Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

ter, 12 de maio de 2026

A onipresente inteligência artificial

Crédito: Divulgação
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Gilberto Jasper
_*Jornalista/gilbertojasper@gmail.com*

Publico meus escritos em cerca de dez órgãos de comunicação, entre jornais, sites e blogs. Recebo centenas de artigos dos mais diversos assuntos. Meu e-mail é limpo todos os dias para não “entupir.
Neste amplo espectro de conteúdos, impressiona a quantidade de artigos enviados por especialistas e curiosos sobre o tema da Inteligência Artificial. Sem dúvida é o assunto do momento e mais de 80% dos textos versam sobre esta temática.
Recentemente comentei com um amigo que hoje a “IA” precisa figurar em todos os eventos, de palestras “solo” a congressos e simpósios. Até nos shows de humor, os chamados stand up, tem piadas, causos e gozações ligadas às máquinas que imitam os humanos.
Como costuma acontecer quando ocorrem fenômenos semelhantes, é quase impossível separar o joio do trigo. Em resumo: é tarefa desafiadora selecionar o que condiz com a verdade daqueles conteúdos que são resultado de meras especulações, impressões leigas ou palpites sem fundamento cientifico, referentes a um tema que se mostra tão caro na atualidade.
A IA é um assunto recente que invadiu todos os espaços de comunicação. Da aplicação de vacinas à realização de feiras agropecuárias, todos os eventos reservam espaço nas programações para tratar do tema. “Inteligência Artificial (IA) é um campo da ciência da computação dedicado a criar máquinas e sistemas capazes de simular a inteligência humana para realizar tarefas, como aprender, raciocinar, resolver problemas e tomar decisões de forma autônoma. Ela analisa grandes volumes de dados para identificar padrões e gerar respostas, indo além da programação tradicional” . Esta é uma das inúmeras definições que permeiam o espaço descontrolado da internet.
A paixão por conteúdos novos é uma característica do nosso tempo. Encontra-se discípulos apaixonados rapidamente à nova moda. São as “bolhas”, ambientes digitais personalizados onde al-goritmos de redes sociais exibem apenas conteúdos alinhados às crenças, interesses e comportamentos anteriores do usuário. Isso cria um isolamento intelectual, limitando a exposição a opiniões divergentes e reforçando preconceitos.
Como toda novidade, reza o bom senso para termos parcimônia. Mas não é isso que se vê por aí.

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