Para Dionara Pereira Cardozo, a enfermagem nunca foi apenas uma escolha profissional. Foi um caminho que se revelou aos poucos e que, quando fez sentido, passou a ser definitivo. Sempre se identificou com a área da saúde, com o dinamismo, a responsabilidade e o trabalho em equipe. Mas foi nas experiências vividas, no contato direto com quem precisa de ajuda, que entendeu: cuidar era mais do que uma habilidade, era propósito.
Ela define a profissão de forma simples e profunda: a união entre ciência e amor. Técnica aliada à empatia. Conhecimento que se traduz em presença.
Há 21 anos na área da saúde, Dionara construiu uma trajetória marcada por disciplina, preparo e humanidade. Durante oito anos, integrou as fileiras do Exército Brasileiro, experiência que fortaleceu sua postura, sua precisão e seu senso de responsabilidade. Características que hoje caminham lado a lado com a sensibilidade no exercício da enfermagem.
A rotina, no entanto, não é feita apenas de protocolos e procedimentos. É feita de dor, despedidas, angústias e também de esperança. Lidar com essa carga emocional exige equilíbrio. Ela aprendeu a manter a postura profissional sem abrir mão da empatia. Aprendeu que ser forte não significa ser indiferente. E que reconhecer os próprios limites também faz parte do cuidado.
Para Dionara, a enfermagem ensinou muito sobre força feminina. Não a força dos músculos, mas a força de continuar, mesmo quando ninguém vê o quanto isso exige. É firmeza nas decisões sob pressão, é resiliência diante dos desafios diários, é agir com humanidade mesmo nos dias mais difíceis.
Ser mulher influencia sim, principalmente na escuta, na sensibilidade e na forma de acolher. Mas ela faz questão de destacar que o que sustenta o cuidado é a ética, a formação e o compromisso profissional. Humanidade e competência caminham juntas.
O que mais a emociona é testemunhar a superação. Ver um paciente recuperar a esperança, aliviar uma dor, oferecer conforto, ainda que por alguns minutos, é o que dá sentido à rotina intensa.
Fora do ambiente de trabalho, Dionara é mãe do João Pedro. É filha que sustenta, irmã conselheira, tia de três, neta, sobrinha, afilhada presente. É também uma mulher que sente medo, que se cansa, que precisa de colo e descanso. Uma mulher que entende que cuidar dos outros só é possível quando também aprende a cuidar de si.
Neste Dia da Mulher, sua mensagem é direta: cuidar é um ato de coragem. A enfermagem exige dedicação e resiliência, mas oferece a chance de transformar vidas todos os dias. E cada gesto, por menor que pareça, faz diferença.
