Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

ter, 3 de março de 2026

Vereadora Alexandra Mendes protocola Moção de Apoio pela quebra da cláusula de barreira na Polícia Civil

A proposta de quebra da cláusula de barreira no Teste de Aptidão Física (TAF) é apresentada não apenas como uma mudança burocrática, mas como uma medida estratégica para a segurança pública.

O texto abaixo está em

Na manhã desta terça-feira (3), a vereadora Alexandra Mendes (PODEMOS) oficializou uma Moção de Apoio ao movimento dos aprovados no concurso da Polícia Civil do RS e à UGEIRM — sindicato que representa os agentes da polícia no Rio Grande do Sul. O documento pleiteia a quebra da cláusula de barreira no Teste de Aptidão Física (TAF), visando ampliar o cadastro de reserva para suprir o déficit histórico de agentes no Estado.

Segundo o documento, a Polícia Civil gaúcha opera hoje com 5,4 mil agentes, quando o contingente ideal seria de 9,5 mil. Entre 2019 e 2025, o Estado perdeu 1.330 servidores. Essa defasagem faz com que mais de 80 municípios operem com apenas um policial, forçando o fechamento de delegacias durante diligências. Além disso, apenas 22 das 497 cidades gaúchas possuem delegacias especializadas no atendimento à mulher.

A moção aponta ainda que o edital atual limita a convocação para o TAF a apenas 777 vagas para Escrivão e 777 para Inspetor. Com um índice de aprovação de cerca de 20% nas provas objetivas e uma taxa histórica de reprovação nas etapas físicas e psicológicas superior a 45%, o limite atual resultaria em apenas 400 nomeações por cargo — número insuficiente para repor sequer as perdas recentes da instituição.
O texto argumenta que a eliminação da cláusula de barreira é um ato administrativo discricionário e juridicamente viável. A medida permitiria que entre 1.500 e 2.800 candidatos aprovados seguissem no certame, o que evitaria gastos com novos concursos (que podem levar até 8 anos para ocorrer) e manteria material humano qualificado à disposição do Estado.

Em nota, a vereadora reforçou que “segurança não é gasto, é investimento”, destacando a sobrecarga dos profissionais na Fronteira e a necessidade de uma resposta firme à criminalidade. O documento será encaminhado oficialmente ao Governador do Estado.

NO AR
Rádio RCC