Padé Aranda anuncia boletim de ocorrência contra vereador Leandro Ferreira e assessor após desentendimento na Câmara

Em entrevista à RCC-FM, Paulo André Flor Aranda apresentou sua versão sobre o episódio e afirmou que também pretende solicitar providências administrativas ao Legislativo, incluindo acesso ao áudio da sessão.

Crédito: Reprodução Redes Sociais
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O desentendimento ocorrido na manhã de quarta-feira, 28, durante uma sessão da Câmara de Vereadores de Sant’Ana do Livramento, ganhou novos desdobramentos na sexta-feira, 30. Em participação no programa Conversa de Fim de Tarde, da RCC-FM, Paulo André Flor Aranda, conhecido como Padé Aranda, apresentou sua versão sobre o episódio envolvendo o vereador Leandro Ferreira (PT) e explicou os motivos que, segundo ele, levaram à discussão no plenário.

A situação aconteceu durante o Grande Expediente, enquanto o parlamentar utilizava a tribuna. Na ocasião, Padé interrompeu o pronunciamento e protagonizou um confronto verbal com o vereador. O episódio levou à intervenção do vereador Lídio Mendes (Republicanos), que presidia a sessão naquele momento e determinou que o popular deixasse o plenário.

Durante a entrevista, Padé afirmou que o desentendimento teve início alguns dias antes, a partir de uma situação envolvendo uma carreata eleitoral. Segundo ele, no sábado anterior, enquanto estava no Parque Internacional, a carreata do Partido dos Trabalhadores passou pelo local. Padé negou ter direcionado ofensas a Leandro Ferreira naquela ocasião.

De acordo com seu relato, na terça-feira, 27, um assessor do vereador o abordou nas dependências da Câmara, afirmando que ele teria chamado o parlamentar de ladrão e que deveria pedir desculpas. Padé disse ter negado a acusação e relatou que interpretou a abordagem como uma ameaça.

Ainda conforme o entrevistado, no dia seguinte, enquanto acompanhava a sessão legislativa, ouviu o vereador Leandro Ferreira fazer referências aos bolsonaristas utilizando expressões como “fascistas” e “ladrões”. Padé afirmou que se sentiu atingido pelas declarações e decidiu se manifestar, questionando o parlamentar sobre a acusação anterior e a abordagem que teria recebido do assessor. “Em nenhum minuto eu chamei ele de ladrão”, afirmou Padé durante a entrevista, ao contestar a acusação atribuída a ele. O entrevistado também questionou o uso da tribuna e da imunidade parlamentar, argumentando que essa prerrogativa não deveria representar autorização para ofender cidadãos sem que exista a possibilidade de manifestação em resposta.

Padé acrescentou que, durante o episódio, teria sido chamado de “moleque” e “bagaceiro” pelo vereador. Segundo ele, a situação foi motivada pelo acúmulo de acontecimentos dos dias anteriores e pela forma como interpretou as declarações feitas durante a sessão.

Durante a conversa com os apresentadores, Padé afirmou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o vereador Leandro Ferreira e seu assessor. Questionado se já havia procurado a Polícia Civil, explicou que chegou a buscar orientação, mas recebeu a solicitação de apresentar imagens, vídeos e testemunhas. Ele disse que não gostaria de envolver funcionários da Câmara que presenciaram a abordagem e informou que pretendia retornar à delegacia na segunda-feira, 2 de novembro.

Além da medida policial, Padé anunciou que pretende solicitar formalmente o áudio da sessão e buscar providências junto ao Legislativo. Segundo ele, a intenção é verificar quais medidas podem ser tomadas diante das declarações que afirma ter recebido e buscar o direito de resposta. “Eu vou entrar nas quatro linhas”, declarou, ao afirmar que pretende conduzir o caso pelos meios institucionais, sem extrapolar os limites legais.

Ao final da entrevista, Padé reafirmou seu descontentamento com o episódio e disse que ficou chateado com a própria reação, mas considerou que não poderia deixar passar as declarações que, segundo sua interpretação, foram direcionadas a ele e a outros cidadãos. O espaço para manifestação do vereador Leandro Ferreira também foi mencionado durante o programa, com a sinalização de que o outro lado poderá apresentar sua versão sobre os acontecimentos.

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