Um morador de Sant’Ana do Livramento foi surpreendido ao receber uma conta de água no valor de R$ 47.387,07, referente ao mês de maio de 2026. A cobrança, considerada exorbitante para um imóvel residencial, gerou indignação e reacendeu o debate sobre os casos de vazamento oculto, tema que vem sendo amplamente discutido no município nos últimos meses.
De acordo com a fatura emitida pelo Departamento de Água e Esgotos (DAE), o consumo registrado no período entre 6 de abril e 11 de maio de 2026 foi de 7.017 metros cúbicos, enquanto a média histórica da residência é de apenas 19 metros cúbicos mensais.
Nos seis meses anteriores, o consumo variou entre 17 e 22 metros cúbicos, o que evidencia uma discrepância significativa em relação ao volume apontado na leitura atual.
O documento mostra ainda que a leitura do hidrômetro passou de 3.021 m³ para 9.236 m³, resultando em um consumo muito acima do padrão normalmente observado em residências urbanas.
Procurado pela reportagem, o diretor-presidente do DAE, Leandro Soares, afirmou que a situação pode ser resultado de um erro e orientou o contribuinte a procurar a autarquia para que o caso seja analisado.
Outro caso que chama atenção envolve uma residência em outro endereço da cidade, onde a fatura emitida pelo DAE para maio de 2026 chegou ao valor de R$ 121.616,78, sendo R$ 71.539,28 referentes ao consumo de água e R$ 50.077,50 ao serviço de esgoto. A conta aponta um consumo faturado de 9.393 metros cúbicos, volume incompatível com o padrão de uma residência comum e que reforça as preocupações dos consumidores em relação a possíveis erros de leitura, falhas de medição ou casos de vazamento oculto.
Ainda não é possível apontar as causas das cobranças sem uma análise técnica, mas uma das hipóteses consideradas é a ocorrência de vazamento oculto, problema que tem sido alvo de discussões frequentes entre consumidores e a autarquia.
