Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

dom, 8 de março de 2026

Elisa Ermina transforma tradição, fé e sensibilidade em gestão e movimento

Onde há raiz, há expansão

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Elisa Ermina se define a partir de três palavras: raízes, escolhas e conexões. E é nelas que sua trajetória se sustenta. Honrar a tradição, respeitar quem veio antes e valorizar a própria história sempre foram pilares firmes na sua caminhada. Ao mesmo tempo, as conexões trouxeram expansão, inovação e um novo olhar sobre o futuro.

A vida profissional começou na medicina veterinária, vocação que ela abraçou com profundidade. Foi ali que desenvolveu compaixão, sensibilidade e a capacidade de compreender sem palavras, acessando, como ela descreve, “a alma pelo olhar”. A profissão moldou sua empatia e influenciou diretamente a mulher que se tornou.

Com o tempo, novos caminhos surgiram. A hotelaria nasceu a partir de um prédio familiar que atravessou crises e transformações até se tornar hotel. O que parecia apenas uma mudança de rumo revelou um propósito maior: conectar pessoas. Se antes a conexão era com os animais, na hotelaria passou a ser com histórias, vivências e relações humanas. Dessa experiência surgiu o Connect Pampa, movimento que defende o cooperativismo, o crescimento conjunto e a força das relações profundas.

Elisa hoje se reconhece principalmente como gestora,  alguém capaz de administrar diferentes negócios com base sólida e visão estratégica. A comunicação, que antes parecia um desafio, tornou-se ferramenta de posicionamento e expansão.

A maternidade também redefiniu sua forma de liderar e empreender. Para ela, não é preciso escolher entre ser mãe e ser empresária, mas entender que presença e qualidade de tempo fazem toda a diferença. As filhas são impulso diário e inspiração constante para construir um mundo melhor.

Ao longo da caminhada, houve dúvidas e cansaços. Houve momentos de querer desistir. Mas a fé sempre foi o eixo central. Elisa acredita que cada passo foi conduzido por Deus, “eu dava o passo e ele colocava o chão”, resume. É essa confiança que a mantém firme, mesmo quando a energia diminui.

Sobre ser mulher, ela faz questão de um posicionamento claro: honra profundamente aquelas que lutaram por direitos, voz e espaço. Reconhece que, sem essas conquistas, muitas oportunidades hoje não existiriam. Mas não enxerga sua trajetória a partir da vitimização. Para ela, ser mulher é missão e obra divina,  diferente da missão dos homens, mas igualmente essencial. Não se trata de comparação, mas de equilíbrio.

Quando silencia o trabalho, as redes e as responsabilidades, Elisa se define como filha de Deus. É ali que encontra paz, gratidão e direção.

Se precisasse resumir sua história além da palavra conexão, escolheria duas: sensibilidade e persistência. Sensibilidade para entender que é instrumento de algo maior. Persistência para continuar mesmo quando o caminho parecia incerto.

 

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