31/10/2026
Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS
FOLHA DE S.PAULO: Bolsa perde 17,5% e dólar avança 9% na semana depois da reeleição de Lula
O GLOBO: Itamaraty pede a diplomata argentina explicação sobre possível ajuda a Flávio
Valor Econômico: Não circula hoje
O ESTADO DE S.PAULO: Hackers roubam US$ 6,3 bi da maior corretora de criptomoedas do mundo
Correio Braziliense: Congresso dos EUA pede para Trump explicar ajuda a Flávio
REPORTAGENS DE CAPA
A VEJA em sua reportagem de capa, sob o título ‘O QUARTO ATO’, avança que “economia, segurança são os principais desafios que estarão no centro do debate político no próximo mandato de Lula, o quarto em três décadas. A CartaCapital mostra aos seus leitores, sob o título ‘LULA’, que a triunfo de Lula foi uma escolha sensata, pela qual, o eleitor salvou o Brasil do desatino e do destino do Titanic. Segundo a matéria os eleitores não escolheram o político Lula, mas o que ele representa. Já a revista Crusoé cuida, sob o título ‘PRESIDENTE DE MENTIRA’ da fuga e da intenção de Flávio Bolsonaro de ser o líder da oposição, a partir do exterior, ao candidato que o surrou nas urnas, no domingo passado.
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
BOLSA cai, dólar sobe – Os ativos domésticos encerraram a semana após a reeleição de Lula (PT) para um quarto mandato com as maiores desvalorizações do ano. A Bolsa, que chegou a atingir o patamar histórico de 200 mil pontos neste mês, recuou 17,5% na semana e 9,21% em outubro. A desvalorização semanal da Bolsa foi a quinta maior desde o início do Plano Real, em julho de 1994. É o maior recuo desde a semana encerrada em 20 de março de 2020, que marcou o início da pandemia de coronavírus. O índice caiu 18,88% naquela semana. O valor de mercado das empresas listadas na Bolsa também despencou. De acordo com dados da plataforma Economatica, as companhias brasileiras perderam R$ 996,5 bilhões em valor de mercado na semana. No câmbio, o dólar registrou a maior alta semanal em 18 anos, com avanço de 9,18%. Foi a maior valorização em uma semana desde outubro de 2008, quando a moeda subiu 9,76% em sete dias, em meio à crise hipotecária nos Estados Unidos. Na variação mensal, a moeda americana também acumulou a maior alta de 2026 ante o real, de 5,31%.
ECOS da fuga – O Ministério das Relações Exteriores convocou a encarregada de negócios da embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para pedir esclarecimentos sobre a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo país vizinho durante sua fuga para os Estados Unidos. Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, o parlamentar atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira, antes de embarcar em um avião particular com destino ao território americano. A diplomata compareceu ao Itamaraty na quinta-feira e foi recebida pelo responsável por assuntos relacionados à América do Sul. Durante o encontro, foram solicitadas informações e esclarecimentos sobre a recente passagem do candidato derrotado pelo território argentino e seus desdobramentos. A informação foi confirmada ao GLOBO por integrantes do Itamaraty. O chanceler do presidente da Argentina Javier Milei, Pablo Quirno, por sua vez, negou ter ocorrido pedido de explicações. “Falso. Não houve nenhum pedido de explicação”, postou o ministro nas redes sociais em resposta a dois jornais argentinos que repercutiram o caso.
ROUBO cibernético – O grupo de hackers TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, é acusado de atacar a Binance, maior corretora de criptomoedas, roubando US$ 6,3 bilhões, dos quais US$ 3 bilhões foram congelados. A TRM Labs, empresa de inteligência em blockchain, atribui o ataque ao grupo, associado ao Lazarus Group, conhecido por invadir a Sony em 2014. A Binance colabora com autoridades para identificar os responsáveis e suspendeu temporariamente transações. Especialistas veem os roubos como fonte de divisas para a Coreia do Norte. A empresa informou que nenhum investidor brasileiro foi afetado.
QUER saber se sim ou não? – Parlamentares norte-americanos cobraram da Casa Branca detalhes da participação de autoridades do país na fuga do senador Flávio Bolsonaro do Brasil, na terça-feira. Derrotado nas eleições presidenciais por Lula, o senador está com a família nos EUA e há indícios de que assessores do presidente Donald Trump ajudaram na logística da viagem. Investigado pelo STF e com passaportes cancelados, Flávio conseguiu deixar o território brasileiro e, há dois dias, publicou carta golpista afirmando ser “presidente eleito”, trocando rapidamente por “líder da oposição” — posicionamento reforçado ontem, em live. As declarações desagradaram aliados e autoridades dos EUA.
SEM rumo – Candidato derrotado à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou uma transmissão ao vivo no Instagram para se manifestar pela primeira vez após a fuga do país. Ele argumentou que a decisão foi para ter mais liberdade de se manifestar. “Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil”, declarou. O senador voltou a questionar, sem provas, o resultado das eleições e a atuação da Justiça Eleitoral. Disse que houve irregularidades no processo e usou a expressão “gol de mão” para se referir ao que considera vantagens indevidas do adversário. Falou ainda em “novas eleições” antes de 2030. A lisura do pleito, porém, foi atestada, inclusive, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio contou que decidiu viajar depois de uma visita ao pai, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Ao deixar a residência, foi informado por agentes da Polícia Federal sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinava a entrega dos seus passaportes e o proibia de deixar o país.
Escolha de Sofia A decisão do próximo Copom não será fácil, como disse Luis Leal, economista-chefe da G5 Partner, à coluna. “Vai ser um Copom difícil. Por um lado, há a necessidade de reduzir os juros devido às condições econômicas e, principalmente, às creditícias. O endividamento, o comprometimento da renda com serviço da dívida e a inadimplência atingem os níveis mais altos da série histórica. Por outro lado, o mercado está muito sensível e reduziu de forma relevante a expectativa de corte de juros nessa reunião. Portanto, a escolha do BC estará entre afrouxar o torniquete de um paciente que dá sinais de problemas de circulação, e correr o risco de trazer mais volatilidade aos ativos — notadamente o dólar —, ou esperar a poeira abaixar, manter os juros e correr o risco de deixar o torniquete tempo demais”, diz. Ele espera que o BC mantenha os juros no patamar atual e aguarde para ver o que acontece até dezembro. “Uma ou duas reuniões de espera vão trazer mais benefícios do que malefícios ao mercados e à economia, do que forçar um queda nesse momento”, aconselhou.
TESTE da autonomia do BC – A reunião do Copom também será um teste sobre a autonomia do BC, conquistada em 2021. É o que diz Eduardo Velho, economista-chefe da Bravonte Capital. Ele crê que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, não poderá ignorar a piora nas expectativas do mercado. E precisará dar sinais de que a autoridade monetária é realmente independente da política. Na avaliação de Velho, um BC mais prudente demanda manutenção da Selic em 13,75% ao ano, “já precificada na curva futura de juros”. Além disso, lembrou que a taxa de desemprego reduzida em 5,2% e o aumento da população ocupada “reforçam o espaço para a cautela”.
ITAÚ piora projeções – Abrindo a onda de revisões, o Itaú Unibanco atualizou as projeções macroeconômicas e fez alertas não muito animadores diante do aumento das incertezas após as eleições. Além de reduzir de 1,7% para 1,6% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano — e cortar de 1,2% para 0,5% a estimativa de alta em 2027 —, o banco reforçou a necessidade de um corte de 4% do PIB (R$ 520 bilhões), “centrado no controle das despesas”, para estabilizar a trajetória de crescimento da dívida pública. Ainda defendeu uma “âncora fiscal crível” para permitir a redução estrutural dos juros reais. Com a piora do cenário, prevê a Selic em 13,75%, na próxima reunião do Copom e ao longo de 2027. Antes, a previsão era de queda para 12,50% anuais até dezembro do ano que vem.
SINAIS trocados do governo – A atual equipe econômica de Lula e os ministros palacianos continuam dando sinais trocados sobre o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal. Enquanto integrantes da Fazenda e do Planejamento sinalizam que pretendem elaborar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) de corte de despesas obrigatórias — ainda mal explicada —, os ministros da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, disse que ajuste fiscal “não é prioridade”. Já o da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, botou lenha na fogueira ao afirmar que quem defende o ajuste “não entendeu nada do que foi essa eleição”. “O tesouraço foi derrotado nas urnas pela mobilização popular”, escreveu. Segundo analistas, Boulos e Guimarães ajudaram a colocar o dólar acima de R$ 5,40, que vai pesar na inflação.
O OTIMISTA e o cético – Apesar do pessimismo do mercado, o economista e professor do Insper Sergio Firpo está na torcida para que o governo Lula faça um ajuste fiscal no quarto mandato. Ex-secretário de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos do Ministério do Planejamento e Orçamento, Firpo deixou o governo em maio de 2025. Já o economista e ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman afirma que o governo Lula 4 não deverá fazer ajuste. Segundo ele, corre o risco de caminhar pelo mesmo caminho do segundo mandato de Dilma Rousseff. “Acho que veremos o aprofundamento da atual desaceleração”, alertou.
PERDAS de quase R$ 1 trilhão Em meio a esse cenário incerto, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) desabou 18,12% na semana — o maior tombo desde março de 2020. As empresas listadas na B3 acumularam, desde a vitória de Lula nas urnas, perdas R$ 963 bilhões em valor de mercado, segundo levantamento da Elos Ayta. Esse montante equivale a 1,31 vezes o valor de mercado da Petrobras, atualmente estimado em R$ 734 bilhões.
PRIMEIRO Copom após as eleições no centro das atenções – Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não dá sinais de que cumprirá a promessa de fazer um governo “diferente”, o mercado financeiro ficará atento aos sinais do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na penúltima reunião do ano, entre 3 e 4 de novembro. Será o primeiro Copom após as eleições. As apostas de manutenção da taxa básica da economia (Selic), atualmente em 13,75% ao ano, aumentaram e é praticamente um consenso, diante da piora das expectativas para a economia. Se houver essa confirmação, será o fim do ciclo de corte gradual dos juros, iniciado em março. Um dos motivos é a piora do cenário, especialmente para a inflação com a disparada do dólar após o resultado do segundo turno. A moeda norte-americana encerrou a semana em R$ 5,44, alta acumulada 9,04% — a maior desde a crise financeira global, em outubro de 2008. A piora das expectativas do mercado para juros futuros segue em escalada. No câmbio, o novo patamar do dólar, de R$ 5,40 para este ano, e de R$ 5,60 em 2027, conforme projeções atualizadas do Itaú Unibanco, por exemplo. Para a inflação, há projeções acima de 5%, neste ano, e no próximo. Para 2027, estimam até que pode chegar a 6%.
NA PAUTA, PEC da Segurança – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para terça-feira. Prioritário para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste fim de ano, o texto amplia as competências da União na área de segurança pública, impõe restrições a integrantes de facções criminosas e permite a criação de polícias municipais. Lula tem afirmado que, após a aprovação da PEC, criará o Ministério da Segurança Pública. A oposição vem tentando, desde a tramitação na Câmara, embutir na PEC um item prevendo a redução da idade para imputabilidade penal, condição que torna um cidadão passível de punição por um crime — hoje prevista a partir dos 18 anos de idade.
PROTEÇÃO à mulher no Mercosul – O presidente da Câmara, Hu go Motta (Republicanos-PB), enalteceu, ontem, a aprovação de acordo com o Merco sul que prevê o reconhecimento mútuo de medidas protetivas às mulheres em situação de violência de gênero. Segundo destacou o parlamentar, em vídeo publicado nas redes sociais, a iniciativa busca garantir que vítimas não percam a proteção judicial ao atravessar fronteiras. Segundo Motta, a medida assegura prioridade no atendimento às vítimas, independentemente de sua situação migratória. Na avaliação dele, a proteção não pode ser interrompida quando uma mulher deixa o território onde conseguiu uma decisão judicial contra o agressor. O acordo prevê instrumentos como a proibição de aproximação, a restrição de contato, a suspensão do porte de armas e o monitoramento eletrônico do agressor.
Meta tem de tirar “posts” que incitam demissões – A Justiça do Trabalho determinou que a Meta, dona do Instagram, do WhatsApp, do Facebook e do Threads, retire do ar, em até 24 horas, 14 publicações que incentivam empregadores a demitir, deixar de contratar ou expor funcionários em razão de suas escolhas políticas. A decisão, proferida na quinta-feira, atende a uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que acusa a circulação desse tipo de conteúdo de estimular o assédio eleitoral e a discriminação nas relações de trabalho. A medida ocorre após o crescimento das denúncias de pressão e retaliação política no ambiente profissional durante as eleições recém-concluídas. Segundo o MPT, foram registradas 3.396 denúncias de assédio eleitoral ao longo do período eleitoral. Desse total, 1.459 chegaram ao Ministério Público do Trabalho entre a meia-noite de 26 de outubro e o meio-dia de 29 de outubro, após a realização do segundo turno, em 25 de outubro. Mais de 1,1 mil denúncias foram registradas apenas nessa etapa da disputa.
MENOR taxa para o período – A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor percentual já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa recuo em re lação aos 5,4% do segundo trimestre e aos 5,6% registrados no mesmo período de 2025. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, uma redução de 4% na comparação trimestral, o equivalente a 234 mil pessoas a menos. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a queda foi de 6,9%, com redução de 417 mil pessoas. Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas chegou a 103,6 milhões, o maior contingente da série histórica. O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com acréscimo de 581 mil trabalhadores, e de 1,2% em 12 meses, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas.
LULA vai procurar centrão – O presidente Lula (PT) iniciará na próxima semana as conversas para o desenho do quarto mandato. A meta, segundo aliados, é concluir a composição da nova Esplanada dos Ministérios até 20 de dezembro. Depois do feriado de Finados, em 2 de novembro, Lula e os emissários do petista deverão negociar com partidos de centro a participação no governo. O presidente do PT, Edinho Silva, foi designado para conduzir as primeiras conversas. Diferentemente da montagem do atual mandato, em que prevaleceu o tamanho total das bancadas, o espaço de cada partido no ministério dependerá da promessa de fidelidade às pautas governistas. Além de definir a pasta que cada partido ocupará segundo a expectativa de votos no Congresso Nacional, a ideia é que só congressistas leais possam indicar nomes para cargos no Executivo. Com isso, o governo pretende evitar a experiência de votações passadas, quando partidos acomodados na Esplanada impuseram derrotas no Legislativo.
DECLARAÇÃO de Tarcísio caiu mal para alguns – A declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de que poderá disputar a Presidência em 2030, foi considerada precipitada dentro de seu próprio partido. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Tarcísio afirmou que a decisão sobre candidatura daqui a quatro anos ao Planalto será tomada em conjunto com aliados, e dependerá de ele fazer um bom governo. A manifestação foi criticada por alguns bolsonaristas, que a consideraram inoportuna, uma vez que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), autoexilado nos EUA, se proclamou líder da oposição. Por outro lado, nesta sexta-feira (30) a ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) saiu em defesa de Tarcísio, dizendo que o ex-presidente Jair Bolsonaro é grato a ele. Para um integrante do Republicanos, aliados mais ligados à família Bolsonaro sempre reagem a declarações que possam ser lidas como tentativas de criar forças alternativas na direita.
Michelle defende Tarcísio – A ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) defendeu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de ataques feitos contra por aliados de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Sem citar o enteado, ela afirmou que Jair Bolsonaro é “muito grato pelo empenho e sacrifício que —dentro de suas possibilidades —cada um fez em prol da campanha de Flávio [Bolsonaro]” e negou que ele apontasse culpados pela derrota. “Ele se entristece quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão, apontam injustamente supostos ‘culpados’ e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como [a senadora] Damares [Alves], Tarcísio [de Freitas], Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados: muito respeito, carinho e gratidão”.
LOUCURA de radicais – Apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) invadiram os perfis de Donald Trump nas redes sociais depois das eleições de domingo (25) com pedidos para que ele intervenha no Brasil e até mesmo sequestre o presidente reeleito Lula (PT), como fez com Nicolás Maduro na Venezuela, país que passou a controlar. Um levantamento da Ativaweb DataLab realizado na quinta (29), após a fuga do senador brasileiro para os EUA, identificou mensagens como “Coloniza o Brasil, nunca te pedi nada” e “Já prendeu o Maduro, chegou a vez do Lula”. O relatório, monitorou cerca de 1,2 milhão de interações no Facebook e no Instagram de Donald Trump. Apelos para que Trump “salve” ou “ajude” o Brasil correspondem a 34,1% dos comentários na rede do americano. Já pedidos de captura de Lula representaram 7,9% das mensagens analisadas. O estudo também identificou 12 variações, em português e em inglês, da provocação “Lula disse que você não tem coragem de vir buscar ele”. Narrativas de fraude eleitoral e ditadura concentraram 9,2% das interações. Nas referências à política brasileira, Lula foi citado mais que o dobro de vezes que Flávio. O nome de Moraes e termos como “ditadura”, “stolen” (roubado) e “coup” (golpe) também apareceram nos comentários com alegações de fraude.
3 em cada 4 não aceitam – A carta golpista publicada pelo candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro foi ignorada por três em cada quatro políticos eleitos pelo PL no pleito deste ano, ampliando o isolamento do senador na direita. Levantamento d
