Tradição que passa de pai para filho

Entre cavalos, chimarrão e costumes, a família mantém viva a tradição

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Para Katlim Maciel e Andrey Castro, a tradição gaúcha está presente nos pequenos momentos da rotina. O chimarrão, o contato com os cavalos, as cavalgadas, os rodeios e os bailes fazem parte da vida do casal, que também busca levar esse modo de viver para os filhos, Cecília, de 5 anos, e Inácio, que completou 1 mês recentemente.

Para Katlim, a tradição representa um sentimento que vai além dos costumes. “A tradição para nós representa algo que vem de dentro da alma, um orgulho de ter nascido nessa terra e poder honrar nossa tradição”, afirma.

A ligação de Andrey com a cultura gaúcha começou ainda na infância, ao lado do avô, que foi quem lhe ensinou sobre os costumes e tudo o que sabe hoje sobre esse universo. Katlim teve seu primeiro contato mais próximo com a tradição aos 10 anos, quando se encantou pelo mundo dos cavalos.

“Essa paixão vem desde o momento que você se sente livre em cima dele. É uma paixão alimentada pelo convívio, pelo cuidado diário e pela confiança que se cria entre você e ele”, conta.

Foi também esse sentimento que o casal quis compartilhar com os filhos. Quando souberam que seriam pais, perceberam naturalmente que queriam proporcionar às crianças uma infância próxima da natureza, dos animais e dos valores que fizeram parte de suas próprias histórias.

Cecília, hoje com 5 anos, já demonstra essa ligação. Ainda durante a gestação, ganhou sua primeira égua, e a relação entre as duas continua. A menina gosta de acompanhar o pai nas cocheiras e ajudar nos cuidados com o animal.

“A conexão entre elas existe até hoje. São amigas”, destaca Katlim.

Uma nova geração

A chegada de Inácio trouxe uma nova experiência para a família. Cecília nasceu durante a pandemia, quando as atividades e os momentos a cavalo precisaram ser mais restritos. Agora, o menino chega em meio ao mês Farroupilha, justamente em uma época em que a família costuma viver ainda mais intensamente a tradição.

Com a nova rotina de cuidados, os dias estão sendo reorganizados, mas o sentimento de acompanhar a família crescendo dentro dessa cultura permanece.

Neste 20 de Setembro, a comemoração será mais caseira. Com Inácio ainda pequeno, a família pretende celebrar no aconchego de casa, com churrasco e chimarrão. “Será muito especial e mais caseiro. Com o Inácio, a comemoração vai ser mais recolhida, no aconchego do lar, assando um bom churrasco, tomando um mate e celebrando o orgulho de sermos gaúchos com o meu melhor presente nos braços”, conta Katlim.

Ainda assim, parte da família cruzará a Andradas na contramão. Cecília e Andrey devem representar a família mais uma vez no desfile farroupilha, mantendo viva a tradição gaúcha.

Juntos há 10 anos, Katlim e Andrey participam das atividades tradicionalistas da cidade e, agora, compartilham esses momentos com os filhos, entre cavalgadas, rodeios, bailes e atividades ligadas ao cavalo.

É isso que Katlim e Andrey esperam que Cecília e Inácio levem para a vida: o valor da palavra dada, o respeito aos mais velhos, a simplicidade, a hospitalidade e o orgulho das próprias origens. 

Na família, a tradição segue presente na rotina e ganha uma nova geração para continuar essa história.

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