Zucco debate propostas para a saúde e reforça compromisso de manter diálogo permanente com entidades do setor

Crédito: Mateus Raugust
O texto abaixo está em

A construção de propostas para fortalecer a saúde pública no Rio Grande do Sul foi o foco de um café da manhã nesta quinta-feira (16) entre o pré-candidato ao Governo do Estado, deputado federal Luciano Zucco (PL), e lideranças do setor. O encontro ocorreu na sede da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Rio Grande do Sul (FEHOSUL), em Porto Alegre, com o objetivo de ouvir as principais demandas das instituições e apresentar diretrizes que deverão integrar o plano de governo da aliança de centro-direita.

Zucco foi recebido pelo presidente da Fehosul, Cláudio José Allgayer, em uma reunião que contou ainda com a participação de representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), dirigentes de hospitais privados e filantrópicos e lideranças de diversas instituições ligadas à saúde. Também acompanharam a agenda os deputados federais e médicos Pedro Westphalen (PP), que também é vice-presidente da Fehosul, e Osmar Terra (PL).

Em sua fala, Zucco ressaltou que a construção de políticas públicas passa necessariamente pelo diálogo com quem vive diariamente a realidade da área e renovou o compromisso de manter um canal permanente de escuta com as entidades da saúde.

“Escutar quem entende e vivencia cada setor é algo que temos feito muito nessa caminhada. Isso tem sido extremamente positivo. Esse diálogo será permanente em nosso governo, porque quem mais entende de saúde são os profissionais e especialistas que dedicam a vida a essa área. Quero liderar ao lado dos melhores em cada setor. Não vou perguntar de que partido será um secretário, mas sim o que ele pretende entregar e quais metas e resultados a população poderá esperar”, ressaltou.

Zucco lembrou que as agendas do Força Gaúcha em diversos municípios para ouvir as entidades e lideranças visando a construção do plano de governo evidenciaram que os problemas da saúde se repetem em praticamente todas as regiões do Estado. “Em todas as agendas ouvimos relatos semelhantes: pessoas percorrendo grandes distâncias para conseguir tratamento, falta de serviços especializados próximos da população, filas enormes para consultas, exames e cirurgias e dificuldades diante da defasagem da tabela SUS”, pontuou.

Entre as propostas apresentadas pelo pré-candidato estão o fortalecimento da atenção primária; a ampliação da integração entre os sistemas de saúde, para garantir acompanhamento contínuo dos pacientes; a expansão da telessaúde e o aumento das parcerias com os municípios. “Não podemos continuar obrigando uma pessoa a viajar 500 quilômetros para realizar um tratamento porque sua região não oferece aquele serviço. Precisamos aproximar a saúde das pessoas, fortalecer a prevenção e organizar melhor a rede de atendimento”, reforçou.

Força política e articulação em Brasília
Uma das lideranças a falar no encontro foi o presidente do Simers, Marcelo Mattias, que alertou para a situação financeira dos hospitais filantrópicos, afirmando que muitos municípios acabam investindo acima do mínimo constitucional em saúde, enquanto o Estado permanece abaixo do percentual previsto em lei. Segundo ele, a defasagem da tabela do SUS compromete a sustentabilidade das instituições, impacta diretamente os profissionais da saúde e reforça a necessidade de ampliar os recursos destinados pelo governo federal ao setor.

Ao comentar o tema, Zucco voltou a falar da importância de ampliar a articulação política do Estado junto ao governo federal e ao Congresso Nacional para viabilizar investimentos no Rio Grande do Sul. Citou como exemplo a criação do Fundo Constitucional do Sul, em tramitação na Câmara dos Deputados, projeto ao qual ele trabalhou para avançar na comissão especial e que agora aguarda apreciação do Plenário.

Se implementado, o Fundo poderá destinar cerca de R$ 4 bilhões por ano ao Rio Grande do Sul. “Hoje, todas as demais regiões contam com fundos constitucionais. Precisamos unir as lideranças do Sul para aprovar esse projeto. O próximo governador precisará ter força política em Brasília para defender os interesses do Rio Grande do Sul, e essa articulação nós temos condições de liderar”, completou.

NO AR
Rádio RCC