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qua, 3 de junho de 2026

FREDERICO ANTUNES (PSD) APRESENTA ESTUDO QUE ANALISA POTENCIAL DAS LOJAS FRANCAS DE FRONTEIRA NO DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Presidente da Frente Parlamentar dos Free Shops foi palestrante durante 25a Conferência da ASUTIL

Crédito: Cristiano Guerra
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O Presidente da Frente Parlamentar dos Free Shops, deputado Frederico Antunes (PSD), palestrou nesta quarta-feira (03), durante o 25oº Congresso da Associação Sul-americana de Tendas Livres (ASUTIL), realizado este ano na República Dominicana.

Durante o encontro, Frederico apresentou, em parceria com o Diretor do Departamento de Economia e Estatística da secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, Tomás Fiori, o estudo “Turismo de Compras e Desenvolvimento Regional: Estudo Econômico das Lojas Francas de Fronteira Terrestre no Brasil”, realizado pelo Governo do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE-SPGG), que traz uma análise do potencial da implantação e expansão das lojas francas de fronteira terrestre (LFFT) em municípios fronteiriços brasileiros.

O trabalho mostra como esse modelo de comércio se conecta às estratégias de desenvolvimento regional e pode funcionar como política pública para reduzir desigualdades históricas nas regiões de fronteira, com destaque para o posicionamento do Rio Grande do Sul nesse processo. “Vamos utilizar esse estudo para a atração de novos investimentos nas cidades de Fronteira do Rio Grande do Su. Precisamos aumentar a infraestrutura local para atrairmos mais turistas de compra, em especial termos mais hotéis, mais voos, mais restaurantes dentre outros.”, destacou o deputado Frederico Antunes, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Instalação de Free Shops em Cidades Gêmeas de Fronteira.

O estudo afirma que é possível ver uma diminização da economia após a implantação das lojas Free Shop, em uma área que concentra alguns dos piores indicadores sociais e econômicos do Rio Grande do Sul. Além de ter o pior produto interno bruto (PIB) e o pior PIB per capita do Estado, também é uma área que está perdendo população de maneira mais acelerada que o restante do território gaúcho, por exemplo. “Uma preocupação que surgiu quando os free shops iniciaram no Brasil era a ameaça ao comércio local por uma concorrência desleal. E o que percebemos é que todo o comércio varejista da região das cidades-gêmeas cresceu de maneira semelhante ao do Rio Grande do Sul.”, avalia Fiori.

No estudo, a melhora de indicadores é perceptível. Afinal, a participação das cidades de fronteira no total de empregos do comércio varejista cresceu à medida em que o número de lojas francas aumentaram. Em Uruguaiana, especificamente, a partir de 2024 foi possível ver, inclusive, um desempenho melhor que a média estadual na geração de empregos diretos e indiretos no setor.

LOJAS FREE SHOPS – RIO GARNDE DO SUL

Ao todo, são 35 lojas francas instaladas em nove das 11 cidades gêmeas do Estado. A primeira, foi instalada em 2018, logo que a legislação foi aprovada. No ano seguinte, o número saltou para 10. E, desde então, todos os anos registram crescimento. As cidades gaúchas que mais concentram free shops são Uruguaiana (19), Santana do Livramento (04), Barra do Quaraí (02), Jaguarão (02) e São Borja (03). Quaraí (02) e Porto Mauá (01), Itaqui (01) e Porto Xavier (01). No Rio Grande do Sul, as únicas cidades-gêmeas que não têm nenhum empreendimento do tipo instalado no lado brasileiro da fronteira são Aceguá e Chuí.

 

 

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