Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

qui, 26 de março de 2026

Constância na água

Sérgio Paiva mantém treino seis dias por semana na piscina, sem foco em competição, mas na prática contínua da natação

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Sérgio Paiva começou a nadar aos 14 anos por orientação médica. Um problema respiratório levou o adolescente à piscina, e o que surgiu como recomendação de saúde acabou se transformando em hábito permanente. Desde então, a prática atravessou décadas e hoje soma 60 anos de regularidade.

Desde então, a natação passou a fazer parte da rotina. Hoje, ele mantém o ritmo seis dias por semana. De segunda a sábado, organiza os horários conforme a disponibilidade de raia, preferindo nadar sozinho, no próprio tempo. Aos domingos, quando não há piscina, substitui por caminhada.

Ao longo da vida, experimentou outras modalidades. Jogou handebol e futsal na universidade, em Santa Maria, e também competiu no paraquedismo em nível estadual. Ainda assim, foi na natação que encontrou a prática que permaneceu.

Durante muitos anos treinou no União, em Porto Alegre, onde a piscina funcionava 24 horas. Pela regularidade, chegou a ser convidado para disputar competições em sua categoria. Optou por não participar. Para ele, a natação nunca esteve associada a desempenho ou resultados.

“Sempre foi saúde e prazer”, resume.

A escolha por não competir reforça o caráter pessoal que o esporte assumiu ao longo do tempo. A piscina é um espaço de organização e disciplina; o mar aberto, sua preferência. “Aí são só dois: eu e o mar.”

Sem metas competitivas, Sérgio mantém uma prática contínua, incorporada ao cotidiano. Mais do que desafio, a natação tornou-se parte natural da vida.

 

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