Novo ataque no Itaquatiá deixou ovelhas e cordeiros feridos; produtores terão reunião com a presença da prefeitura , Polícia Civil e Brigada Militar no dia 24
Por Matias Moura
Os ataques de cães a rebanhos ovinos continuam provocando prejuízos no interior de Sant’Ana do Livramento. Um novo caso, registrado na localidade do Itaquatiá, foi encaminhado à reportagem por um ouvinte. O vídeo mostra várias ovelhas e cordeiros feridos após um único ataque.
O episódio reforça a preocupação dos produtores, que já contabilizam mais de 80 ovinos mortos em ataques registrados no município, além de dezenas de animais feridos.
A situação vem sendo discutida no programa Panorama Agropecuário, da Rádio RCC FM 95.3, e também mobilizou um grupo de produtores, que realizou uma primeira reunião com o prefeito Evandro Gutebier. Na ocasião, os criadores entregaram um abaixo-assinado e defenderam a criação de um Registro Municipal de Cães, para facilitar a identificação dos animais e de seus tutores.
Nova reunião no dia 24
Uma nova reunião foi marcada para o dia 24 de agosto, na Prefeitura, desta vez com a participação da Polícia Civil e da Brigada Militar.
O objetivo é discutir mecanismos para identificar os proprietários dos cães envolvidos nos ataques e estabelecer formas de responsabilização.
Para os produtores, o problema não está apenas nos cães abandonados. Animais que possuem tutores também circulam livremente e acabam chegando às propriedades rurais, onde atacam os rebanhos.
Além das mortes, os ataques provocam ferimentos, perda de matrizes e prejuízos à produção.
Controle populacional
O Município também mantém ações de controle populacional. Conforme dados apresentados pela Secretaria Municipal de Agricultura, mais de 1.200 animais foram esterilizados entre 2022 e 2026.
Os produtores reconhecem a importância da castração, mas defendem que a medida seja acompanhada de fiscalização e responsabilização dos tutores. Com novos ataques sendo registrados, a expectativa está voltada para a reunião do dia 24. A intenção dos criadores é buscar uma solução integrada que envolva produtores, Prefeitura, forças de segurança e entidades de proteção animal. Enquanto isso, os registros continuam chegando do interior, mostrando que os rebanhos permanecem vulneráveis aos ataques.
