O Lar da Infância Daniel Albornoz promoveu uma conversa pública para esclarecer à comunidade como funciona o acolhimento institucional de crianças e adolescentes, quais são os critérios legais relacionados à adoção e de que forma a população pode colaborar de maneira responsável com a instituição.
A equipe explicou que o acolhimento institucional é uma medida excepcional e provisória, adotada quando há violação de direitos, como situações de violência, negligência, abuso ou abandono. O trabalho do Lar garante proteção e acesso a direitos básicos durante o período de acolhimento. A atuação tem como foco o fortalecimento dos vínculos familiares e a reintegração segura da criança à família, seja com os pais ou com familiares da rede extensa, como avós e tios.
O acolhimento pode ocorrer por determinação judicial ou em caráter emergencial, quando há risco imediato à criança. Nesses casos, o Conselho Tutelar pode realizar o acolhimento e posteriormente comunicar o Judiciário. Ainda assim, a prioridade continua sendo localizar familiares e evitar rupturas desnecessárias de vínculos.
A equipe também reforçou que acolhimento não significa adoção. A destituição do poder familiar ocorre apenas após esgotadas todas as tentativas de reintegração e mediante decisão judicial. O processo de adoção segue exclusivamente o fluxo do Cadastro Nacional de Adoção, e não é permitido que pessoas visitem a instituição com a intenção de conhecer crianças para escolha. O sigilo e a preservação da história de cada criança são princípios obrigatórios.
Sobre o atendimento, as profissionais explicaram que o trabalho envolve acompanhamento psicossocial, orientação às educadoras, contato com as famílias e articulação com a rede pública de proteção. O atendimento psicológico no Lar não tem caráter clínico individual, mas é voltado ao contexto institucional e familiar. Mesmo após o retorno da criança ao convívio familiar, o acompanhamento pode continuar por meses, conforme avaliação técnica e determinação judicial.
O Lar também recebe voluntários, desde que as atividades sejam organizadas em formato de projeto e sigam critérios claros, como não exposição das crianças, atuação com o grupo e foco na atividade proposta. Oficinas, projetos lúdicos e ações comunitárias já fazem parte da rotina institucional. As doações continuam sendo fundamentais para a manutenção do serviço, mas a equipe orienta que sejam feitas de forma a preservar a privacidade das crianças. A
instituição funciona de acordo com as normas do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o que exige equipe técnica contratada, educadores por plantão e profissionais de apoio. O custo anual ultrapassa R$ 1 milhão. Parte dos recursos é proveniente de repasses públicos, mas uma parcela significativa depende de doações e eventos promovidos com apoio da comunidade.
Entre as próximas ações está previsto, para o dia 7 de fevereiro, um almoço beneficente no formato pague e leve, com objetivo de arrecadar recursos para melhorias estruturais na instituição.

Serviço Lar da Infância Daniel Albornoz
Contato para informações, voluntariado, doações e apoio a eventos: (55) 9 9999-5004 (coordenação)

