Edição de Chico Bruno
Manchetes dos jornais
FOLHA DE S.PAULO – Morte violenta no país cai a mínima histórica; letalidade policial segue alta
O ESTADO DE S.PAULO – Contra tarifa, Brasil propõe mais comércio e investimento nos EUA
CORREIO BRAZILIENSE – Feminicídio no Brasil chega ao pior índice desde 2015
O GLOBO – EUA manifestam interesse em minerais críticos do Brasil, e Lula rebate
Valor Econômico – Tarifaço ofusca resultados do 2º trimestre
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes
Segurança pública – O Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais em 2024, seguindo uma tendência de queda nos assassinatos que teve início em 2018, mostram dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados nesta quinta-feira (24). O resultado do ano passado é o menor da série histórica, que começou em 2011, e representou uma queda de 5% em relação a 2023. As mortes decorrentes de intervenção policial foram 6.243 em 2024. Houve queda de 2,7% na comparação com 2023 (6.413 mortos), em um ritmo menor do que a redução geral de assassinatos. Isso fez com que, no universo das mortes violentas intencionais do país, aumentasse a proporção da letalidade policial. Entre as 27 unidades da federação, 12 tiveram aumento nas mortes causadas por policiais, o que freia uma queda ainda maior da violência. Entre as unidades da federação, o Amapá continua a figurar como a mais violenta, com 45,1 mortes a cada 100 mil habitantes, embora o estado tenha registrado diminuição na comparação com 2023. Na outra ponta da lista está São Paulo, com 8,2 mortos por 100 mil habitantes, apesar de ser um dos quatro estados com aumento na mortalidade em 2024, contrariando a tendência nacional. Junto a SP, que registrou 7,5% de aumento, estão Maranhão (12,1%), Ceará (10,9%) e Minas Gerais (5%). Santa Catarina manteve-se estável, e outras 22 unidades da federação tiveram quedas na taxa de mortes violentas.
Proposta nacional – Os governos do Brasil e dos Estados Unidos mantiveram “conversas reservadas”, nos últimos dias, e negociaram caminhos para evitar que o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras entre em vigor no dia 1.º de agosto. Foi a primeira vez que o tom do diálogo saiu do “perde-perde” para o “ganha-ganha”, sem nenhum tipo de implicação no campo jurídico, como definiu o vice-presidente Geraldo Alckmin ao Estadão. Alckmin se reuniu no sábado, por videoconferência, com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. Os dois também tiveram reuniões virtuais em pelo menos outras duas ocasiões. “Destaquei que o presidente Lula tem orientado a negociação, sem contaminação política nem ideológica”, disse Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. “Foi uma conversa longa, de aproximadamente 50 minutos”. Na reunião virtual de sábado, o Brasil fez acenos para ampliar “significativamente” os laços comerciais e de investimentos entre os dois países.
Tragédia nacional – Ser mulher no Brasil está cada vez mais perigoso. Em 2024, 1.492 cidadãs foram assassinadas apenas por causa de sua condição feminina. É o número mais alto registrado nos últimos 10 anos, de acordo com a 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Apesar de a legislação ter tipificado o feminicídio em 2015, a brutalidade doméstica continua fortemente presente no cotidiano nacional. Segundo o Anuário da Violência, 63% das vítimas eram negras. A maior parte dos crimes (64%) ocorreram em ambiente doméstico, e os agressores utilizaram arma branca em 48% dos casos. Ao Correio, o governo federal informou que está investindo na construção de mais abrigos para as vítimas, conhecidos como Casa da Mulher Brasileira, no serviço Ligue 180 e no uso de plataformas digitais para combater a sanha criminosa dos homens.
Minerais raros do Brasil – O encarregado de negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar, expressou interesse dos EUA em minerais críticos do Brasil como lítio e nióbio, em reunião com o Ibram. No entanto, qualquer negociação deve ser decidida pelo governo brasileiro, já que esses minerais são bens da União. A tensão entre os países cresce devido à previsão de uma sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras. Uma comitiva de empresários brasileiros planeja viagem aos EUA para negociações. O presidente Lula afirmou que “ninguém põe a mão” nas reservas brasileiras, enfatizando a soberania nacional sobre ouro, petróleo, florestas e minerais estratégicos. A declaração foi uma resposta ao interesse dos EUA em acordos para adquirir minerais críticos do Brasil, como lítio e nióbio. Lula destacou a responsabilidade de proteger os recursos naturais e a população do país, frisando que o Brasil é dos brasileiros.
Resultado ofuscado – As tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, às exportações brasileiras estão no centro das atenções dos investidores e devem dominar a temporada de divulgação dos balanços do 2º trimestre. O tema esteve em destaque na teleconferência da WEG ontem. A empresa apresentou resultados abaixo do esperado, com desaceleração sobretudo no mercado externo, em meio às incertezas globais, o que pode ser agravado pelo tarifaço. O temor com a taxação deve tirar o brilho da temporada do 2º trimestre do ano, que será positiva principalmente para as companhias voltadas ao mercado doméstico, segundo analistas. Além da WEG, estão no foco das atenções do mercado empresas de bens de capital, como Embraer e Tupy. As três têm participação relevante do mercado americano em seus resultados. Empresas de commodities, como Petrobras e Suzano, por sua vez, têm mais flexibilidade operacional para encontrar novos mercados.
Moraes adverte a Bolsonaro – A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre se Jair Bolsonaro burlou as medidas restritivas a ele impostas, foi recebida com receio pelos apoiadores do ex-presidente, pois a veem como deliberadamente dúbia. O magistrado afirma que Bolsonaro não está proibido de falar com a imprensa ou de se pronunciar, mas trechos especialmente selecionados não podem ser reproduzidos pelas redes sociais dele nem de terceiros — caso contrário, será preso por violar as regras a que está sujeito. Na prática, isso pode levá-lo a manter-se em silêncio e a evitar se manifestar em público. Moraes, inclusive, dirige-se diretamente na decisão ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontando-o como um braço daquilo que classificou como “milícia digital” que age nas redes sociais com o intuito de atacar o STF e as instituições do Estado brasileiro. O ministro observa que tudo aquilo que se relaciona ao ex-presidente é rapidamente replicado, sendo que alguns cortes especialmente contundentes à institucionalidade são reproduzidos e divulgados ainda mais velozmente, com o objetivo de induzir setores da opinião pública.
Lula: que ex-presidente pague pelas “merdas” – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o discurso que fez no 1° Encontro Regional de Educação Escolar Quilombola do Sudes te, ontem, para falar do processo em que Jair Bolsonaro é réu, no Supremo Tribunal federal (STF), por tentativa de golpe de Estado. Disse que o ex-presidente “fez as merdas que fez” e que “pague pelas merdas que fez e respeite o povo brasileiro”. Lula acrescentou que “aqui (no Brasil) tem Justiça”. “[Bolsonaro] preparou um golpe, nós ficamos vendo. A polícia investigou, eles mesmos se delataram. Agora, ele foi indiciado, o procurador-geral [da República] pediu a condenação dele e ele vai, sim senhor, se a Justiça decidir com base nos autos do processo, para o xilindró”, disse.
Nova ameaça via embaixada – A embaixada dos Estados Unidos voltou a replicar mais uma mensagem ameaçadora do subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, na qual acusa o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ser o “coração pulsante” do processo de “perseguição” e “censura” contra Jair Bolsonaro. A postagem no X (antigo Twitter) foi feita depois de o magistrado divulgar a resposta à defesa do ex-presidente, na qual explicita o alcance das medidas restritivas que impusera. Segundo a publicação de Beattie, “graças à liderança do presidente (Donald) Trump e do secretário (de Estado Marco) Rubio, estamos atentos e tomando as devidas providências”. O subsecretário deixa no ar quais seriam essas “providências”, mas, na semana passada, o visto de Moraes e de mais sete ministros do STF para entrada nos EUA foi suspenso.
Minervino Júnior no The New York Times – A imagem capturada por Minervino Junior, fotojornalista do Correio Braziliense, na passagem de Jair Bolsonaro pela Câmara dos Deputados, na segunda-feira, estampou uma das principais matérias do The New York Times. Publicada na quarta-feira sob o título Flaunting an Ankle Tag, Brazil’s Bolsonaro Joins an Unusual Club (“Ostentando uma tornozeleira eletrônica, Bolsonaro se junta a um clube incomum”), o jornal norte-americano — um dos mais prestigiados do mundo — destaca a imagem do ex-presidente exibindo a tornozeleira eletrônica. Ao afirmar que se tratava de uma “suprema humilhação” a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro puxou a perna esquerda da calça e mostrou o equipamento. Nesse momento, Minervino não titubeou — e disparou o motor da máquina fotográfica, imortalizando a cena.
Militar diz ser o autor do “Punhal Verde e Amarelo” – O general da reserva Mario Fernandes admitiu, ontem, que foi o autor do “Plano Punhal Verde e Amarelo” que, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), visava o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes — com o objetivo de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A confissão ocorreu durante interrogatório na Corte das testemunhas do núcleo 2 da trama golpista. A audiência foi conduzida por um juiz instrutor designado por Moraes. Mario Fernandes confirmou a autoria do material encontrado em seus dispositivos eletrônicos, mas minimizou o conteúdo e disse que se tratava apenas de uma análise individual. “Esse arquivo digital, que retrata um pensamento meu que foi digitalizado, é um estudo de situação. Uma análise de riscos que fiz e, por costume próprio, resolvi digitalizar. Esse pensamento digitalizado não foi compartilhado com ninguém”, disse. No depoimento, o militar tentou afastar a ideia de que o plano seria colocado em prática. Ele afirmou que o material foi impresso apenas para leitura pessoal e que logo em seguida o rasgou. “Imprimi por um costume pessoal de evitar ler documentos na tela. Imprimi para mim. Logo de pois, rasguei”, alegou.
União contra a tarifa – O deputado Fausto Pinato (PP-SP) publicou um manifesto em defesa da união dos brasileiros a fim de evitar o tarifaço de Donald Trump aos produtos brasileiros. “Se não nos unirmos agora, todos perderão. Perderemos a democracia, a liberdade e a dignidade nacional. E a responsabilidade será de todos nós. Não podemos permitir que falsos profetas e falsos patriotas, que querem o poder a qualquer custo, destruam as bases do Estado Democrático de Direito”, afirmou o parlamentar.
Pelo veto integral -Nota técnica do Observatório do Clima (OC) defende o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Licenciamento Ambiental. De acordo com a análise, a sanção das novas regras criará um “caos regulatório” que ameaça a proteção ambiental, a saúde pública, os povos e comunidades tradicionais, o patrimônio histórico-cultural e os sítios arqueológicos. Contaminado Dos 66 artigos, o Observatório do Clima identificou retrocessos graves em pelo menos 42 deles. Os restantes, segundo a nota, têm caráter acessório ou limitam-se a repetir resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Medo do Pix – Na visão de Hugo Garbe, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), os ataques estrangeiros contra o Pix ocorrem por causa do potencial da ferramenta tecnológica. “Por trás da crítica está o impacto direto que ele gera sobre as receitas de gigantes americanos, principalmente as bandeiras de cartão de crédito e as big techs que lucram com intermediação financeira”, avalia.
Concorrência – “O sucesso brasileiro inspirou outros países a criarem soluções similares, aumentando o temor americano de uma descentralização das infraestruturas financeiras globais muito vinculadas ao dólar e ao sistema de pagamentos norte americano”, acrescenta o especialista.
Contratos na mira – O deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ) apresentou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) na qual reivindica a apuração de possíveis irregularidades na renovação de contratos entre a Administração Pública Federal e a empresa AC Segurança Ltda. O pedido ocorreu após o impedimento de contratação de serviços da empresa devido a Operação Dissímulo, da Polícia Federal, sob suspeita de integrar organização criminosa especializada em fraudes licitatórias e simulação de concorrência em contratos públicos que somam valores bilionários.
Punição ignorada – O parlamentar alega que, mesmo após a punição, quatro ministérios — Agricultura, Pesca, Desenvolvimento Social e Ciência e Tecnologia — renovaram contratos com a empresa. “É inadmissível que uma empresa proibida de manter contratos com o governo continue sendo contratada por órgãos federais, com recursos públicos, mesmo após sanção formal”, afirmou o parlamentar.
Devoto – Com restrições para levar adiante a agenda política, o ex-presidente Jair Bolsonaro mantém a devoção religiosa. Ontem, foi a um culto na Catedral da Bênção, em Taguatinga. Na segunda feira, antes de mostrar a tornozeleira eletrônica, participou de oração junto com parlamentares apoiadores nas dependências do Congresso. No dia 17, discursou no plenário do Senado durante sessão em homenagem póstuma ao pastor Gedelti Victalino Gueiros, cofundador da igreja evangélica Maranata.
Aviso – “Peço orações a vocês. Por muitas vezes o óbvio está na sua frente. As pessoas poderosas dessa nação, algumas dessa Casa, quando se conscientizar do óbvio, que um dia ele vai embora, ele muda”, disse Bolsonaro. No dia seguinte, o ex-presidente passou a usar tornozeleira eletrônica.
Comunicação – A especialista em comunicação organizacional Julia Scheibel lança, no próximo dia 29, o livro As novas competências para a Gestão da Comunicação no Ambiente Organizacional Contemporâneo: um Estudo com os gestores de comunicação do setor industrial. A obra aborda as competências necessárias para atuar no complexo e dinâmico ambiente das organizações, públicas ou privadas. O lançamento será na Livraria da Vila do shopping Iguatemi, às 19h.
Brasil profundo – A diáspora dos povos originários no Brasil e os ciclos da natureza são temas da exposição Andanças, de Adriane Kariú e Rômulo Barros, em cartaz até dia 27. Adriana é descendente do povo Kariú Kariri, originário do Vale do Cariri (CE) e considerado extinto pela Funai. A mostra está aberta ao público, gratuitamente, no Memorial dos Povos Indígenas.
Enquanto isso, bets seguem faturando – Segundo cálculos da Receita Federal, o governo arrecadou R$ 3,8 bilhões, em apenas seis meses, com a tributação sobre as casas de apostas. O mês de maio registou o pico de arrecadação, com R$ 814 milhões. “Para a manutenção da evolução de recolhimento de tributos, também é fundamental o acompanhamento e banimento das operações ilegais, de maneira mais firme e efetiva, para impedir que esses recursos se percam no mercado clandestino”, pontua Igor Sá, executivo da HiperBet. Estima-se que o Brasil perca R$ 10,8 bilhões por ano ao não combater o mercado ilegal de bets, de acordo com estudo da LCA Consultores e apoiado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), realizado entre abril e maio deste ano. A pesquisa ainda aponta que 61% dos entrevistados admitiram ter feito apostas em plataformas irregulares neste ano, 78% consideram difícil distinguir sites legais dos ilegais, e 72% afirmam que nem sempre conseguem verificar a regularidade das plataformas. Além disso, 73% dos apostadores afirmam ter utilizado pelo menos uma das plataformas ilegais mapeadas em 2025. As bets legalizadas defendem que as clandestinas deixem de operar no país. Especialistas afirmam que uma medida seria fazer com que os meios de pagamento impeçam operações para sites clandestinos, o que obrigaria esses apostadores a abrirem contas fora do Brasil.
Senador viaja para os EUA driblando decisão do STF – O senador Marcos do Val (Podemos-ES) viajou para os Estados Unidos, contrariando decisão recente expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Informações públicas do Governo dos Estados Unidos apontam que o parlamentar desembarcou em Miami na quinta-feira (23). A saída do senador do país foi noticiada inicialmente pelo portal UOL e confirmada pela Folha. Marcos do Val é investigado por ter feito campanha nas redes sociais contra os policiais federais que atuavam na investigação da trama golpista. Foi por conta dessa investigação que houve decisão para apreensão do passaporte dele em agosto de 2024, quando passou a ser investigado e teve as redes sociais bloqueadas. Em março deste ano, Moraes rejeitou um novo recurso do senador contra decisão que havia determinado a apreensão do seu passaporte. Em nota divulgada por sua assessoria, o parlamentar nega que “teria driblado a Justiça para viajar, durante o recesso parlamentar, aos Estados Unidos”. O texto afirma que ele viajou com o passaporte diplomático. “Meu passaporte diplomático, emitido pelo Ministério das Relações Exteriores, está válido até julho de 2027 e sem restrições. Além disso, meu visto oficial de entrada nos Estados Unidos foi recentemente renovado, com validade até 2035”, diz o texto.
PL intensifica campanha online contra Lula em resposta à estratégia do PT – Em resposta à ofensiva do PT nas redes sociais, o PL começou a impulsionar publicações que culpam Lula pelo tarifaço dos EUA, prática rara no partido. Com gastos de até R$ 1.500 por post, a iniciativa já alcançou até 800 mil impressões. Enquanto isso, o PT investiu R$ 470 mil em anúncios, destacando a taxação dos ricos, e se tornou o segundo maior anunciante no Facebook e Instagram no período recente.
Desafios de Comunicação do Governo Lula com a Justiça Tributária – A agenda de “justiça tributária” do governo Lula, que visa aliviar impostos para os mais pobres e aumentar para os mais ricos, enfrenta desafios de comunicação. Pesquisa Genial/Quaest revela que apenas 32% das pessoas de baixa renda conhecem a proposta, embora 68% apoiem a ideia de taxar mais os ricos. A medida, que já avançou na Câmara, tem potencial para mudar a percepção sobre o governo, mas enfrenta resistência se vista como divisiva.
Lula, a 5ª visita a Minas Gerais – Lula intensifica visitas a Minas Gerais para evitar novas derrotas do PT no estado, após insucessos contra Romeu Zema. O petista aposta na possível candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo, mas o senador ainda hesita, sonhando com uma vaga no STF. Enquanto isso, o cenário político mineiro se desenha incerto, com partidos como PSD e Novo em negociação. Paralelamente, Fábio Porchat lança o podcast “Senhora sua mãe”, focando em entrevistas com celebridades e suas mães.
Minha Opinião
Não é hora de bravatas
O Presidente Lula, diante desta crise comercial entre Brasil e EUA, continua com suas bravatas e discursos políticos inflamados, que nada ajudam na reversão das decisões truculentas do Presidente Trump
A hora é de intensificar as negociações, com argumentos técnicos, que levem em conta os interesses comerciais dos dois países
As divergências que Lula possa ter com Trump, deveriam ser deixadas de lado com o fortalecimento de todos os canais de diálogo. Isto não significa ceder naquilo que não depende dele, como decisões do STF
Não é hora de pensar em tirar proveito político de erros dos outros
Não é hora de discursos, até irresponsáveis para o momento, mas sim de buscar caminhos que afastem esta ameaça de tarifaço com todas suas consequências
Se pudesse dar um conselho ao Presidente, diria: Lula fale menos, e trabalhe mais. Chega de bravatas!