Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

dom, 25 de janeiro de 2026

RESUMO DE SÁBADO – 24/01/2026

Germano Rigotto - Foto: Cedida
O texto abaixo está em

Edição de Chico Bruno

Reportagens de capa

VEJA: Uma fria para paz

Por oito décadas, desde que os Estados Unidos emergiram dos escombros da Segunda Guerra Mundial introduzindo no dicionário da geopolítica moderna a noção de superpotência, o país exerceu a hegemonia fiando-se em um conjunto de regras e instituições sólidas e democráticas. Legitimou suas ações planeta afora, e não foram poucas, ainda que criticadas, à base de alianças bem tecidas. Brotaram então estatutos e organizações que estabeleceram pilares para a construção de uma nova ordem alicerçada na cooperação e em valores como a defesa dos direitos humanos e a liberdade de pensamento. Do lado ocidental, americanos e europeus se uniram para formar a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, o pacto militar voltado para conter a então poderosa União Soviética. Não que os aliados históricos tenham sempre conseguido fugir da discordância em tópicos relevantes, mas jamais se viu algo de tamanha aspereza quanto a rachadura provocada agora pelo atual ocupante da Casa Branca, Donald Trump, depois de avisar (assim mesmo) que pretendia anexar a Groenlândia…

CartaCapital: O banqueiro e o poder

O jogo bruto em Brasília e na Faria Lima para capturar a investigação sobre a quebra do Master.

Crusoé: Toffolão

Escândalo do Master evolui com encontros e negócios impróprios em resort.

Manchetes dos jornais

FOLHA DE S.PAULO – BRB tem 8 fundos ligados ao Master com imóveis, bares e ações da Ambipar

O GLOBO – Vorcaro admite à PF falta de liquidez do Master e modelo baseado no uso do FGC

O ESTADO DE S.PAULO – Irmãos de Toffoli foram sócios de um segundo resort no interior do Paraná

Correio Braziliense – Ibaneis admite encontros com Vorcaro. PHC nega que falaram sobre Master

Valor Econômico – Não circula hoje

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia

DESVENDANDO o rombo – O BRB (Banco de Brasília) tem participação em oito fundos de investimento que aparecem no esquema de fraudes do Banco Master. Com isso, o banco estatal se tornou sócio de uma teia com R$ 8 bilhões em ativos, de acordo com balanços da instituição comandada por Daniel Vorcaro e com um rastreamento feito pela Folha. Dois desses fundos têm investimentos em negócios ligados a Vorcaro. Os ativos reúnem bares, restaurantes, um empreendimento imobiliário do qual a irmã do ex-banqueiro é sócia e ações da Ambipar. Os fundos Cartago, CMX Realty III, Jeitto, Kyra, Strelitzia, Supreme Realty, Tessalia e Texas I são listados pelo Banco Central como parte do conglomerado do BRB. Isso significa que eles têm como cotista o banco estatal. Os investimentos do banco de Brasília nesses fundos mostram um tipo de ligação até então desconhecido entre o BRB e o banco de Vorcaro, liquidado em novembro pelo Banco Central. Segundo pessoas com conhecimento das operações, alguns desses fundos foram entregues ao BRB para compensar parte das perdas que o banco estatal teve com a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito podres do Master. A participação do BRB em fundos identificados na teia do Master está na mira da auditoria externa contratada pelo banco estatal de Brasília para levantar os problemas na relação com o banco de Daniel Vorcaro, segundo apurou a Folha. A reportagem procurou o BRB, o governador Ibaneis Rocha e o Banco Master, mas eles não responderam aos questionamentos.

DESVENDANDO o rombo II – Em um depoimento a PF em dezembro, o banqueiro Daniel Vorcaro reconheceu que o Banco Master estava enfrentando uma “crise de liquidez” e que o modelo de negócios dependia inteiramente do Fundo de Garantia de Crédito (FGC). A FGC é alimentada com recursos de todos os bancos, para serem ativados quando ocorre uma crise e evitar comprometer o sistema bancário. O Master, porém, oferecia títulos com uma remuneração maior do que poderia atender, já contando com a cobertura da FGC. Vorcaro também confirmou que se reuniu com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para conversar sobre a venda do Master para o BRB, o banco administrado pelo governo DF.

DESVENDANDO o rombo III – Os irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli – o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli – foram sócios de um segundo resort da rede Tayayá, em uma região que fica às margens do Rio Paraná. Conhecido como Tayayá Porto Rico, o empreendimento ainda não teve suas obras concluídas, mas promete ser ainda mais luxuoso do que o primeiro resort do qual os irmãos foram sócios, em Ribeirão Claro (PR). Esse novo empreendimento terá 240 apartamentos e 300 casas. Parte desses imóveis tem mais de 300 metros quadrados. Localizado na cidade de São Pedro, na divisa do Paraná com Mato Grosso do Sul, fica próximo do município de Porto Rico, em uma região de praias de água doce do Estado. Em uma das festas de inauguração de uma etapa de sua construção, reuniu mais de 1,5 mil pessoas em um evento com show do cantor Seu Jorge. Publicamente, o empreendimento é tido como uma parceria entre o empresário Patrick Ferro, do ramo imobiliário, e o apresentador do SBT Carlos Roberto Massa, o Ratinho. No papel,os irmãos Toffoli detiveram, entre 2021 e 2025, 18% do empreendimento. Em fevereiro do ano passado, eles venderam sua participação. Procurado, Ratinho não se manifestou até a publicação dessa reportagem.

DESVENDANDO o rombo IV – O governador Ibaneis Rocha confirmou que esteve com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo BC, mas negou ter conversado com o empresário sobre a aquisição da instituição pelo Banco de Brasília — o banqueiro relatou as reuniões em depoimento à Polícia Federal. “Nunca tratei nada relacionado ao BRB com ele. Todas as tratativas foram feitas pelo Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB)”, afirmou Ibaneis. À coluna Eixo Capital, o advogado Cleber Lopes, da defesa do ex-CEO, disse que seu cliente, também à PF, negou a participação do chefe do Buriti nas negociações. “Todas as tratativas técnicas foram realizadas pelo então presidente e pelo corpo técnico do BRB”, informa Lopes.

TÔ fora – O Banco Central informou, em nota divulgada ontem, que o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, afirmou expressamente jamais ter recomendado ao Banco de Brasília (BRB) a aquisição de carteiras fraudulentas do Banco Master. O comunicado é uma reação a uma publicação do jornal O Globo de que Aquino pediu ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que adquirisse carteiras de crédito consignado do Master. O BC enfatizou ainda que sua área de Supervisão monitora de forma permanente os riscos e atua na busca de soluções para eventuais problemas de liquidez identificados em qualquer instituição financeira.

É sólido – O presidente do Banco de Brasília, Nelson de Souza, está tranquilo quanto à determinação do Banco Central de destacar um provisionamento de R$ 2,6 bilhões em razão das operações ocorridas com o Banco Master. Desde novembro à frente da instituição brasiliense, o executivo afirma que o banco está sólido e que avalia alternativas para assegurar a saúde financeira, como a obtenção de um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos.

FUNDO de servidores do Rio é alvo da PF – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), exonerou o diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, alvo de operação da Polícia Federal relacionada ao caso Master. A corporação apura suspeitas de irregularidades nos aportes do fundo de previdência dos servidores do Rio em títulos da instituição financeira liquidada pelo Banco Central. A Operação Barco de Papel cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em endereços no Centro, em Botafogo, na Gávea e na Urca. O foco é um conjunto de nove movimentações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024 pelo Rioprevidência, que resultaram no aporte de aproximadamente R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Master.

GOVERNADOR do DF sob ataque – Com os novos desdobramentos do caso Master e as informações de que Ibaneis Rocha havia conversado com o Daniel Vorcaro — mas, diz ele, sem tratar do BRB —, o governador será pressionado dos dois lados. No PL, a deputada Bia Kicis (DF), pré-candidata ao Senado, defende uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso. Arrisca, logo ali na frente, o partido de Jair Bolsonaro soltar a mão de Ibaneis. Na oposição tradicional, PT, Cidadania, PSB os pedidos de CPI e de impeachment estão numa crescente.

TEM que rever isso aí – Dentro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), há quem defenda que os fundos de pensão têm um grande problema de governança e isso abre brechas para rombos, como o do Rioprevidência. Quando os donos do dinheiro não são as pessoas responsáveis pelas decisões de investimentos, e essa função está sujeita a indicações políticas, a possibilidade de investir errado é enorme, haja vista a aplicação de cerca de R$ 1 bilhão no Master.

DESCONFIANÇA – O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, mais uma vez terá dificuldades de unir o partido. Mesmo ele negando, um grupo acredita que ele indicou o presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e tem dúvidas sobre a lisura da indicação. Outro grupo apoia Rueda e considera que é preciso dar tempo ao tempo. Prefere seguir a máxima “indicação não significa envolvimento em crimes”.

CAMPANHA aberta – Na entrega de mais moradias do Minha Casa Minha Vida e a celebração de 2 milhões de casas contratadas, ministros ficaram no “limite da responsabilidade” eleitoral. Renan Filho, ministro dos Transportes, chegou a mencionar que o governo Lula é o Brasil que gerou empregos, que entregou casas, que deixou de cobrar Imposto de Renda de quem recebe até R$ 5 mil, “é o que povo quer até 2030”. Jáder Filho, ministro das Cidades, foi mais direto: “Todos nós, e eu também, quero o Lula 4. Nós vamos fazer, no Lula 4, 4 milhões de casas neste Brasil”

QUE fique claro – Durante a entrega de imóveis do Minha Casa Minha Vida em Maceió, Renan Filho (que é pré-candidato ao governo de Alagoas) fez questão de justificar a ausência do pai, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Para evitar especulações, foi incisivo: “O lugar de Renan em 2026 é onde Renan sempre esteve, ao lado do presidente Lula”.

PONTOS e nós/ Renanzinho, como é conhecido o ministro, ainda fez questão de elogiar o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, do PSol. Renan Filho quer a esquerda alagoana fechada com seu projeto ao governo estadual. “Tens aqui um admirador, como lhe disse na sua sala esses dias. Seja bem-vindo ao nosso governo, porque a sua presença eleva voz, eleva força e eleva a presença do governo Lula em todo país”. Houve muita gente que teve a seguinte leitura: “Me ajude a trazer a esquerda”.

NOVA presidência – Bia Kicis será a nova presidente da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado em 2026. Ela usará o mandato para trabalhar projetos de demanda do mercado, como a atualização da tabela do microempreendedor individual (MEI).

O “POLVO” do caso Master – Sob fogo cruzado desde que foi sorteado relator do caso Master/BRB, em 29 de novembro do ano passado, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), não conseguirá segurar todas as pontas da ampla investigação que recai sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A operação no Rio de Janeiro, determinada pela 6ª Vara Federal, é a prova disso. Com tantos municípios e alguns estados envolvidos na compra de títulos sem lastro, a aposta de muitos é de o caso se desdobrará em vários outros, a fim de averiguar a situação dos fundos de pensão que tentaram se capitalizar em cima do castelo de cartas de Vorcaro. Nesses casos, ficará difícil Toffoli atuar mais de perto. Tal como a Operação Lava-Jato, esse processo terá muitos “tentáculos”. E haja trabalho/ Toffoli, no entanto, não deixará de seguir com a investigação. E nem se afastar da relatoria. Aliados dele no STF dizem que, até aqui, não há notícia de que ele tenha engavetado qualquer pedido do antigo relator, desembargador Ricardo Soares Leite. Os depoimentos tomados em 30 de dezembro, e muitos dos que estão marcados para a semana que vem, estavam autorizados desde 15 de dezembro. Dentro da própria Polícia Federal (PF), há quem diga que houve demora nas marcações. Amigos do ministro consideram que ele não está tão isolado quanto possa parecer, haja vista a declaração de apoio do presidente do STF, Edson Fachin, e o arquivamento do pedido de impedimento e suspeição do ministro para relatar o caso por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

DEFESA das relações – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o Conselho da Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o mundo vive o enfraquecimento do multilateralismo pela imposição da “lei do mais forte”. A crítica foi feita no 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador. Segundo Lula, o cenário internacional aponta para o avanço de práticas unilaterais que colocam em xeque a Carta das Nações Unidas e o papel da ONU. “O multilateralismo está sendo jogado for. Está prevalecendo a lei do mais forte, a Carta da ONU está sendo rasgada”, disse. O presidente criticou a proposta de Trump de criar uma nova organização internacional sob controle centralizado. “Ao invés de corrigir a ONU, como a gente reivindica desde 2003, o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU que ele é o dono”, lamentou, re forçando que o Brasil não adota alinhamentos automáticos.

FALTA vergonha – Pela primeira vez desde que o caso veio à tona, o presidente Luiz Inácio Lula da Sil a fez um comentário público sobre a crise causada pela fraude no Banco Master. Para ele, muita gente por “falta de vergonha na cara” defende Daniel Vorcaro, dono da instituição liquidada extrajudicialmentepelo Banco Central. “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões neste país”, afirmou o presidente, referindo-se aos recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que serão usados para pagar os credores lesados pelos fundos de investimentos sem consistência do Master.

SAÍDA difícil – A nota divulgada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em defesa da atuação da Corte e do ministro Dias Toffoli na investigação do Banco Master, trouxe, além dos recados, indicações sobre possíveis próximos passos do Judiciário sobre o caso. Nos bastidores, o magistrado tenta convencer o relator a retornar os inquéritos para a primeira ins tância. A estratégia é vista como uma solução menos desgastante. Na Justiça Federal, as apurações corriam em separado em Brasília e em São Paulo. O processo foi parar no Supremo por causa do suposto envolvimento do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), em função da negociação — que não se concretizou — de uma área na Bahia. A decisão de mandar o processo à primeira instância caberá ao próprio Toffoli, porém ele não sinalizou se pretende ou quando poderia remeter o caso. Para os integrantes da Corte e especialistas ouvidos pelo Correio, isso poderia ajudar a conter a crise.

PREVINIR é melhor – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, ontem, a retira da imediata de acampamentos e proibiu a permanência de manifestantes nas imediações do Complexo da Papuda, em Brasília, incluindo a Papudinha, onde Jair Bolsonaro cumpre pena em regime fechado. A decisão atende a uma representação da Procuradoria-Geral da República, que apontou a instalação de barracas por apoiadores do ex-presidente após a transferência para o complexo prisional.

CAMINHADA de Nikolas tem mutirão de selfies – Na caminhada de Nikolas Ferreira (PL-MG), sobram celulares e falta estrutura para garantir a segurança de apoiadores. Nesta sexta-feira (23), o deputado saiu de um povoado em Cristalina, em direção à também cidade goiana de Luziânia em protesto contra a condenação dos acusados de tentativa de golpe de Estado. O parlamentar partiu na segunda-feira (19) de Paracatu, em Minas Gerais, e seguirá a Brasília, onde pretende chegar no domingo (25), após 240 km caminhados. Participantes da caminhada falavam em 400 apoiadores. A Folha acompanhou uma parte do trajeto nesta sexta. O clima de festa que inaugurou a manhã, às 8h30, foi se esvaindo entre os que caminhavam enquanto aumentava o número de quilômetros andados. Por volta das 13h, muitos perguntavam onde seria o almoço, e nem mesmo a assessoria do deputado sabia informar. O grupo só chegou a um posto de parada para comer por volta das 15h. Enquanto alguns apoiadores e parlamentares aliados revezaram entre andar e seguir de carro, os que não tinham essa escolha se sentavam no acostamento da rodovia para descansar e contavam apenas com a distribuição de comida e água em alguns pontos do trajeto, feita por outros apoiadores. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) afirmou que a caminhada oferece “riscos de segurança”.

BRIGA entre Malafaia, Damares e Valadão – O pastor Silas Malafaia acusou Damares Alves (Republicanos-DF) de ser “leviana linguaruda” ao falar em “grandes igrejas” envolvidas nas “falcatruas” investigadas pela CPMI do INSS, sem dar nome aos bois. Ato contínuo, a senadora divulgou igrejas e pastores na mira da comissão e retrucou que faria bem a Malafaia “orar um pouco”. O pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, foi citado por Damares e não deixou barato. Em vídeo, maldiz “a fofoca nessa língua do capeta” e afirma ser “inadmissível você falar da igreja do outro”.

POLÍCIA fecha central de golpes digitais na Faria Lima – A Polícia Civil de São Paulo fechou uma central de golpes que funcionava em um prédio na avenida Brigadeiro Faria Lima, considerada um dos principais centros financeiros do Brasil. As vítimas eram preferencialmente idosos, que acabavam convencidos a pagar valores que não deviam, sob ameaça de bloqueio das aposentadorias, protestos e penhora de bens. Quatro mulheres apontadas como chefes do esquema foram presas suspeitas de aplicar golpes financeiros sob a promessa de limpar o registro cadastral de pessoas endividadas em troca de pagamento. O serviço, contudo, nunca seria entregue. Outros dez suspeitos foram detidos.

CAMINHO alternativo – O racha entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas abriu espaço para a candidatura de Ratinho Jr. à presidência com apoio do PSD, liderado por Gilberto Kassab. Ratinho Jr. vê oportunidade política na indefinição entre Flávio e Tarcísio, que atrasa a organização da direita. No entanto, enfrenta desafios regionais devido a alianças locais do PSD, especialmente em estados estratégicos como Rio de Janeiro e Bahia.

DIREITA dividida – O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, declarou que o apoio da direita à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência ainda está dividido, mencionando Tarcísio de Freitas como uma opção preferencial. Pereira criticou Eduardo Bolsonaro por comentários sobre Tarcísio e destacou a resistência de líderes evangélicos ao nome de Flávio, sugerindo uma chapa Tarcísio e Michelle Bolsonaro como mais competitiva.

SEM os erros de Bolsonaro – Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à presidência em 2026, afirma que o PL busca uma estrutura “mais profissional” para evitar erros das campanhas anteriores de Jair Bolsonaro. Marinho destaca a necessidade de aprender com o passado e potencializar acertos. O partido prepara um plano de governo e visa consolidar Flávio como candidato forte, com apoio de Tarcísio de Freitas no momento oportuno.

LULA reúne rivais históricos em Alagoas – A viagem do presidente Lula a Alagoas reuniu rivais políticos, como Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP), em meio a uma indefinição eleitoral. O evento, que celebrará a construção de 2 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida, também contará com a presença do prefeito de Maceió, JHC (PL), cuja candidatura ao governo estadual é incerta e pode impactar alianças locais. Durante o evento, um sósia de Lula chamou atenção ao usar vestes similares às do presidente, provocando risadas de Lula e comentários do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

LENHA na fogueira – A aliança entre PL e Novo em Santa Catarina, com a indicação de Adriano Silva como vice na chapa de Jorginho Mello, agita as articulações para o Senado, gerando tensões entre bolsonaristas e afastando o MDB da chapa majoritária. O MDB agora considera apoiar João Rodrigues, enquanto Caroline de Toni (PL) pode mudar para o Novo. A composição política no estado está em transformação, com possíveis novos alinhamentos para as eleições.

CORRIDA para atrair Centrão – O Centrão está dividido entre apoiar Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) na disputa pelo governo do Rio. Enquanto Ruas busca alianças com partidos como PP e União Brasil para garantir competitividade, Paes investe em conversas com líderes do PP. A escolha do candidato é influenciada pela possível desincompatibilização de Cláudio Castro e a eleição indireta na Alerj. Ruas só encara a candidatura se houver apoio sólido e maioria garantida na Casa.

LUZEMA pifou – Beneficiado nas eleições de 2022 pelo voto ‘Luzema’, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), não está conseguindo atrair o eleitorado lulista e nem o declaradamente bolsonarista neste ano. No pleito anterior, quando foi reeleito no primeiro turno com 56% dos votos, a principal base do mineiro vinha da direita ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ele também conquistou quase 40% dos eleitores que votavam, em Minas, tanto no presidente Lula como em Romeu Zema, fenômeno apelidado de ‘Luzema’. Na primeira pesquisa Genial/Quaest deste ano, no entanto, o governador de Minas apareceu com 0% dos votos entre lulistas, e com apenas 2% dos votos entre os bolsonaristas. Mesmo entre os que se dizem independentes ou integrantes da direita não-bolsonarista, Zema marcou apenas 3% dos votos.

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