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qui, 2 de julho de 2026

Dagberto afirma que artigo do Regimento Interno da Câmara está errado, mas nunca apresentou proposta de alteração em 14 anos de mandato

Vereador do PT criticou as regras sobre questão de ordem durante a sessão de segunda-feira (29)

(Foto: Reprodução da transmissão ao vivo/CM) | Crédito: Vereador Dagberto Reis
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O vereador Dagberto Reis (PT) afirmou, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Sant’Ana do Livramento, realizada na última segunda-feira (29), que o Regimento Interno da Casa apresenta falhas na regulamentação das questões de ordem. A declaração ocorreu em meio ao debate sobre a limitação do uso desse instrumento pela Mesa Diretora.

“Tá controvérsia essa questão de ordem, mas não é né, questão de ordem é quando se trata de questões de projetos, está controvérsio no nosso Regimento Interno. Nosso Regimento Interno que não está correto”, declarou o parlamentar.

A discussão teve início após o presidente da Câmara, vereador Antônio Zenoir (Republicanos), determinar que os pedidos de questão de ordem fossem restritos às hipóteses previstas no artigo 166 do Regimento Interno. O dispositivo estabelece que “a questão de ordem é a interpelação à presidência dos trabalhos, quanto à interpretação e aplicação deste Regimento”.

De acordo com a Mesa Diretora, a medida foi adotada porque o mecanismo vinha sendo utilizado por vereadores para abordar temas alheios à finalidade prevista no Regimento. A regulamentação permanecerá em vigor até a constituição de uma comissão especial encarregada da revisão do texto.

Durante a mesma sessão, Antônio Zenoir afirmou que a Mesa Diretora já trabalha na atualização do Regimento Interno e na formação da comissão especial que conduzirá a revisão.

Embora tenha afirmado que o Regimento Interno “não está correto”, Dagberto Reis está em seu 14º ano de mandato como vereador e não há registro de projeto ou proposta de alteração do dispositivo que trata das questões de ordem. Também não há registro de requerimento apresentado pelo parlamentar solicitando a criação de uma comissão especial para revisar o Regimento Interno.

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