Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

ter, 24 de fevereiro de 2026

Uma geração que elevou o padel feminino

Ao lado de outras atletas da cidade, Bibiana Amaral fortalece o esporte e inspira novas jogadoras

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Bibiana Amaral começou no padel em 2015, a partir de um convite informal feito por uma amiga, Isabela Leal. A curiosidade virou compromisso já na semana seguinte, quando iniciaram aulas com o então professor Diego Calderaro. O que era uma experiência nova se transformou em permanência no esporte e, anos depois, em convocação para representar o Brasil.

Em 2024, Bibiana integrou a delegação brasileira no Pan-Americano amador, na categoria 30-A. A experiência ganhou um significado ainda maior por ter sido compartilhada com outras três atletas de Sant’Ana do Livramento: Gabriela Duarte, Virginia Ferreira e Leticia Guerra. A participação foi resultado de uma temporada inteira de treinos, competições e organização para conciliar esporte, trabalho e vida pessoal.

Embora atue no cenário amador, a preparação exige constância. Mariana treina em quadra duas vezes por semana, mantém preparação física três vezes na semana e realiza sessões regulares de fisioterapia. O objetivo é sustentar desempenho e prevenir lesões, algo que passou a ter ainda mais importância após um episódio marcante.

Durante um torneio local, sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior e lesão no menisco. A cirurgia e o período afastada das quadras representaram um intervalo forçado na sequência competitiva. A recuperação começou imediatamente, com acompanhamento fisioterapêutico e fortalecimento muscular orientado. O retorno às competições está previsto para março.

Bibiana destaca que o crescimento do padel feminino em Sant’Ana do Livramento tem impacto direto na evolução individual das atletas. A presença de jogadoras de alto rendimento, como Ana Júlia Acunha e Manoela Duarte, que competem na categoria profissional, eleva o nível técnico dos treinos e amplia as referências locais.

Além disso, o grupo mantém uma dinâmica de parceria constante. Treinos conjuntos, troca de experiências e apoio em viagens fortalecem o coletivo. No Pan-Americano, essa união foi determinante para enfrentar a rotina intensa de jogos e a distância de casa.

Para Bibiana, levar o nome da cidade às competições nacionais e internacionais representa responsabilidade e reconhecimento de um trabalho construído em grupo. O avanço do padel local, segundo ela, está diretamente ligado à qualidade das atletas e à capacidade de compartilhar aprendizado dentro das quadras.

 

Atletas da cidade representando o Brasil em competição internacional.

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