Sérgio Paiva começou a nadar aos 14 anos por orientação médica. Um problema respiratório levou o adolescente à piscina, e o que surgiu como recomendação de saúde acabou se transformando em hábito permanente. Desde então, a prática atravessou décadas e hoje soma 60 anos de regularidade.
Desde então, a natação passou a fazer parte da rotina. Hoje, ele mantém o ritmo seis dias por semana. De segunda a sábado, organiza os horários conforme a disponibilidade de raia, preferindo nadar sozinho, no próprio tempo. Aos domingos, quando não há piscina, substitui por caminhada.
Ao longo da vida, experimentou outras modalidades. Jogou handebol e futsal na universidade, em Santa Maria, e também competiu no paraquedismo em nível estadual. Ainda assim, foi na natação que encontrou a prática que permaneceu.
Durante muitos anos treinou no União, em Porto Alegre, onde a piscina funcionava 24 horas. Pela regularidade, chegou a ser convidado para disputar competições em sua categoria. Optou por não participar. Para ele, a natação nunca esteve associada a desempenho ou resultados.
“Sempre foi saúde e prazer”, resume.
A escolha por não competir reforça o caráter pessoal que o esporte assumiu ao longo do tempo. A piscina é um espaço de organização e disciplina; o mar aberto, sua preferência. “Aí são só dois: eu e o mar.”
Sem metas competitivas, Sérgio mantém uma prática contínua, incorporada ao cotidiano. Mais do que desafio, a natação tornou-se parte natural da vida.

