Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

qua, 15 de abril de 2026

Projeto da Assandef leva basquete inclusivo à escola de Livramento

Iniciativa da ASSANDEF em parceria com a Escola Nossa Senhora do Livramento utiliza emenda impositiva para garantir treinos e autonomia a pessoas com deficiência.

Crédito: Miguel de Souza
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O barulho das rodas metálicas ganhando velocidade no cimento e a batida da bola no aro mudaram a rotina da Escola Nossa Senhora do Livramento na manhã desta quarta-feira, 15. Em Sant’Ana do Livramento, o lançamento do Projeto Basquete Inclusivo transformou a quadra da instituição em cenário da retomada de espaço para atletas com deficiência.

O início da modalidade esportiva, marcou a entrega de equipamentos e o começo de uma cooperação que visa tirar os assistidos da Associação Santanense de Deficientes Físicos (ASSANDEF) do isolamento. “Nossa intenção é que eles ocupem os espaços da cidade. O basquete é o meio, mas o objetivo final é a interação social”, destaca a presidente da associação. Sílvia Michelle Dias Alvez.

A engrenagem que faz o projeto rodar mistura política e logística. Os recursos vieram de emenda impositiva do vereador Gilbert Gisler – Xepa (PMDB), mas a execução depende de um esforço diário. Enquanto o vice-presidente e secretário da ASSANDEF, Cesar Martin Pechetto, cuida da manutenção dos equipamentos e do rigor dos treinos para manter a entidade ativa, a escola entra com o “chão” e profissionais da área. 

Para a direção da Escola Nossa Senhora do Livramento, representada por Kelly Cristina Corrêa e Nilton Bidarti, ceder o ginásio não é um favor, mas um dever. “O espaço público deve servir à comunidade”, pontuou Kelly, reforçando que a quadra agora cumpre sua função social mais nobre: a inclusão pelo esporte.

A primeira-dama do município, Mirian Villagran, acompanhou o ato e destacou que o sucesso da iniciativa está na aplicação direta do recurso “na ponta”, onde o cidadão realmente sente a mudança na qualidade de vida.

No comando do apito e das orientações técnicas está a professora de educação física Lilian Wandcher. O trabalho dela é de tradução: adaptar o drible, o passe e arremesso para quem vê o jogo de outro ângulo. “O trabalho técnico consiste em adaptar os fundamentos para a realidade da cadeira de rodas”, explica Lilian. Segundo a docente, o foco vai além do lazer; busca o desenvolvimento motor e a disciplina física que o esporte exige de qualquer atleta, sem distinção.

Com o apoio de uma rede institucional e profissionais de educação física, o projeto agora segue um cronograma regular, transformando cada treino em um passo a mais para a autonomia de quem, agora, é “dono” da quadra.

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