Quem é o dono de uma praça? De uma escola? De um monumento? De uma placa de sinalização? A resposta é simples: somos todos nós.
Mas, infelizmente, o que é de todos muitas vezes passa a ser tratado como se não fosse de ninguém.
Neste final de semana, tivemos mais uma demonstração da perda do sentimento de pertencimento em relação ao patrimônio público. Ao levar uma placa de sinalização para casa, alguém mostrou que não compreende sua importância para a coletividade. Talvez tenha pensado que era apenas uma placa. Mas ela cumpre uma função, orienta pessoas, protege vidas e organiza a cidade.
Cada banco destruído, cada praça depredada, cada monumento vandalizado e cada bem público danificado representa uma perda para toda a comunidade. O prejuízo não é da prefeitura, nem do governo. O prejuízo é de cada cidadão que paga seus impostos e espera viver em uma cidade mais organizada, segura e acolhedora.
Precisamos refletir sobre o tipo de sociedade que estamos construindo. Queremos uma comunidade marcada pelo individualismo, onde cada um pensa apenas em si? Ou uma sociedade que compreenda que cuidar do que é de todos é um dever de cada cidadão?
O patrimônio público é resultado do esforço coletivo. É construído com recursos da população e deve ser preservado para as atuais e futuras gerações.
Mais do que cobrar das autoridades, é preciso assumir nossa parte nessa responsabilidade. Cidadania não é apenas exigir direitos; é também cumprir deveres. E um dos maiores deveres é respeitar, proteger e valorizar aquilo que pertence a todos.
Porque, no fim das contas, o verdadeiro dono do patrimônio público não é o Estado. Somos nós. E aquilo que é nosso merece cuidado, respeito e orgulho.
