Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

dom, 15 de março de 2026

Até a pé, nós viajaremos

Por: Abdon Barretto Filho (*ABF)

Crédito: FOTO: *ABF | ARQUIVO PESSOAL
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Economia do Turismo, também estuda os deslocamentos das pessoas dos seus locais de residências fixas para realizarem visitas aos destinos turísticos, com motivações diversas.

O verbo viajar, envolve outros verbos: transportar, visitar, saborear, entreter, negociar e dormir.

Na Economia dos Transportes, observa-se que desde da pré-história, muito antes do invento da roda, os seres humanos já se moviam em busca de alimentos, abrigos, novas oportunidades e segurança.

Caminhavam longas distâncias, atravessavam rios, lagos, montanhas, desertos.

Viajar, naquele tempo, era necessidade de sobrevivência, mas também representava curiosidade e descoberta.

Na realidade, os seres humanos buscam sempre novas oportunidades para satisfazerem suas necessidades ilimitadas.

Com o passar dos séculos, os meios de deslocamentos evoluíram.

Primeiro vieram os animais de carga e as primeiras embarcações rudimentares.

Depois, com o surgimento da roda, as carroças facilitaram o transporte de pessoas e mercadorias.

Mais tarde, a revolução industrial trouxe o trem, encurtando distâncias e conectando cidades e países.

No século XX, os automóveis e os aviões transformaram completamente a forma de viajar, tornando o turismo uma atividade global e acessível a milhões de pessoas.

Na realidade, o turismo sempre esteve profundamente ligado à história dos deslocamentos humanos.

No entanto, ao longo da história, as guerras sempre representaram grandes desafios para o turismo.

Conflitos armados afetam diretamente o setor de transporte, fechando rotas aéreas, interrompendo linhas ferroviárias e dificultando deslocamentos terrestres e marítimos.

Aeroportos podem ser fechados, fronteiras podem ser restringidas e a sensação de insegurança reduz o fluxo de viajantes.

Companhias aéreas, empresas de cruzeiros e operadoras de turismo frequentemente enfrentam perdas significativas durante períodos de instabilidade.

Apesar disso, a história mostra que a mobilidade humana nunca deixou de evoluir.

Mesmo em momentos de crise, novas rotas são criadas, tecnologias são desenvolvidas e soluções surgem para manter o mundo conectado.

O desejo humano de conhecer novos lugares, culturas e pessoas é mais forte do que qualquer obstáculo temporário.

Assim como nossos antepassados encontraram caminhos através de florestas e desertos, nós também continuaremos encontrando novas formas de viajar.

A inovação no transporte, a cooperação internacional e a resiliência das pessoas sempre abrirão novas possibilidades para explorar o mundo.

Porque viajar faz parte da nossa natureza. E, independentemente das circunstâncias, sempre haverá um caminho a seguir

Se as ameaças das faltas de combustíveis e as restrições das viagens forem confirmadas, uma certeza existe: vamos continuar viajando dentro dos limites das nossas forças para distâncias menores.

Estaremos exercendo as funções de visitantes interessados nos aspectos geográficos, históricos, culturais, equipamentos e serviços.

Viajar e fazer turismo vão continuar com ou sem guerras.

Até a pé, nós viajaremos.

Será?

Respeitam-se todas as opiniões contrárias.

São reflexões.

Podem ser úteis.

Pensem nisso.

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