Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

sáb, 27 de junho de 2026

A Dra. Laura Guerra explica como as baixas temperaturas afetam cães e gatos e quais sinais merecem atenção

Inverno muda a rotina dos pets e exige atenção dos tutores

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Com a chegada do inverno, não são apenas as pessoas que sentem os efeitos das baixas temperaturas. Os animais de estimação também sofrem alterações em sua rotina e comportamento durante os dias frios. É comum que cães e gatos fiquem mais recolhidos, procurem locais quentes para descansar e reduzam suas atividades físicas.

Segundo a médica veterinária Dra. Laura Guerra, essas mudanças são naturais, mas os tutores devem observar atentamente os animais para garantir que o frio não esteja comprometendo sua saúde.

“Assim como acontece com os humanos, o organismo dos pets precisa gastar mais energia para manter a temperatura corporal. Alguns animais sentem mais os efeitos do inverno, especialmente filhotes, idosos e aqueles com problemas de saúde pré-existentes”, explica.

Além da maior sensibilidade ao frio, o período também pode favorecer o surgimento ou agravamento de determinadas doenças. Problemas respiratórios, dores articulares e desconfortos relacionados à idade tendem a se tornar mais evidentes durante a estação.

Os animais idosos, por exemplo, podem apresentar maior dificuldade de locomoção em função das temperaturas mais baixas. Já cães e gatos com doenças crônicas exigem acompanhamento ainda mais cuidadoso para evitar complicações.

Outro aspecto que merece atenção é a redução da ingestão de água. Durante o inverno, muitos pets bebem menos líquido, o que pode favorecer quadros de desidratação e até problemas urinários. Por isso, manter água limpa e fresca sempre disponível continua sendo indispensável.

A busca por conforto também aumenta nesta época do ano. Camas mais acolchoadas, mantas e ambientes protegidos do vento ajudam a garantir bem-estar aos animais. Para algumas raças de pelagem curta ou de pequeno porte, o uso de roupas pode ser uma alternativa, desde que o pet se adapte bem.

A veterinária ressalta ainda que os passeios não devem ser abandonados durante o inverno. “A atividade física continua sendo importante para a saúde física e mental dos animais. O ideal é apenas adequar os horários, dando preferência aos períodos mais quentes do dia”, orienta.

Mais do que uma estação marcada pelo frio, o inverno é um período que convida os tutores a observarem seus pets com mais atenção. Mudanças de comportamento, falta de apetite, tosse, apatia ou qualquer outro sinal fora do habitual devem servir de alerta para a busca de orientação profissional.

Com cuidados simples e acompanhamento veterinário regular, cães e gatos podem atravessar os meses mais frios com conforto, saúde e qualidade de vida.

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