03/11/2026
Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS
FOLHA DE S.PAULO: Lula pode indicar6 diretores do BC e isolar Galípolo, teme o mercado
Valor Econômico: Mercado aposta que taxa Selic pare de cair e teme soluções heterodoxas na economia
O GLOBO: Custo de vida e política migratória ameaçam Trump
O ESTADO DE S.PAULO: EUA votam hoje sob o temor de contestação de Trump
Correio Braziliense: PEC da Segurança testa relação de Lula com o Congresso no pós-eleição
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
CONJUNTURA mercadista – O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá indicar mais seis nomes para a diretoria do Banco Central até o fim de 2027. A possibilidade de mudança do perfil do BC e, portanto, do colegiado do Copom (Comitê de Política Monetária), que decide o rumo dos juros do país, entrou no radar de participantes do mercado financeiro após a vitória do petista nas eleições. A possibilidade de mudança do perfil do BC e, portanto, do colegiado do Copom (Comitê de Política Monetária), que decide o rumo dos juros do país, entrou no radar de participantes do mercado financeiro após a vitória do petista nas eleições. A depender do perfil dos novos nomes, esse quadro poderia isolar Galípolo no último ano de sua gestão no BC. O chefe da autarquia tem sido alvo de críticas de integrantes do PT e do governo, inclusive da equipe econômica, que o culpam pela alta da dívida pública em decorrência dos juros elevados. A incerteza com relação à composição do Copom é vista por parte do mercado financeiro como uma fonte de volatilidade. Há temor de que o governo, crítico da atual política de juros, escolha nomes mais heterodoxos para o colegiado do BC, o que traria um risco significativo para o controle da inflação. Para economistas ouvidos pela Folha, a escolha de diretores que se mostrem comprometidos com a meta de inflação seria uma sinalização importante para assegurar a credibilidade do BC.
ELEIÇÕES americanas – Os americanos vão às urnas hoje para renovar a Câmara dos Deputados e pouco mais de um terço do Senado, além de outros cargos estaduais e locais, mas é a reação de Donald Trump a um eventual revés que tem atraído a atenção de analistas e eleitores. Pesquisa mostra que sete em cada dez americanos acreditam que o presidente não vai reconhecer o resultado das eleições. Sem apresentar provas, Trump já questionou a confiabilidade das máquinas de votação e reclamou do voto por correio, entre outros pontos. Estados como Geórgia – onde ele perdeu em 2020 e nunca aceitou -, Ohio e Alasca, que se tornaram mais competitivos, se preparam para tentativas de interferência. O Partido Republicano de Trump deve perder a maioria da Câmara e está em disputa acirrada pelo controle do Senado. E mais, a impopular guerra contra o Irã, o custo de vida, a inteligência artificial e a imigração estão entre os temas que dominam a campanha para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos. Os republicanos têm maioria apertada na Câmara dos Representantes e no Senado, e os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras em cada uma das Casas para assumir o controle.
TESTANDO forças – A base governista do Senado e a oposição travam hoje um embate sobre segurança pública. A PEC da Segurança deve entrar na pauta da Casa, após mais de um ano e seis meses em tramitação, com texto aprovado na Câmara dos Deputados. Será o primeiro confronto entre o presidente Lula e os partidos da direita bolsonarista e da centro-direita após a vitória petista nas eleições presidenciais. O combate ao crime organizado e a reorganização do sistema, com integração maior entre estados e governo federal, serão pontos de divergência. A inclusão de uma emenda reduzindo a maioridade penal de 18 para 16 anos, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), promete acirrar os debates. No mês passado, o presidente Lula disse ser favorável à medida, nos casos de crimes hediondos, mas há fortes divergências internas no PT e nos partidos de esquerda. Caso aprovada com modificações, a PEC volta para os deputados.
O MEDO do mercado – O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá indicar mais seis nomes para a diretoria do Banco Central até o fim de 2027. Duas cadeiras estão desocupadas desde janeiro, e mais duas indicações poderão ser feitas até fevereiro do próximo ano. Outras duas vagas abrem em 31 de dezembro de 2027. A possibilidade de mudança do perfil do BC e, portanto, do colegiado do Copom (Comitê de Política Monetária), que decide o rumo dos juros do país, entrou no radar de participantes do mercado financeiro após a vitória do petista nas eleições. A principal preocupação é com a possibilidade de o BC passar a ser leniente no combate à inflação para acelerar a queda da taxa básica de juros, a Selic, em meio ao debate interno no governo sobre qual caminho adotar para a política econômica da gestão Lula 4.
TEXTO da PEC evoluiu – O Senado deve votar hoje a Proposta de Emenda à Constituição que altera profundamente a organização da segurança pública no país, endurecendo o tratamento às organizações criminosas e às milícias, além de ampliar a participação do governo federal no setor. Em entrevista ao CB.Poder, o delegado federal Sandro Avelar, ex-secretário da Segurança Pública do Distrito Federal, destaca que o texto evoluiu bastante nos últimos meses. Ele defende a aprovação da medida, ressaltando a importância de preservar a participação dos estados, para combater a criminalidade no país. Segundo Sandro, a proposta inicial, enviada ao Congresso pelo governo federal, tinha muitos problemas, por não ter sido discutida com os governos estaduais e do DF. No entanto, ele afirma que esses erros foram sendo resolvidos ao longo da tramitação da proposta no parlamento.
PROPOSTA de Lara Resende gera polêmica – Apesar de a questão fiscal não ser uma das prioridades do atual e do próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a proposta do economista André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, gerou polêmica nos últimos dias, além de críticas até de economistas de tendências divergentes. Em artigo recente, defendeu a continuidade de reformas nas políticas monetária e fiscal previstas no Real e que não foram executadas. No texto “Eu acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos”, publicado em 25 de setembro, o economista propõe uma nova meta fiscal e monetária. E, para iniciar esse novo regime, “o EM Banco Central anuncia redução gradual do juro básico, ao longo de cerca de 12 Elogios de governistas meses, para a taxa de crescimento nominal potencial mais um spread transitório de segurança de 2%, isto é, perto de 7,5% ao ano”. Essa medida, segundo ele, representaria uma economia de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), que “não ocorreria imediatamente”. Mas afetaria mais da metade da dívida pública. Ou seja, os títulos indexados à taxa básica da economia (Selic), as LFTs — o que foi interpretado por muitos críticos como um “tabelamento” dos juros e “queima das reservas internacionais” para segurar o dólar.
EM defesa de Lara – A economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics (PIIE), saiu em defesa de Lara Resende, pois trabalhou com ele na equipe que ajudou a construir o Real. Segundo ela, quem leu “não entendeu” a proposta dele. Na verdade, “está baseada na desindexação dos títulos públicos atrelados à Selic” — uma indexação que é indevida na dívida porque é “herança da hiperinflação”. “As mesmas pessoas que criticam a desindexação da dívida defendida por André defendem a desindexação das aposentadorias e do salário mínimo”, criticou. Monica diz que a proposta de Lara Resende não é simples, mas está resgatando o que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “A sofisticação dessa proposta está se perdendo em um debate que apenas está vendo a superfície da discussão”, lamentou, em conversa com a coluna.
ANACRONISMOS da dívida – Ao explicar a proposta de Lara Resende sobre a desindexação da dívida pública, Monica de Bolle lembrou que ela não se comporta como a de outros países que emitem títulos públicos em moeda própria. Por isso ela é anacrônica, como cita o artigo. “No Brasil, a nossa dívida pública não é passível de corrosão inflacionária, porque tem uma montanha indexada à Selic, porque tinha que proteger o credor da hiperinflação. Só que, hoje, isso não é mais necessário. Mas piora muito os nossos riscos, porque toda vez que a inflação sobe, em vez de isso corroer um pouco a dívida pública, aumenta a dívida pública, porque ela está indexada”, afirmou. Vale lembrar que, em setembro, R$ 4,8 trilhões do total de títulos públicos da Dívida Pública Federal (DPF) — de R$ 9,8 trilhões — eram indexados à taxa Selic, conforme dados do Tesouro Nacional.
RISCO do overnight – Uma das piores lembranças para o governo na época da hiperinflação era o overnight, pois a maior parte da dívida pública vencia em menos de um ano por conta da baixa credibilidade da capacidade do governo em honrar seus compromissos. Como a maior parte do endividamento federal é interno, a redução dos prazos e a indexação à taxa Selic não deixam de ser preocupantes, de acordo com Monica de Bolle em conversa com a coluna. “O país caminha para isso novamente, pois o credor está encurtando os prazos dos títulos públicos e esse mecanismo tem muita quebradeira envolvida”, alertou. Conforme dados do Banco Central, R$ 5,5 trilhões dos R$ 9,8 trilhões da dívida líquida interna (ou seja, 56%) somados aos R$ 1,8 trilhão que vencem entre três e cinco anos, esse valor sobe para R$ 7,3 trilhões (73,4% do total).
CRÍTICAS de ortodoxos e heterodoxos – Nas redes sociais e no Substack, plataforma onde Lara Resende publicou o artigo, não faltam críticas à proposta. O economista desenvolvimentista e professor da Universidade de Brasília (UnB) José Luis Oreiro classificou a proposta de “voluntarismo ingênuo” por ignorar a assimetria da hierarquia internacional de moedas. Ele ainda considera “absolutamente impossível” realizar a proposta “sem deflagrar uma crise cambial de grandes proporções”. Já a economista e ex-secretária do Tesouro Ana Paula Vescovi criticou o uso das reservas, considerado arriscado. “A proposta promete economizar juros. Falta demonstrar que essa economia não será paga com os dólares das reservas”, escreveu.
ELOGIOS de governistas – Lara Resende recebeu, porém, elogios de petistas ferrenhos, como a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) — ela disse que o artigo “é fundamental para entender a ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira”. Outro integrante da campanha de Lula, o economista José Sérgio Gabrielli, chegou a distribuir um texto de 11 páginas elogiando o artigo de Resende. “Merece atenção especial a proposta de André Lara Resende de criação de um mecanismo mais amplo do que o CMN (Conselho Monetário Nacional) para coordenar a política monetária e fiscal no Brasil. O pior dos mundos é a situação de conflito de objetivos entre as duas políticas no curto prazo”, escreveu. “A política fiscal deve ser suficientemente flexível para se ajustar a um cenário de redução, bem como de crescimento da economia”, acrescentou.
“Viva o equilíbrio fiscal!” – Nome petista mais cotado para ser o ministro da Fazenda do quarto mandato de Lula, com razoável aceitação no mercado financeiro, o matemático e governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, aproveitou as redes sociais, ontem, para confirmar o atual secretário estadual de Fazenda, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior. “O Piauí é o primeiro lugar do Brasil em taxa de investimentos públicos em relação a receita. Possui capacidade de pagamento B+ (segundo o Tesouro Nacional), despesa de pessoal controlada (38%). Um dos dois únicos estados do Brasil que não tem dívida junto ao governo federal. Temos taxa de endividamento total inferior à metade da taxa de endividamento de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, escreveu. Fonteles termina o texto com a frase: “Viva o equilíbrio fiscal!” Uma fonte do governo disse que o presidente não fez convite a Fonteles e que o governador, apesar de negar a intenção de comandar o ministério, aguarda uma conversa com Lula sobre o assunto.
DIREITA dividida contra Alcolumbre – A corrida pela presidência do Senado Federal abriu uma nova frente de disputa entre os partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com os olhos voltados para 2027, lideranças da direita e do centro-direita intensificaram as articulações para conquistar o comando da Casa e ampliar a in fluência sobre o próximo mandato do petista. Entre os nomes colocados estão Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial derrotada de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro. Do outro lado, o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha para preservar sua base de sustentação e viabilizar a permanência no cargo.
VORCARO aciona OEA – A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), para denunciar o Estado brasileiro por supostas violações de direitos e tentar reverter a prisão preventiva do empresário. No documento, os advogados citam crise no STF e argumentam que a manutenção da prisão sem revisão periódica viola garantias processuais. Também questionam o vazamento de conversas íntimas encontradas no celular do empresário e dizem que parte do conteúdo extraído foi alterado.
JANONES visita Cristina – O deputado federal André Janones (Rede-MG) se reuniu, ontem, com a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, em Buenos Aires. A conversa ocorreu no apartamento onde a ex–chefe de Estado cumpre prisão domiciliar, após ser condenada a seis anos de detenção por corrupção em um processo envolvendo a licitação de obras rodoviárias. A agenda faz parte de uma articulação política com lideranças da oposição ao presidente argentino Javier Milei. Janones esteve acompanhado do marqueteiro Rafael Marroquim e do diretor de cinema Chico Kertész. Os dois profissionais participaram da campanha que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. O grupo levou à Argentina a experiência da disputa eleitoral brasileira, com foco nas estratégias de comunicação e mobilização digital utilizadas para impulsionar a candidatura petista.
TENHAM paciência – O presidente Lula tem descartado, em conversas com aliados, antecipar a nomeação do ministro da Fazenda de seu quarto mandato para acalmar o mercado financeiro. A tendência é que ele indique o chefe da equipe econômica apenas na volta de uma viagem internacional que iniciará daqui a uma semana. O presidente deve ir à Turquia, para a COP31, e cogita emendar uma participação em encontro de países do Sudeste Asiático, nas Filipinas, retornando apenas no final de novembro. Lula tem dito que antecipar o nome da Fazenda seria uma concessão indevida ao mercado, segmento que sempre lhe foi hostil. Os nomes mais cotados são os do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), mas não está descartada a permanência de Dario Durigan. Os integrantes do ministério devem começar a ser anunciados em três a quatro semanas.
ORA por Flávio – Derrotado nas eleições presidenciais deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL) fez neste domingo (1º) sua primeira aparição pública desde que fugiu para os EUA. Ele participou de um culto evangélico ao lado do irmão, Eduardo Bolsonaro, no estado da Flórida. O senador, que também estava acompanhado da esposa Fernanda Bolsonaro, participou de um culto na igreja Celeiro, do pastor José Maurício Fernandes, conhecido como Paizão. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o pastor Paizão se dirige a Flávio durante o culto deste domingo e afirma: “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E, se perder, você está ganhando”.
RECEITA de Renan Santos – O ativista Renan Santos (Missão), que ficou em quarto lugar no primeiro turno da eleição presidencial, tem um conselho para a direita vencer o PT em 2030. Ele tem defendido que esse espectro político abandone os métodos bolsonaristas e aprenda com quem já teve sucesso no passado enfrentando os petistas. Renan tem como inspiração o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que por duas vezes derrotou o presidente Lula (PT) e se elegeu no primeiro turno em 1994 e em 1998, um recorde desde a redemocratização. “Se você quiser voltar a vencer o PT, tem que olhar quem venceu. Na história um homem venceu o PT duas vezes no primeiro turno, o nome dele era Fernando Henrique Cardoso. Ele não se definia como direita e não ficava pisando em ninguém. Curiosamente, entregou reformas, arrumou a economia brasileira, resolveu problemas concretos”, afirmou o ex-candidato do Missão, que obteve 2,7 milhões de votos em sua primeira disputa presidencial, superando os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
QUEREM distância – Depois de ensaiarem uma neutralidade na eleição presidencial e terem aderido com mais vigor à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, lideranças evangélicas de igrejas como a Universal e as Assembleias de Deus passaram a adotar um distanciamento estratégico do grupo político do senador, em especial após a tentativa do candidato derrotado ao Planalto de contestar o resultado das urnas e a fuga para os Estados Unidos. O vaivém de pastores em relação a Flávio ocorre em meio ao desempenho abaixo do esperado, em outubro, de políticos ligados ao segmento: enquanto nomes do bolsonarismo aumentaram suas votações com acenos aos fiéis, parlamentares apoiados por igrejas perderam espaço e acabaram não se reelegendo.
Nesta segunda-feira, em mais um momento simbólico da busca bolsonarista por apoio no meio evangélico, Flávio recebeu afagos ao participar de um culto organizado por pastores brasileiros na Flórida. Ao lado do irmão Eduardo e das respectivas esposas, o senador escolheu a agenda religiosa como primeira aparição pública após deixar o Brasil. Lideranças das maiores igrejas do Brasil, porém, têm procurado demarcar distância de Flávio desde a derrota eleitoral e da publicação de uma carta com teor golpista após a chegada aos EUA, na semana passada. No dia seguinte à eleição, o bispo Alessandro Paschoall, uma espécie de porta-voz de assuntos políticos da Universal, republicou o trecho de um culto no qual o bispo Edir Macedo, líder da igreja, afirma não concordar com o lema “Deus, pátria e família”, usado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
NOVA pasta – Promessa eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda durante a campanha de 2022, a recriação do Ministério da Segurança Pública deve sair do papel com a reeleição e terá como foco o combate ao crime organizado, ao feminicídio e à redução dos roubos de celulares. A tendência é que a estrutura seja criada caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança seja aprovada. O texto já passou pela Câmara, e a votação no Senado está marcada para hoje. O orçamento da pasta ainda é dúvida. Lula tem condicionado a criação do ministério à aprovação no Congresso da PEC da Segurança, que estabelece novas funções ao governo federal para gestão do tema. O texto, que já passou pela Câmara, está pautado para ser analisado no plenário do Senado nesta terça-feira.

