Política destrói meus inspiradores

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Por: Gilberto Jasper
Jornalista/gilbertojasper@gmail.com
Chegou o momento da decisão. Domingo vamos às urnas para definir o futuro do Brasil. Enquanto os brasileiros “normais” ralam para pagar impostos injustos, a classe política há meses se ocupa no festival de baixarias.
O festival de benesses prometido por parte do candidato em busca da reeleição é um dos mais vergonhosos capítulos da política brasileira. O rombo fiscal é gigantesco, mas teremos muitos benefícios em caso de um novo mandato. Pequenos empreendedores terão perdões de dívidas e PIX de R$ 5 mil. Haverá compra de débitos “uma segunda chance” a quem se endividou com as BETs e empréstimos consignados.
O outro candidato promete, entre outros absurdos, queda drástica da taxa de juros, chaga que compromete as atividades produtivas e aumenta o custo de vida. Acontece que o juro não é um integrante da fórmula econômica que pode ser manipulado através de um simples canetaço – através de medida provisória, projeto de lee ou decreto. A economia tem vida própria e fazer este tipo de promessa é sinal de “demagogite aguda”.
Ao longo dos últimos meses assistimos todo tipo de mentira, manipulação, fake news e invenções. Neste período acumulei decepções dolorosas. Ao longo de mais de 40 anos de jornalismo jamais imaginei ver mestres que me inspiraram transformados em cabos eleitorais. E o pior: disseminando mentiras flagrantes, pecado mortal de jornalistas.
O mesmo acontece com antigos professores de faculdade que me serviram de guia e farol na profissão que escolhi. Outros, que ensinaram a resistir às tentações e manter a ética a qualquer custo, se apaixonaram por um dos candidatos e engrossaram o bloco dos desesperados que, a cada dia, multiplicaram mentiras ridículas.
Vi amigos de décadas rompidos, churrascos familiares trans-formados em bate-bocas de botecos com palavrões, acusações e baixarias. Até os templos religiosos se transformaram em comitês eleitorais. Algo, por sinal, que ocorre há muito tempo. Como acontece nas universidades federais, criatório de intolerância, pensamento único, manipulação e lavagem cerebral.
Que chegue logo o domingo. Depois do resultado, a certeza é de que, ao final, um dos lados fará barulho, depredações e vandalismo em caso de derrota.
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