Direto de Brasília, Gilkiane Cargnelutti
Jornalista, especialista em agronegócio
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O Governo Federal lançou nessa terça-feira o Plano Safra 2026-2027, anunciando 525,1 bilhões para agricultura empresarial e 97,3 bilhões para agricultura familiar.
Apesar do aumento nominal dos recursos, um dos pontos que mais chamou a atenção do setor foi a redução dos recursos com equalização de juros.
Dos 525 bilhões anunciados para agricultura empresarial, apenas 97 bilhões terão subsídio efetivo do Governo Federal, o equivalente a cerca de 18,5% do total. No ciclo anterior, esse volume era de 114 bilhões.
O plano prevê 384,9 bilhões para custeio e comercialização e 140,2 bilhões para investimentos.
Já para agricultura familiar, o Governo destinou 97,3 bilhões, sendo 85,2 bilhões por meio do Pronaf.
O lançamento desse ano também foi marcado pela ausência do presidente Lula e pela falta de anúncios relacionados ao seguro rural e à renegociação das dívidas dos produtores.
O Governo também não se manifestou sobre o PL 51-22 de 2023, projeto que trata da renegociação do endividamento rural e que segue sendo uma das principais demandas do setor.
A expectativa agora está voltada para essa quarta-feira, quando o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, terá reuniões com o ministro da Fazenda, Dario Durga, e posteriormente com o relator do projeto, deputado Afonso Rã, além de uma comitiva de produtores na tentativa de construir um acordo para viabilizar a votação da proposta.
A atenção do setor, a partir de agora, está voltada não apenas para os valores anunciados, mas, principalmente, para a efetiva liberação dos recursos e para o avanço das medidas de apoio aos produtores endividados.
Direto de Brasília, Gilquiane Carnelucci.
