animais terminados, aliada ao maior valor agregado da carne ovina jovem, mantém a categoria como referência de rentabilidade para os produtores gaúchos.

Especialistas do setor destacam que, além da qualidade da carcaça, fatores como padronização dos lotes, acabamento e planejamento da produção têm sido determinantes para alcançar os preços mais elevados.

Mercado varejista acompanha valorização

No varejo, os cortes ovinos permanecem valorizados. O carré segue como o corte de maior valor, com preço médio de R$ 159,80/kg, podendo chegar a R$ 169,90/kg.

Entre os demais cortes pesquisados, os preços médios foram:

  • Paleta: R$ 87,94/kg
  • Lombo: R$ 95,50/kg
  • Pernil: R$ 74,91/kg
  • Costela: R$ 62,03/kg
  • Pescoço: R$ 30,01/kg
  • Stinco: R$ 65,60/kg

Os números demonstram que a carne ovina segue ocupando um nicho de maior valor agregado no mercado consumidor, especialmente nos cortes considerados nobres.

Panorama da semana

Os dados reforçam um cenário relativamente equilibrado para a cadeia da ovinocultura gaúcha. Em síntese:

  • O cordeiro permanece como a categoria mais valorizada, com média de R$ 14,70/kg.
  • A ovelha para descarte apresentou a maior variação de preços, refletindo diferenças na qualidade dos animais ofertados e nas negociações regionais.
  • O borrego foi a categoria mais estável da semana, registrando a menor amplitude entre os preços mínimo e máximo.

Para os produtores, o cenário reforça a importância do planejamento da produção, da padronização dos lotes e do investimento em genética e manejo, fatores que continuam sendo decisivos para agregar valor aos animais comercializados e aproveitar os melhores momentos do mercado ovino no Rio Grande do Sul.

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