A decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de simplificar as regras para o uso voluntário de biodiesel em percentuais superiores à mistura obrigatória já começa a produzir resultados concretos. Em poucos dias, cresce o número de empresas que comunicaram à Agência a adoção de misturas maiores.
Esse movimento confirma algo que o setor vem afirmando há muito tempo: havia uma demanda reprimida. Muitos consumidores queriam utilizar mais biodiesel, mas encontravam barreiras regulatórias. Bastou criar um ambiente de maior liberdade e segurança para que o mercado respondesse.
Esse é um sinal claro de que estamos no caminho certo.
O biodiesel brasileiro conquistou credibilidade pela sua qualidade. Tanto que o país desenvolve atualmente o maior programa de testes de biodiesel do mundo, avaliando misturas como o B25 de forma criteriosa, com base em evidências técnicas e científicas. Nosso compromisso é ampliar o uso do biodiesel com responsabilidade, segurança e qualidade.
Os benefícios vão muito além do setor de biocombustíveis. Cada litro adicional de biodiesel significa um litro a menos de diesel fóssil consumido. Isso reduz a necessidade de importações, diminui a saída de divisas do país e fortalece nossa segurança energética. Em vez de movimentar a economia de outros países, investimos em uma cadeia produtiva brasileira, que gera empregos, renda, arrecadação e desenvolvimento regional.
O biodiesel também fortalece o agronegócio, estimula a indústria nacional, promove inclusão social por meio da agricultura familiar e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa. É uma solução que une desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e transição energética.
É natural que existam questionamentos. Mas eles precisam ser respondidos com fatos, ciência e resultados. E os resultados começam a aparecer. A crescente adesão ao uso voluntário demonstra a confiança do mercado no biodiesel e reforça que as políticas adotadas estão produzindo os efeitos esperados.
O Brasil reúne todas as condições para liderar a transição energética mundial. Temos capacidade produtiva, tecnologia, competência industrial e uma das agriculturas mais competitivas do planeta. O biodiesel é um dos pilares dessa estratégia.
Mais do que defender um combustível, defendemos um projeto de país: um Brasil menos dependente de importações, mais competitivo, ambientalmente responsável e capaz de gerar emprego, renda e oportunidades a partir de uma energia produzida aqui, pelos brasileiros.
Os primeiros resultados da nova regulamentação mostram que estamos no rumo certo. Agora, é fundamental que o debate sobre os biocombustíveis seja cada vez mais baseado em evidências e menos em preconceitos. Apoiar o biodiesel é apoiar a inovação, a segurança energética, o meio ambiente, o agronegócio, a indústria nacional e a geração de oportunidades para milhões de brasileiros.
Por: Jerônimo Goergen
Presidente da APROBIO
